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Retrospectiva 2011 – Futebol Brasileiro

Ronaldinho após golaço contra o México - Mowa Press

O ano de 2011 manteve a recente tendência do futebol brasileiro, e mais uma vez apresentou resultados e produção medíocre, algo preocupante para o “país do futebol”. A seleção principal continuou apresentando resultados pífios sob comando do fraco Mano Menezes, a seleção feminina jogou muito mal na Copa do Mundo e, apesar de não valer nada, os “catados” que foram para Guadalajara disputar o Pan também deram vexame. O lado positivo ficou para as seleções de base, onde a sub-17 chegou na semifinal do mundial, e a sub-20 retomou a tradição vitoriosa do Brasil com a conquista do penta, na vitória emocionante sobre Portugal. Como previ neste post de julho, o Brasil caiu pelas tabelas no Ranking da FIFA, batendo no sétimo posto no mês de setembro, e encerrando o ano na sexta posição. Sem competições oficiais pela frente nos próximos dois anos e meio, duvido que consigamos nos manter entre os dez primeiros no futuro.

O futebol apresentado pelos clubes também continuaram em baixa durante 2011. Logo de cara atingimos novo recorde negativo, com a eliminação de um clube brasileiro na fase pré-Libertadores, quando o Corinthians perdeu para o “forte” Tolima. Este fiasco acabou ajudando o clube, pois apressou a saída dos dinossauros Roberto Carlos e Ronaldo, que vinham prejudicando o time com muita fama e pouca bola. Os demais brasileiros na Libertadores também foram muito irregulares, e tivemos apenas o Cruzeiro com bom desempenho na primeira fase. Santos e Fluminense penaram e quase caíram fora no começo, e a troca de treinador (Muricy Ramalho) acabou por selar o futuro de ambas equipes na competição. O Peixe conseguiu acertar a defesa nas mãos de Muricy e, aos trancos e barrancos, chegou ao terceiro título após quase 40 anos. Mesmo com o título mais importante do continente, considero o Santos o segundo melhor time brasileiro em 2011, atrás do surpreendente Vasco da Gama, que renasceu das cinzas com resultados excelentes durante todo o ano. O clube acertou o time durante o estadual, conseguiu o reforço de um dos maiores ídolos do clube, Juninho, durante o primeiro semestre e conquistou merecidamente a Copa do Brasil. No Brasileiro, manteve-se na cola do eventual campeão (Corinthians) durante todo o campeonato, e caso fosse o campeão seria tão merecido quanto o rival de São Paulo. Ainda foi o único brasileiro a representar com dignidade as cores nacionais na insossa Sul-Americana, caindo na semifinal frente o eventual campeão, o Universidad de Chile. Meu terceiro colocado no ranking dos clubes brasileiros de 2011 é o campeão nacional, Corinthians, que apesar do fiasco do início do ano, recuperou-se com o vice-campeonato estadual e o título nacional, com futebol feio mas altamente competitivo (muito parecido com aquele apresentado pelo São Paulo no tricampeonato 2006-2008) e liderando a competição por 2/3 das rodadas.

Voltando à seleção, continuamos na draga que nos coloca mos desde 2010, com uma eliminação ridícula na Copa América, onde ganhamos apenas um dos quatro jogos disputados, e fomos eliminados numa vergonhosa disputa de pênaltis frente o Paraguai, quando os brasileiros erraram as três cobranças executadas. Apesar de perdermos apenas duas das 16 partidas do ano, contra as fortes França e Alemanha como visitante, e termos vencido nove jogos, uma análise dos resultados e, principalmente dos adversários enfrentados, gera preocupação, pois ganhamos e empatamos contra timecos, e muitos dos jogos foram de pouca ou nenhuma relevância para o desenvolvimento de um time nesta fase inicial de preparação para a Copa do Mundo de 2014. Meu destaque ficou para a vitória sobre o México, em outubro, quando jogamos na casa deste adversário que recentemente nos dá bastante trabalho, e enfrentamos imensas dificuldades como o gol contra no comecinho do horrível zagueiro David Luiz, e ainda teve um pênalti contra no primeiro tempo, quando para piorar sofreu a expulsão de Daniel Alves. Quando tudo parecia caminhar para um desastre, o goleiro Jefferson defendeu a cobrança e o Brasil, com um a menos, obteve a virada com dois golaços, de Ronaldinho Gaúcho e Marcelo. Foi a melhor atuação da seleção sob comando de Mano desde que assumiu o time.

Para finalizar, minha maior tristeza em relação à seleção está no fato de que Mano será o comandante do time nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Acho lamentável que o competente Ney Franco tenha que abrir espaço para Mano, pois ele comandou com maestria o Brasil no Sul-Americano e no Mundial sub-20, especialmente neste último, quando por incompetência de Mano e da CBF, atuamos sem Lucas e Neymar, desnecessariamente convocados para a Copa América. O principal trunfo do Brasil está no fato de que nossos arquirivais, e atuais bicampeões olímpicos, argentinos não conseguiram a vaga para Londres, e pode ser que a tão sonhada medalha de ouro venha para o Brasil em 2012.

Os 10+ do Brasil

10+ Brasil - Blog do Ilan/Globo.com

Um blogueiro da Globo.com, o jornalista José Ilan, iniciou em abril deste ano, uma série de enquetes, com duração de dez semanas e participação de três jornalistas, ex-jogadores e técnicos por semana (na última semana serão internautas), para descobrir quem são os 10+ do esporte brasileiro. A enquete inicial foi sobre os melhores técnicos da atualidade, e hoje estamos na segunda semana da enquete sobre os melhores goleiros do país em todos os tempos.

O resultado da enquete sobre os técnicos não surpreendeu pelo escolhido, o queridinho do momento Muricy Ramalho. A surpresa foi que ele conseguiu a liderança apenas na penúltima semana, e ficou pouco à frente do horrível treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes. Minha maior surpresa foi que ambos ficaram muita à frente dos demais, sendo que Cuca e Luxemburgo formaram o segundo escalão, Felipão e Dorival Júnior o terceiro, e Abel Braga num sétimo lugar. Depois houve um grande espaço para o “resto”, que incluiu forçadas de barra como Marcelo Oliveira (o próprio José Ilan votou nele como o quarto melhor !!!) em nono lugar, e técnicos que na minha opinião são no mínimo iguais aos do topo, especialmente Tite e Ricardo Gomes, com míseros votos.

Sou são-paulino e já cansei de dizer que considero o Muricy um excelente treinador para competições como o Brasileirão, onde ele tem tempo de trabalhar um conjunto, armar sua retranca e ficar no pé dos jogadores, para que levem todas as 38 partidas a sério, o que faz com que seus times sempre tenham tido sucesso neste torneio nos últimos anos. Mas infelizmente ele é muito fraco estrategista, e seus times sofrem em torneios mata-mata. Haja visto o que aconteceu com meu Tricolor enquanto foi treinado por ele. Mesmo com a conquista da Libertadores pelo Santos, ainda está longe de ser um técnico adequado para playoffs. O Santos tem um poder ofensivo muito grande, e defesa fraca, o que casou perfeitamente com o estilo Muricy, que fez com que o Peixe escapasse com 0x0s e magras vitórias contra adversários, por sorte, fraquíssimos no caminho do título.

A enquete dos goleiros, ainda no início, está apresentando um resultado melhor que a dos técnicos, mas não está livre de problemas. Já começa torta devido à imagem apresentada acima, que é de Justo Villar, goleiro paraguaio, representando uma enquete sobre o melhor goleiro do Brasil em todos os tempos. Escolha infeliz do autor. O resultado parcial apresenta um certo equilíbrio entre diversos grandes goleiros do país, mas que em sua maioria são merecedores deste reconhecimento. Quero ver como será o desenrolar da enquete, pois não é fácil para alguém comparar atletas do início e meio do Século XX como Barbosa e Castilho com Júlio César e Rogério Ceni.

Além de poucos terem acompanhado os jogadores do passado, fica complicado comparar jogadores que atuaram quase uma centena de vezes pela Seleção, como Taffarel, Júlio César, Gylmar dos Santos Neves e Dida com outros que jogaram muito menos, como Zetti, Raul, Rogério Ceni e até o pentacampeão Marcos, que . Existem também aqueles que jogaram em grandes times que não tiveram sucesso, como Leão, Barbosa, Waldir Peres, Manga e Carlos. Outro fator está no sucesso nos clubes, que pode causar grande divergência entre os analistas. Rogério Ceni e Raul são os principais representantes desta situação.

Espero que os próximos participantes lembrem-se de Carlos, que para mim foi um excelente goleiro, e também dêem o crédito que Dida merece, pois acho um absurdo que ele fique no final desta tabela dos melhores goleiros do Brasil. Na minha opinião ele foi o melhor que vi jogar, seja na Seleção ou nas grandes passagens por Corinthians e Milan principalmente. Foi escolhido na minha lista de outubro de 2010, é um dos maiores vencedores de todos os tempos, e certamente tem sido prejudicado nesta enquete por não ter ganho uma Copa do Mundo como titular, o que certamente não é sua culpa.

Abaixo trago a minha lista dos 10 maiores goleiros do Brasil, onde o sucesso na Seleção Brasileira (não somente títulos) leva grande peso, juntamente com conquistas e sucesso em clubes e, algo que muitas vezes fica esquecido, o talento do jogador. Não poderei incluir goleiros que jogaram antes de 1960, pois não vi e, na maioria dos casos, as estatísticas e registros são escassos, tornando minha avaliação impossível. Aqui vai a lista:

1- Dida

2- Gylmar dos Santos Neves

3- Taffarel

4- Rogério Ceni

5- Júlio César

6- Leão

7- Marcos

8- Manga

9- Raul

10- Carlos

Vi poucos anos do Raul, e nenhum do Manga ou do Gylmar, portanto posso ter falhado na avaliação deles. Mas estou contente com minha lista, e gostaria de conhecer a opinião dos meus queridos leitores.

Previsões futebolísticas – Copa América 2011

Messi é a esperança de bom futebol nesta fraca Copa América - Andres Stapff

A edição número 43 da Copa América chega na fase decisiva neste final de semana, com as partidas das quartas-de-final. Como mencionei no post anterior, não pude fazer minhas previsões antes do início do torneio, mas devido ao formato desta competição, sinceramente não creio que tenha havido grande diferença.

Uma competição continental que se obriga a convidar países de outros continentes para “completar” a tabela já deve ser considerada horrorosa, logo de início. A partir da edição de 1993, a CONMEBOL decidiu convidar 2 seleções (o México e mais uma “coringa”), para que seja possível a disputa com 12 equipes, formando 3 grupos de quatro países. Para piorar a emenda, oito times se classificam para a fase final, portanto é preciso de um esforço descomunal para não passar da primeira fase, o que por si só denigra ainda mais esta competição, que se fosse bem elaborada poderia ter grande repercussão e apoio internacional. Vale ressaltar que até o Japão foi convidado para a Copa América, disputando em 1999 e se recusando a vir neste ano, devido aos trágicos acidentes ocorridos no país em 2011.

Quase todo mundo que presta se classificou, com exceção do convidado México, que mostrou a importância desta competição ao levar a equipe C para a Argentina, e perdeu todas as três partidas que disputou. A surpresa ficou por conta da Venezuela, que classificou-se em segundo lugar, e invicta, no grupo mais difícil da primeira fase, ao empatar com Brasil e Paraguai, e vencer o Equador. Os confrontos do mata-mata, com meus palpites para os vencedores, serão os seguintes:

Colômbia x Peru / Argentina x Uruguai

Brasil x Paraguai / Chile x Venezuela

Mesmo com atuações muito abaixo do esperado, mas normais desde que o fraco Mano Menezes assumiu o time, nossa ruinzinha seleção deve chegar à final, pois os adversários são simplesmente horrorosos. O Paraguai tem um bom setor ofensivo, mas falta camisa e experiência, e sabemos que eles vão amarelar como de costume. Será um jogo disputado, mas o Brasil leva a melhor. O Chile parece o Paraguai, pois tem bons atacantes, mas sua defesa é inferior aos nossos vizinhos, e acho que na semifinal o Brasil passa com certa facilidade.

Do outro lado teremos a Colômbia do matador Falcão Garcia, que não terá grandes dificuldades para bater o Peru, mas não acho que passe do vencedor entre Argentina e Uruguai. Os celestes vieram com a mesma base que fez bonito na Copa da África do Sul, com bons jogadores e futebol de conjunto. Os anfitriões deram vexame nas duas primeiras partidas, mas enfim o fenômeno Messi resolveu jogar bola, e o patético treinador Sergio Batista colocou Agüero como titular, e a equipe ganhou maior poder ofensivo. Este grande duelo entre as seleções com mais títulos da competição (14 cada) pode acabar de qualquer jeito, especialmente pelo fato da Argentina ter uma defesa muito fraca, ao contrário do Uruguai, mas não tenho coragem de ir contra os donos da casa.

Uma final entre Brasil e Argentina, pela terceira vez consecutiva, seria a única forma de elevar este torneio. O Brasil tem um time renovado e sem o menor padrão de jogo, mas venceu as duas últimas finais contra os hermanos e está numa grande sequência no torneio sulamericano, conquistando quatro das últimas cinco edições. Temos uma defesa sólida (caso Maicon jogue), mas nosso goleiro só não está acabado na cabeça do treinador. O meio defensivo é pegador e sabe sair jogando, mas nosso ataque não assusta ninguém. Falta uma referência na frente, que sinceramente o futebol brasileiro não possui. Sempre fui fã de Alexandre Pato, mas a verdade é que ele regrediu demais nos dois últimos anos, e hoje eu não confio nem um pouco nele. Tomara que ele volte a ser a promessa do início da carreira e queime minha língua.

A Argentina é mal comandada e tem (há MUITOS anos) uma defesa bisonha, mas o talento no ataque é indiscutível. Como disse antes, a esperança é que Maicon jogue, pois caso contrário Di Maria fará uma festa pela esquerda. Vou torcer muito para que o Brasil seja tricampeão, chegando ao nono título continental, mas meu palpite racional é de que a conquista seja albiceleste.

O estado lamentável do futebol brasileiro

Hernanes lamenta - REUTERS/Gonzalo Fuentes

O futebol brasileiro não cansa de aprontar surpresas desagradáveis para seus apaixonados torcedores. A entidade que comanda o esporte no país é liderada há mais de 20 anos por um ditador, o cada vez mais poderoso e milionário Ricardo Teixeira. A confederação nada em rios de dinheiro, sugando qualquer oportunidade de exposição internacional dos clubes ao aplicar um calendário completamente inadequado, impedindo as equipes que atinjem mais sucesso de participar de algumas das principais competições nacionais e sulamericanas, inviabilizando a realização de pré-temporada e acabando com qualquer oportunidade de amistosos, seja no Brasil ou no exterior, que representam a melhor forma dos clubes expandirem o alcance de suas marcas, e consequentemente aumentando o número de torcedores e alavancando novas fontes de receita.

Meus leitores sabem que reclamo disso há anos, e pessoalmente não vejo nenhuma possibilidade de solução aceitável no futuro próximo, principalmente pela falta de coragem dos dirigentes dos principais clubes do país, que se vendem por qualquer trocado ou agrado por parte da CBF, Federações Estaduais, Clube dos Treze ou da Rede Globo. O reflexo disso está nos seguidos fracassos e grandes decepções causadas pelo nosso futebol nos últimos meses. Em 2010 disputamos uma fraca Copa do Mundo, tivemos um campeonato nacional marcado por polêmicas de arbitragem, favorecimento, tribunal e entrega de jogos, o treinador escolhido para a Seleção recusou o cargo, nosso representante no Mundial de Clubes perdeu para um timeco africano, dois alviverdes amarelaram na pobre Copa Sulamericana, e, após mais de 5 anos, conseguimos perder para a Argentina. 2011 vem mantendo a sequência de fiascos, pois já tivemos a derrota do Corinthians para o “potente” Tolima da Colômbia, tornando-se o primeiro clube brasileiro a ser eliminado na fase PRÉ-Libertadores, e nesta tarde nossa Seleção perdeu mais um amistoso, contra a França, adversário para qual somo fregueses indiscutíveis, pois não os vencemos desde 1992, e desde então são 4 derrotas e 2 empates. Na primeira partida da fase de grupos da Copa Libertadores, que encerrou-se há poucas horas, o campeão Brasileiro Fluminense, com seus inúmeros reforços e elenco supostamente milionário, conseguiu apenas empatar contra o mediano Argentinos Juniors, jogando no Rio de Janeiro, refletindo a grande fase por que passamos.

Num primeiro momento pensei em culpar Mano Menezes pelo fraquíssimo desempenho que seu time demonstrou nas primeiras cinco partidas, mas não sei se devo fazê-lo. Apesar de achá-lo um técnico de nível médio, o considero superior à maioria dos profissionais que atuam no Brasil, pois o nível da categoria está muito baixo no momento. O técnico do meu time é o Carpegiani, um verdadeiro dinossauro. Após anos de conquistas obtidas Deus Sabe Como, estamos vendo o verdadeiro Felipão no Palmeiras, um treinador que não tem a menor noção de tática, que não consegue fazer um time jogar bonito e com padrão de jogo. Outro que não convence é o amarelão Muricy, que afinou de comandar a Seleção e que, tenho certeza, vai pipocar com o Flu na Libertadores. E provavelmente conquistar o bicampeonato no Brasileirão de pontos corridos, caso não seja demitido na metade do caminho.

O motivo de não culpar Mano está na assustadora e fraca safra de jogadores que o Brasil possui atualmente. Mesmo tendo praticamente todos os jogadores à disposição, ele não consegue montar um time forte, eficiente, rápido, que jogue bonito ou que ao menos VENÇA as partidas. ALguém consegue me explicar como um sujeito como o Renato Augusto pode vestir a camisa 10 do Brasil ? E aquele Hulk, com uma bunda maior que a minha ? O David Luiz, que só poderia ser comprado por milhões pelo mafioso do Abramovich, deveria ser proibido de jogar futebol. Se for pra colocar um brasileiro, alto, com aquele cabelão e bom na defesa, seria melhor termos o Anderson Varejão !!! Minha esposa assistiu o jogo e não reconheceu ninguém naquele time. Gosto do Hernanes e achei sua jogada horrenda, mas ele não está à altura do que eu espero da Seleção. mesma coisa com André Santos, André (?!?!?!), Jucilei, Sandro, Philippe Coutinho, Rever e muitos outros que têm sido convocados pelo Carlos Leite…ooooooppppps…Mano. Não convocaria, mas achei o Jadson o melhor em campo, com postura ofensiva e coragem. Daqueles convocados por Mano, aprovo Thiago Silva e Lucas, A sinceramente estou me cansando do Alexandre Pato, que na minha opinião vem regredindo muito nos últimos dois anos, o que é muito lastimável, pois seria a maior esperança de gols que poderíamos ter na Seleção.

Estou com medo do que podemos ver na Copa América, e espero que sejamos eliminados antes de enfrentarmos a Argentina, pois não consigo ver mais um sucesso contra os hermanos na edição deste ano. E nem me fale do amistoso na Alemanha em agosto, que pode acabar com uma goleada humilhante. Boa sorte, futebol brasileiro !!!

Era óbvio que meu primeiro post, de verdade, seria sobre futebol. Especialmente sobre a bela apresentação do Brasil

Craque Alexandre Pato driblando Tim Howard para marcar - Stan Honda/Getty Images

Apesar de estar morando aqui nos EUA, este jogo não tinha despertado meu interesse, e quase esqueci de sua existência. Por sorte chequei meu Blackberry no final da tarde, e vi na capa da ESPN que o jogo seria às 8 horas daqui, com transmissão ao vivo pela ESPN. Eram 6 da tarde e estava para entrar numa reunião com meu chefe, então liguei pra patroa e pedi que ela gravasse no DVR, pois iríamos jantar fora e dificilmente chegaríamos antes do final.

O jantar estava ótimo e ao chegarmos em casa fomos assistir um filme, que havia chegado ontem pelo Netflix. O filme (All About Steve) foi bem fraquinho, e acabou quase meia-noite, quando então liguei o jogo, sem saber do resultado.

Me apavorei quando David Luiz deu uma furada no primeiro lance, e por sorte o juiz não marcou pênalti do Thiago Silva no Landon Donovan. O Brasil se recompôs e passei a adiantar o jogo, nas espera de algum lance que empolgasse.

Não demorou muito e percebi que a Seleção estava bem, e o que me agradou foi a presença de Lucas e Ramires como volantes, dando segurança na marcação e alta qualidade na saída de jogo. Na metade do primeiro tempo, as jogadas começaram a sair e o gol era inevitável. Poderia ter sido uns 4×0 já nos 45 minutos iniciais, e a segunda etapa continuou igual. Parecia um treino ou rachão, e o Brasil não enfiou uns 7 por que não precisou, deu um pouco de azar e talvez tenha preferido tratar bem dos anfitriões americanos.

Meus destaques vão para os volantes já mencionados, meu atacante favorito (Alexandre Pato) e os meninos do Santos, além de David Luiz, que após a falha no primeiro minuto, jogou demais e promete tomar conta da posição pelos próximos anos. Para finalizar, devo parabenizar Mano Menezes, que começou sua trajetória com a amarelinha da melhor forma possível.

Sem querer ser agourento, lembro que o Brasil dominou e conquistou praticamente tudo que disputou entre 2003 e 2005, e entre 2007 e 2009, chegando como favorito nas últimas Copas e não repetindo o bom futebol e as conquistas dos torneios intermediários (Copa América, Copa das Confederações, etc.). Espero que Mano tenha tranquilidade para trabalhar e que aposte em um grupo que chegará forte, física e mentalmente, na Copa de 2014, que na realidade é o que importa. Seria até bom que o Brasil obtenha alguns fracassos em amistosos, Copa América de 2011 e Copa das Confederações de 2013, para que venha mordido em 2014, da mesma forma que chegou em 1994 e 2002.

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