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O futebol brasileiro no segundo semestre de 2015

Dunga na última convocação da Seleção Brasileira (André Durão/Globo.com)

O segundo turno do Brasileirão 2015 começou no último final de semana, e as 20 rodadas até aqui disputadas demonstram um grande equilíbrio e baixíssimo nível técnico, com exceção dos líderes Corinthians e Atlético-MG, que ainda apresentam um futebol um pouco mais constante e elevado em relação aos demais. A outra exceção fica por conta do Vasco, que consegue se destacar pelo futebol absurdamente ridículo que apresenta, estando no seu terceiro treinador e que provavelmente não será o último até o final da competição, onde o rebaixamento é quase certo. O clube, que já foi grande mas teima em ressuscitar dinossauros como Eurico Miranda, deve ser o primeiro “grande” a ser rebaixado pela terceira vez desde a criação do formato em pontos corridos. O Vasco quase chegou ao título em 2011 mas mesmo assim seus sócios decidiram implodir o trabalho, aparentemente sério apesar do pouco sucesso, vinha sendo tentado pelo ex-presidente Roberto Dinamite, e o futuro do clube é bastante sombrio.

O Corinthians começou mal, mas não perde desde a oitava rodada, com 12 partidas invictas. Alcançou uma pontuação altíssima no primeiro turno (40 pontos) e fará a maior parte dos jogos difíceis do segundo turno no Itaquerão, com exceção do confronto com o Galo, que deverá ser disputado no Mineirão, na provável decisão, no dia 1o de novembro. Nas últimas rodadas o time começou a fazer muitos gols e nem parece uma equipe comandada por Tite, com tanto poder ofensivo. Não acredito que o título escape do Corinthians, pois o Galo é muito irregular para uma competição em pontos corridos, seu estilo é mais adequado para mata-mata.

A Copa do Brasil também “começou” de fato na semana passada, com a entrada dos clubes que disputavam a Libertadores, e nesta semana conheceremos os oito classificados para as quartas-de-final. O Galo deve recuperar a forma e vencer o Figueirense, e o Corinthians não deve reverter a vantagem do Santos, um time com ataque forte e que recuperou a boa forma do Paulista. Acredito na classificação do Internacional, Grêmio, Paysandu, Palmeiras e Vasco. Para finalizar, por mais que considere um horror o estilo e a postura do fraquíssimo Juan Carlos Osorio, na minha opinião o pior treinador que já comandou meu Tricolor, creio numa classificação frente ao Ceará, principalmente pela fragilidade de um timeco que está, disparadamente, na lanterna da Série B do Brasileiro. Mesmo que avance, o São Paulo não deverá ir muito longe e eu penso que os favoritos na Copa do Brasil sejam o Santos e o Internacional. Se tiver que escolher um, vou de Peixe.

A Seleção Brasileira deu mais um vexame na Copa América, mas não dava para esperar muito mais após outra palhaçada do Neymar, e a presença de jogadores patéticos e que jamais deveriam voltar a vestir a amarelinha, como Thiago Silva e Daniel Alves, além de jogadores fracos como Everton Ribeiro, Fred, Fabinho e Geferson (com este nome nem deveria poder jogar !!!). Gostei bastante da convocação para os próximos amistosos, especialmente da presença dos dois Lucas (Lima e Moura) e o retorno de Hulk. Considero a presença de Kaká como algo pontual portanto não vou reclamar nem elogiar, mas ele não tem muito o que acrescentar à Seleção e espero que não seja mais convocado. Lamento muito o fato de Coutinho não ter sido chamado, pois creio que ele seja um dos poucos expoentes que temos em grandes clubes, na parte ofensiva. Eu gostaria muito que Dunga jamais devolvesse a faixa de capitão, e que nunca deveria ter sido oferecida, ao Neymar, quando ele puder jogar novamente nas Eliminatórias, na dificílima partida contra a Argentina, pela terceira rodada, em novembro.

Nosso único craque desfalcará a Seleção nas duas primeiras rodadas, contra Chile fora de casa e Venezuela em Fortaleza. Nossa última partida de 2015 será contra o Peru, em Salvador, e tenho grande preocupação quanto aos resultados do time neste início de Eliminatórias. Acho que podemos conseguir 7 pontos mas também não me surpreenderia se atingíssemos apenas 4 pontos, com duas derrotas fora de casa em um empate contra Peru ou Venezuela. Não acho que ficaremos fora da Copa da Rússia em 2018, mas tenho certeza que o caminho será bastante sofrido.

A realidade é que nosso futebol, grande e vistoso, cheio de craques dando show pelo mundo, não existe mais. Ainda seremos um país com times razoáveis e um outro bom jogador aqui e acolá, mas é bom que reconheçamos que, a não ser que as coisas mudem de forma rápida e muito forte, a queda ainda continuará por muito tempo e a distância frente aos europeus irá aumentar de forma gigantesca. Sorte de quem pode acompanhar o futebol brasileiro, seja nos estádios, ou através do rádio ou televisão, entre 1950 e o início dos anos 2000. Daqui pra frente eu recomendo aos que gostam de futebol, escolher uma equipe européia para torcer, mesmo que ainda simpatizando com nossos timecos locais, para que possa ao menos acompanhar boas partidas.

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Previsões futebolísticas – Mundial de Clubes FIFA 2011

Os favoritos do Barcelona, em uma das inúmeras comemorações recentes (AFP)

A edição de 2011 do Mundial de Clubes da FIFA teve início hoje, com o jogo pré-classificatório entre o campeão japonês (Kashiwa Reysol) e o representante da inexpressiva Confederação da Oceania (Auckland City). O time da casa venceu por 2×0, liderado pelo competente técnico Nelsinho Baptista e pelos bons meio-campistas brasileiros Jorge Wagner e Leandro Domingues. O time acabou de conquistar o título nacional e chega com embalo para este torneio, e pode ser uma surpresa, semelhante ao Mazembe em 2010, que aprontou para cima do Internacional, num dos maiores vexames da história do futebol brasileiro.

Após dois anos de disputa nos Emirados Árabes, o torneio retorna ao Japão, palco das primeiras edições deste novo formato, que teve início em 2005, quando meu querido São Paulo superou o favorito Liverpool por 1×0 numa épica, e sofrida, partida em que foi amplamente dominado mas defendeu-se com extrema maestria durante os 90 minutos. O Brasil repetiu o feito com outra zebra em 2006, quando o Internacional surpreendeu o favoritíssimo Barcelona pelos mesmos 1×0, mas desde então os europeus vêm atropelando os rivais sul-americanos. A esperança da região está no talento da garotada do Santos, que chega confiante após o sucesso do primeiro semestre, e algumas boas atuações esporádicas durante a fase final do Brasileirão. A equipe da Baixada tornou-se mais competitiva e forte defensivamente com o retranqueiro Muricy Ramalho, mas como era de se esperar perdeu um pouco da alegria e irreverência que encantou o Brasil sob comando de Dorival Junior.

Neymar consolidou-se como craque em 2011, com atuações espetaculares e maior regularidade, mas o Peixe ainda sofre com os meio-campistas Paulo Henrique Ganso e Elano, que apresentaram o oposto em 2011, com altos e (mais) baixos e não permitiram que o time desenvolvesse uma boa sequência de resultados. O Santos enfrenta o vencedor de Kashiwa e os mexicanos do Monterrey, campeões da CONCACAF, e apesar de favoritos devem se cuidar, pois ambos adversários serão perigosos. Se fosse santista torceria pelos mexicanos, pois creio que serão adversários mais fáceis pela forma de jogar e tradicional fraqueza defensiva dos aztecas.

O Barcelona é o papa-tudo do futebol mundial nos últimos anos, e na minha opinião disparado como favorito a este título. Apesar de que torcerei pelo Santos, acho muito difícil que os brasileiros superem os catalães, que estão jogando menos do que em 2010, mas mesmo assim apresentam-se num nível muito acima de qualquer rival, inclusive do Real Madrid, que vêm nadando de braçada nesta temporada e poderá provar ser o melhor time do mundo no Superclásico deste sábado, pelo Campeonato Espanhol. Será uma partida crucial para o Barça, pois poderá elevar ou abater a equipe para o torneio do Japão, além de que obrigará o time a fazer uma viagem bastante apertada para o Oriente. Seu adversário na semi-final será o vencedor do confronto entre os representantes da África (Espérance da Tunísia) e Ásia (Al-Sadd do Qatar). Aposto nos africanos, que serão provavelmente goleados pelo Barça.

Meus palpites para os jogos:

Kashiwa 2×1 Monterrey

Espérance 2×1 Al-Sadd

Santos 1×0 Kashiwa

Barcelona 4×0 Espérance

Barcelona 2×1 Santos

Infelizmente não poderei assistir ao jogo ao vivo, pois estarei em Washington no dia 18 de dezembro, mas vou gravar e tentar acompanhar sem saber o resultado, e quem sabe comemorar o retorno dos títulos mundiais para um clube brasileiro, no tricampeonato do Santos.

Futebol brasileiro caindo pelas tabelas

Neymar disputa bola com o alemão Träsch, em mais uma derrota da Seleção- Reuters

Ouvi de um amigo, há alguns meses, que só fico metendo o pau no futebol brasileiro. Discordo dele, e de qualquer outro que pense assim. Tento acompanhar meu amado esporte com o máximo de isenção possível, e a única vantagem de estar fora do Brasil há 3 anos está no fato de que, atualmente, eu consigo ver as coisas com menos emoção, pois não tenho o desprazer de ver, ouvir ou ler asneiras por parte da fraca imprensa esportiva do país, que acaba criando rivalidades excessivas, exalta jogadores que nada (ou pouco) fizeram e estimula discórdias e até brigas.

Fui favorável à escolha de Mano Menezes quando a CBF o contratou há pouco mais de um ano, mas estou muito decepcionado com seu trabalho. Só que hoje tentarei cutucar uma ferida, que é o fato do futebol brasileiro já não ser mais o mesmo, razão de estarmos produzindo pouco, se compararmos às últimas décadas. A culpa desta situação é de todos nós, atletas, dirigentes, treinadores e torcedores.

Após a má-sorte dos times de Telê Santana nos anos 80, e juntando o início de uma verdadeira debandada de jogadores para a Europa desde então, o brasileiro (sim, você que está lendo) passou a valorizar os resultados e ignorar a importância do tradicional estilo de jogo bonito brasileiro. Começamos a imitar o estilo europeu de jogo, e cada vez mais fugimos das nossas características naturais, com leveza, alegria e irreverência. Esquecemos dos motivos pelos quais crescemos e nos tornamos apaixonados pelo futebol. O futebol que eu gosto é aquele em que os times buscam o gol e jogam limpo, onde geralmente o melhor vence. Respeito equipes defensivas, mas somente quando são claramente inferiores tecnicamente, o que não é o caso da nossa Seleção. Apesar de não culpá-lo por isso, este período negro se iniciou com a chegada de Ricardo Teixeira na CBF, no final dos anos 80. Lazaroni de início à este estilo, alternando bons e maus resultados na Copa América de 1989, Eliminatórias da Copa e finalmente na Copa do Mundo de 1990, quando o Brasil foi eliminado na única boa partida que fez, dominando a Argentina até Maradona ganhar o jogo no passe magistral para Caniggia, nos minutos finais do jogo. O horroroso Parreira piorou ainda mais a situação, conquistando o tetra em 1994 graças a seu time de volantes e o calor norte-americano, com o auxílio de sua competente equipe de preparação física, pois o Brasil era o único time que sempre estava inteiro no final das partidas.

No início dos anos 90, o próprio Telê Santana tornou-se venerado, após cinco anos de sucesso no meu querido Tricolor, mas se olharmos para seus times, veremos que eram muito mais defensivos dos que os esquadrões que o mesmo Telê comandou nos anos 70 e 80. O São Paulo jogava com dois volantes sem nenhum talento ofensivo ou de saída de jogo, e atuava basicamente nos contra-ataques. Ganhava pois tinha jogadores muito bons, em praticamente todas as posições, e até no banco de reservas.

Luxemburgo, que apesar de não concordar com a maioria das atitudes que toma, é para mim disparadamente o melhor treinador do Brasil de todos os tempos, poderia ser a solução, mas os problemas de falsidade nos documentos e a fatídica participação nas Olimpíadas de Sydney em 2000 o derrubaram. Mas seus times, especialmente em 1999, mostraram o Brasil que gostamos de ver, com jogadores habilidosos ao invés de brucutus, que foi o que vimos com o insuportável Felipão, ícone do que eu mais detesto no futebol brasileiro, defensor ferrenho do ganhar a qualquer custo. Enfeiou nosso time mas teve sucesso, em uma Copa do Mundo de entressafra onde ganhamos sem a menor dificuldade, pois contamos com o auge de craques fora-de-série como Ronaldo e Rivaldo, inspiradíssimos no verão asiático de 2002.

Voltando ao meu Tricolor, vem outro exemplo desta triste escolha do brasileiro. Sempre considerei o São Paulo um time que tentava destacar-se por um estilo bonito e ofensivo, juntamente com outras equipes cujos torcedores aprovam esta postura, especialmente o Palmeiras e o Santos. O São Paulo passou anos disputando títulos e ficando entre os primeiros nas competições que disputava, entre 1994 e 2005, mas sem grandes sucessos, amargando vice-campeonatos sucessivos. O time nem sempre era bom, mas muitas vezes foi crucificado por falhar na hora de decidir. Com a chegada de Muricy em 2006, conquistou três brasileiros seguidos, jogando um futebol quase insuportável, jogando na retranca e nos erros dos adversários e vencendo por placares magros.

Vou repetir o que digo sempre, mas para piorar esta situação de cópia do estilo europeu, aumentamos a distância das tradicionais origens ao colocar o comando do nosso futebol nas mãos, quase que exclusivamente, de gaúchos, em sua maioria defensores do jogo viril e combativo, onde 1×0 é goleada e, parafraseando o paulista Muricy, “quem quer ver espetáculo que vá ao teatro.”

Ouço “sábios” analistas, e o treinador, dizer que é uma fase de renivação. O time que deu vexame na Copa América e perdeu da Alemanha, com exceção de Neymar, não tinha nenhum garoto. Neymar nem era o mais novo em campo, e a média de idade dos alemães era pelo menos uns dois anos inferior à dos brasileiros.

Vai demorar muito para o Brasil deixar de figurar entre os melhores do mundo, mas isto é mais por culpa da completa falta de talento dos adversários, que de forma geral estão todos muito mais perto de nós do que em qualquer período, mas ainda assim são na maioria bastante inferiores. Outro fator é que, dois dos principais rivais históricos (Argentina e Itália) sofrem de problemas semelhantes aos nossos, o que abriu espaço para equipes como a Espanha e até a Holanda a assumirem o atual momento de domínio no futebol internacional. Por falar nisso, os holandeses devem assumir pela primeira vez o topo no próximo Ranking da FIFA, onde nosso time deve cair para sexto lugar, e daí pra frente, como também disse anteriormente, vai despencar que nem fruta madura. Parece piada, mas corremos o risco de não estar entre os 20 melhores do Ranking na metade de 2013, e certamente só seremos cabeça-de-chave em 2014 por ser o país-sede.

Infelizmente não vejo correção de rumo, no curto prazo, para esta lamentável tendência do Brasil revelar apenas zagueiros e volantes para o futebol internacional (em grandes clubes), e principalmente a inexistência de centroavantes e meias de criação. Era fã de Alexandre Pato mas já não tenho mais esperanças com ele, que não consegue marcar gols nem na minha falecida vovó. Gosto muito de Neymar, apesar de achar que ele precisa ser controlado, e acho que seu companheiro, o bichado Ganso, e o queridinho do meu Tricolor (Lucas) são absurdamente overrated. Ainda acho que a estúpida diretoria do SPFC se arrependerá por não vender logo esse moleque, que não joga nem 10% do que dizem por aí.

Enquanto isso, temos sorte de presenciar a maravilhosa equipe do Barcelona, que hoje bateu o arquirival (e freguês) Real Madrid, com outro show de bola sob comando de Lionel Messi, para desespero do insuportável, nojento e desleal treinador português José Mourinho, que como de costume, mandou seus jogadores apelar e baixar o sarrafo nos craques catalães, outra prova do seu baixo caráter e senso de esportividade.

Obrigado Senhor, por nos permitir este prazer de ver o Barça !

Previsões futebolísticas – Copas do Mundo Sub-20 e Sub-17

Neymar, Casemiro e cia. comemoram um gol do Brasil - Fifa.com/AFP

Apesar de não receberem o devido prestígio da mídia, e consequentemente dos torcedores, duas das principais competições futebolísticas do cenário mundial acontecerão nos próximos dois meses, ambas na América Latina. A Copa do Mundo Sub-17 terá início no México neste sábado, encerrando-se no dia 10 de julho. Semanas depois, no dia 29 de julho, inicia-se a principal competição de base, a Copa do Mundo Sub-20, realizada na Colômbia, com encerramento marcado para o dia 20 de agosto. Nesse período também será realizada outra grande competição, a Copa do Mundo Feminina, que será discutida futuramente neste blog.

Minha maior tristeza fica por conta de mais uma entre as inúmeras críticas que tenho em relação ao Ricardo Teixeira como dono do futebol brasileiro. Desde que passou a preocupar-se somente com a seleção principal, abandonou não apenas os clubes, mas também as categorias de base. O Brasil sempre dominou a categoria Sub-20, mas nos últimos vimos de camarote o domínio de nossos hermanos argentinos, que cinco das últimas oito disputas, eliminando o Brasil em duas delas. Neste mesmo período, de 1995 até 2009, conquistamos apenas um título, e para piorar com um time irregular, pois contava com a presença de Carlos Alberto, que anos depois confirmou ser gato. Surpreendentemente o Brasil não teve o título cassado, provavelmente pela influência do comandante da CBF, que deve saber de muita podridão dos bastidores da FIFA.

Na última semana percebo grande pressão do meu São Paulo em relação à convocação dos jogadores para a Copa do Mundo Sub-20. Concordo que perder entre 4 e 7 jogadores durante o Campeonato Brasileiro seria muito ruim, especialmente com o crescimento de produção de jovens como Wellington, Casemiro e Lucas. O problema cai mais uma vez no colo da incompetente CBF, que jamais deveria permitir a disputa do campeonato nacional entre meados de junho e agosto, quando o calendário da FIFA, respeitado por quase todos países, sugere que não sejam disputadas competições oficiais de clubes.

Para piorar esta história, vejo que a CBF levará craques da Sub-20 como Neymar e Lucas para a disputa da Copa América 2011, que vai de 1 a 24 de julho na Argentina. Podem me chamar de maluco, mas creio que a Copa do Mundo Sub-20 seja mais importante que a Copa América, e tenho certeza que a presença destes craques é MUITO mais necessária para a equipe de Ney Franco do que para o time do decepcionante Mano Menezes. É uma pena que continuemos desprestigiando nossos garotos, que até poucos anos eram motivo de grande orgulho com exibições memoráveis nestes mundiais. Tenho lembranças maravilhosas dos times de 1983 e 1985, liderados por futuros craques como Bebeto, Muller, Silas, Taffarel, Geovani, Jorginho e até Dunga.

Infelizmente acompanhar estas competições de base fica ainda mais difícil daqui dos EUA, portanto darei meus palpites baseados nos seguintes fatores: tradição do país na competição, cotação nas casas de apostas, algum conhecimento que possa ter e um pouco de chute. Como de costume, apresentarei meus palpites a partir dos confrontos da fase quartas-de-final. Aqui vão eles:

Copa do Mundo Sub-17:

Holanda x República Checa / Argentina x Brasil

Alemanha x Uruguai / Costa do Marfim x México

Sem ter a menor idéia da qualidade dos times, baseio minha escolha nas cotações e na camisa dos times, e vou colocar fé no título do Brasil, desempatando na liderança desta competição, conquistando o quarto título contra três dos nigerianos.

Copa do Mundo Sub-20:

Brasil x Espanha / Inglaterra x Colômbia

França x Croácia / Portugal x Argentina

O Brasil vem com um time forte, mas terá um choque de favoritos nas quartas contra a também forte Espanha. Acho que cairemos frente aos europeus, e seremos obrigados a torcer para os argentinos não conquistarem o sétimo título, abrindo ainda mais vantagem em relação aos nossos quatro títulos na categoria. Para isso torcerei pela França, que passa pelos nossos vizinhos na semifinal e recebe meu voto como o campeão do torneio. Vale lembrar que França e Colômbia foram os finalistas do Torneio de Toulon 2011, realizado na semana passada, que serve como prévia para esta Copa do Mundo Sub-20.

Rogério Ceni e Neymar brilham

Rogério Ceni chega ao centésimo gol - Arte:www.saopaulofc.net

Depois de quase 15 anos marcando gols pelo Tricolor, Rogério Ceni atingiu a expressiva marca de 100 gols na tarde deste domingo. E não poderia ter sido em situação melhor, pois foi um golaço, em uma perfeita cobrança de falta, contra o arquirival Corinthians, na vitória por 2×1 pela primeira fase do Paulistinha-2011. Para ser melhor, somente se o jogo tivesse sido disputado no Morumbi, que infelizmente estava indisponível para a partida devido ao show do Iron Maiden, ao invés da modesta Arena Barueri.

Rogério é um jogador diferenciado, inovador e polêmico, que causa emoções extremas de amor e ódio para são-paulinos e torcedores rivais, pois sempre dá um jeito de estar envolvido em tudo o que acontece, seja nas participações defensivas de goleiro, nas investidas ao ataque para cobrar faltas e até nos comentários através da mídia esportiva. A verdade é que, acima de opiniões pessoais, é indiscutível o destaque que este profissional possui na história do São Paulo Futebol Clube, do futebol (e esporte) brasileiro e internacional. Ao contrário do paraguaio Chilavert, que marcou a grande maioria dos seus cerca de 60 gols em cobranças de pênalti, os gols de Rogério foram em sua maioria originados em cobranças de falta, muitas delas espetaculares e em momentos importantes para o Tricolor.

Espero não ter esquecido dos principais gols de falta, mas aqui vão alguns dos que considero mais destacados:

Final – Paulista 2000: São Paulo 2×2 Santos (SPFC Campeão)

Libertadores 2005: São Paulo 4×0 Tigres-Mex – 2 golaços, um no primeiro e um no segundo tempo

Brasileiro 2006: Cruzeiro 2×2 São Paulo (SPFC perdia por 2×0, Rogério defendeu um pênalti e marcou dois gols)

100o Gol – Paulista 2011: São Paulo 2×1 Corinthians

E alguns dos principais gols de pênalti:

Libertadores 2005: São Paulo 2×0 River Plate

Mundial Interclubes 2005: São Paulo 3×2 Al-Ittihad

Libertadores 2006: São Paulo 2×1 Palmeiras

E para não deixar por menos, defesas sensacionais:

Final – Mundial Interclubes 2005: São Paulo 1×0 Liverpool (SPFC Campeão)

Libertadores 2006: São Paulo 3×0 Chivas

Quem me conhece sabe que, apesar de torcedor fanático do São Paulo, tento olhar as partidas e os jogadores com certa isenção, e por diversas vezes critico o Rogério, para desgosto de alguns amigos mais fanáticos. Acho ridículo o fato dele usar o número 01 na camisa, me incomoda o fato dele querer ser o cobrador oficial de pênaltis do time, mas seu profissionalismo, dedicação e importância são incontestáveis, razão pela qual fica difícil saber quais características o tornam o grande ídolo que é.

Na segunda parte deste post, vou tratar do amistoso entre Brasil e Escócia, disputado no “estádio oficial” da Seleção, o Emirates Stadium, em Londres. Gostei da atuação do time, importante após as primeiras partidas desastrosas sob comando de Mano menezes, mas a verdade é que enfrentamos um time horrível. A Escócia nunca teve time bom, mas o que jogou hoje era demais. O Brasil dominou completamente a posse de bola e a partida, sendo para do apenas na mega retranca e nas botinadas dos britânicos. O placar de 2×0, com dois gols do craque Neymar, saiu barato para eles.

Gostaria de ter visto o retorno de Maicon na lateral direita, e quem sabe alguma experiência nova na esquerda, apesar de que André Santos sempre faz partidas regulares na Seleção, mas jamais será um destaque para o time. Gosto do meio-campo com Lucas Leiva e Ramires, e até mesmo de Elano, mas também considero esta posição carente de talento, e Mano pdoeria tentar ser um pouco mais audacioso, experimentando com algumas novidades. Jadson foi bem nos poucos minutos contra a França mas não fez boa partida hoje, e na próxima partida a vaga deve ficar com Paulo Henrique Ganso. Jamais tinha visto Leandro Damião jogando, e considerei uma boa estréia do garoto artilheiro, apesar de não ter marcado. Não é fácil jogar sozinho no meio daquela retranca, e ele bem que tentou se desvencilhar como pode. Também aprovei a convocação e a entrada do arisco e perigoso Jonas, que merece mais chances, especialmnete com a péssima fase de Alexandre Pato e Robinho, as seguidas contusões de Luis Fabiano e a vagabundagem do meu xará Adriano. Quem sabe os últimos possam se recuperar no retorno ao Brasil e acirrar a briga no ataque da amarelinha.

O são-paulino Lucas entrou bem e certamente deve continuar no grupo, e junto com Ganso e Neymar deve dar esperança para a torcida. Neymar não fez uma partida regular, mas deixou claro que pode desequilibrar qualquer jogo em segundos, com seus dribles e qualidade na finalização. O importante agora é acertar um time-base para que o Brasil possa lutar pelo tricampeonato da Copa América, que será uma pedreira, pois os hermanos argentinos terão seu forte time, o apoio da torcida e certamente da arbitragem e da Conmebol, para retomar a hegemonia continental, já que não vencem esta competição há 18 anos.

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