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Temporada de futebol começa a esquentar nessa semana

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Argentina e Uruguai enfrentam-se no melhor jogo desta semana / Getty Images

O início de setembro marca o verdadeiro começo das competições de futebol de alto nível no mundo, algo que infelizmente o Brasil e a América do Sul ainda não compreenderam, e insistem em organizar suas competições de forma diferente, encavaladas, mesmo com a facilidade de acesso às informações que permite copiar a fórmula de sucesso europeu.

Neste ano, além do início da UEFA Champions League e dos principais campeonatos nacionais europeus, o início de setembro traz um bônus. Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que se iniciam para as nações da UEFA (Europa), chegam na fase decisiva na AFC (Ásia), trazem partidas importantes na CONCACAF (América Central e do Norte) e na embolada classificação da CONMEBOL (América do Sul), teremos a sétima e oitava rodada, que podem começar a trazer um certo distanciamento entre os países que devem chegar à Copa da Rússia e aqueles que amargarão mais uma Copa pela TV. As disputas na CAF (África) terão sua fase final a partir de outubro, e como sempre devem ser muito equilibradas, pois existem mais de dez candidatos às cinco vagas disponíveis.

Para o Brasil, será uma semana crucial. Tive iniciará sua gestão enfrentando o líder Equador, fora de casa, e em seguida enfrenta a Colômbia, em Manaus, na famigerada Arena da Amazônia. Estamos em sexto lugar, e fora até da repescagem para a Copa, e nossa seleção não traz nenhuma confiança ao torcedor, pois não temos o menor poder ofensivo e jogadores bons, mas somente um craque. Darei meu voto de confiança ao competente Tite, e creio que teremos 4 pontos após estas duas partidas, num 0x0 em Quito seguido de uma magra vitória de 1×0 em Manaus. No melhor estilo do treinador gaúcho (já descobri que não conseguiremos nos livrar destes seres !!!!!)

A Argentina também trocou o comandante, mas na minha opinião estará pior com Bauza do que com o superior Martino, mas deve vencer suas partidas e posicionar-se como a principal força do momento no continente. É a líder do Ranking da FIFA e só não venceu as grandes competições que disputou recentemente por meros detalhes, e especialmente pela incompetência de Higuaín em fazer ao menos UM golzinho entre as diversas chances claras que teve nas finais da Copa do Mundo em 2014, e das Copas Américas de 2015 e 2016.

Equador deve sair com um ou dois pontos após enfrentar Brasil e Peru, e ficará embolado após um início formidável nas Eliminatórias.O Chile pode surpreender, pois seus jogos permitem levar seis pontos, apesar de que o Paraguai está retomando um futebol consistente e pode manter-se na briga com ma vitória sobre os bicampeões da América em Asunción. Uruguai e Colômbia devem levar três pontos nesta semana. As outras seleções são, na minha opinião, cartas fora do baralho.

Para resumir, creio que a classificação continuará embolada após estas duas rodadas.

Na Europa, são 13 vagas (somadas à anfitriã Rússia), e a disputa será em nove grupos, onde os vencedores classificam-se diretamente, e os segundo colocados dos grupos disputam repescagem para as quatro vagas restantes. O pior segundo colocado não participa desta repescagem, portanto apenas a liderança do grupo garante.

Este formato faz com que os grupos com equipes mais equilibradas sejam os mais perigosos, e para sorte de algumas potências futebolísticas, que caíram em um mesmo grupo, isso não aconteceu em todos os grupos da UEFA. Itália e Espanha dividem um grupo, mas seus adversários são fraquíssimos, com pouco risco para o segundo colocado. Em contrapartida, França e Holanda estão no mesmo grupo com a Suécia, que não é nenhuma maravilha mas já atrapalha.

Algumas potências estão em grupos fáceis e devem classificar-se sem muita dificuldade, especialmente Alemanha, Inglaterra e Bélgica. Croácia briga com Turquia e Islândia (!!!) no grupo I, Portugal com a Suíça no grupo B, País de Gales com Sérvia no grupo D, e no fraquíssimo grupo E, Romênia, Dinamarca e Polônia devem aproveitar-se da sorte e obter a vaga na Rússia.

A Ásia “dá” vagas para todo mundo, e os suspeitos de sempre devem se classificar. Austrália e Japão tem um caminho facílimo, e Irã e Coréia do Sul devem disputar as duas vagas do seu grupo com o Usbequistão.

Na África, a Tunísia caiu em um grupo fraco e deve classificar-se, mas o melhor time do continente, a Argélia, enfrenta pedreiras como Nigéria e Camarões. Aposto na Argélia, mas a Nigéria pode beliscar essa vaga na Rússia. Costa do Marfim deve obter a vaga na quarta Copa seguida, pois o os adversários não são assustadores. O grupo D é o de pior nível, e podemos ter estreantes em Copa do Mundo, pois Cabo Verde é um dos candidatos à liderança do grupo, devendo brigar com Senegal e se der alguma zebra, África do Sul. O último grupo também é forte, com Gana favorita sobre o tradicional Egito e o perigoso Congo.

Na Champions League, os suspeitos de sempre são ainda mais favoritos nesta temporada, pois algumas forças estão em baixa ou reestruturando-se, casos das ausentes equipes italianas (Milan, Internazionale e Roma) e inglesas (Manchester United e Chelsea) respectivamente. Novos, e excelentes, treinadores no Bayern Munich (Ancelotti) e Manchester City (Guardiola) podem dar uma nova cara aos já fortíssimos times, que junto com a Juventus devem fazer frente aos espanhóis (Barcelona, Real e Atlético de Madrid) que estão dominando a competição nesta década. Após anos de gastança, o Paris St-Germain não fez nenhum grande movimento mas chega novamente para brigar, com seu elenco estrelado e cheio de craques sulamericanos. Se tiver que escolher uma equipe para surpreender, mesmo que improvável, esta é o Benfica, que tem um grupo razoavelmente fácil e, apesar de ter perdido alguns titulares, tem tido muito sucesso nos últimos anos.

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Após 7 anos, a Copa começa hoje !!!

Os capitães de Brasil (Thiago Silva) e Croácia (Darijo Srna), que abrem a Copa do Mundo – (FIFA.com/AFP)

Enfim chegou o dia. A Copa do Mundo terá início hoje, aqui na nossa São Paulo, com nossa Seleção, na tradicional condição de favorita a mais uma conquista, desta vez o tão sonhado hexa, que pensávamos obter há quatro anos na África do Sul.

Não comentei sobre o sorteio dos grupos em dezembro, e esperei para dar meus pitados hoje, comentando sobre as seleções que considero candidatas ao título, surpresas e decepções do torneio.

Antes disso, revisito um post de 2011, que fiz logo após o sorteio dos grupos das Eliminatórias, quando escolhi as 31 seleções que se juntariam ao Brasil na competição. Meu desempenho foi médio, pois acertei 21 das equipes. Meu pior desempenho foi na África, que teve as mesmas 5 seleções classificadas de 2006, e eu acertei apenas 2 delas.

Tenho lido muitas previsões, em mídias e blogs do mundo todo, e juntamente com as cotações de apostas, fica difícil escapar de 4 favoritos proibitivos para esta Copa, que são Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha. Dificilmente o título escapa deles.

O grupo das possíveis surpresas, que podem aprontar e chegar às semifinais ou até na final, é composto por Bélgica e Portugal. Os belgas possuem uma geração extremamente talentosa e jovem, com craques em todas as posições do campo, e podem vencer qualquer adversário. O ponto negativo está na falta de tradição e experiência, que geralmente pesam numa Copa do Mundo. Não gosto do futebol apresentado por Portugal, com exceção do fenomenal Cristiano Ronaldo, mas reconheço que o time do competente Paulo Bento tem um padrão de jogo bastante sólido, onde os adversários chegam poucas vezes ao ataque e os portugueses deverão sofrer poucos gols na Copa. Por esta razão, podem vencer qualquer adversário, pois Ronaldo é capaz de resolver uma partida num lance genial, seja numa cobrança de falta, cabeçada ou nas lindas arrancadas pela esquerda.

Outras seleções que podem apresentar um futebol muito bom, mas também podem decepcionar, são a Inglaterra, Costa do Marfim, Colômbia e França. Cada uma com seus motivos, mas todas possuem elencos fortes mas imprevisíveis. A Inglaterra tem um monte de garotos talentosos, ao redor dos “dinossauros” Gerrard e Lampard, e do craque Rooney, que sempre desapontou nas partidas de Copa do Mundo. Além de estarem em um grupo dificílimo, os ingleses são uma incógnita para mim !!! A Costa do Marfim tem o melhor “camisa 8” do mundo (Yaya Touré), um atacante que pode desequilibrar (Drogba) e um elenco com jogadores que atuam em fortes equipes européias. Jamais desempenhou bom papel nas últimas Copas mas pode encarar qualquer um. A Colômbia perdeu seu craque (Falcao Garcia) e, apesar de ter um bom time com jogadores habilidosos e protagonistas em bons times europeus, creio que ema o principal candidato a decepção da Copa. Simpatizo com eles e ficarei feliz caso eles tenham sucesso. A França perdeu um dos 5 melhores jogadores do mundo (Ribery), mas sinceramente acho que eles podem tornar-se até mais perigosos por isso. Ribery prende demais a bola e acho que seu jogo não combina com o da equipe francesa, e sem sua presença os azuis poderão ser mais incisivos nos contra-ataques, e possuem um finalizados espetacular em Benzema, algo fundamental num torneio de poucos jogos.

Tenho xodó pelo Japão, e vou torcer muito por eles. O grupo é o mais aberto da Copa, onde todos podem avançar. Gosto demais do futebol do Honda e do centroavante Okazaki, e espero que o time possa ir longe. O Chile tem um sistema ofensivo excelente com Vidal, Vargas e Alexis, mas sua tabela é brutal, pois terá que superar Espanha ou Holanda e, dependendo da posição que ficar no grupo, o Brasil logo nas oitavas.

Os medalhões Itália, Holanda e Uruguai não me inspiram. Acho que são equipes envelhecidas e candidatas ao fracasso. Apesar de terem atacantes fora de série, que podem desequilibrar, não ponho fé nestas 3 forças nesta Copa.

Para finalizar, gosto demais do Klinsmann e torcerei bastante pelos EUA, que além de tudo o que sinto pelo time, escolheram treinar no CT do São Paulo, algo que pode trazer sorte aos americanos. Eles são muito bem treinados e disciplinados, mas o time é muito jovem e sem experiência. Dependerão de uma felicidade no primeiro jogo contra Gana para poderem avançar.

Fiz diversos bolões, cada um com placares e finalistas diferentes, mas aqui vão meus palpites de hoje, para os confrontos das oitavas em diante e as equipes que avançam até a final desta Copa:

Oitavas:

Brasil x Chile

Costa do Marfim x Itália

França x Bósnia

Alemanha x Rússia

Espanha x Croácia

Uruguai x Japão

Argentina x Equador

Bélgica x Portugal

Quartas:

Brasil x Itália

França x Alemanha

Espanha x Uruguai

Argentina x Portugal

Semifinais:

Brasil x Alemanha

Espanha x Argentina

Final:

Brasil x Argentina

Acho que os hermanos são os únicos capazes de vencer o Brasil na final. Mas considero o time do Brasil superior, especialmente pela força defensiva e do sistema de marcação. Em compensação, o ataque argentino é infinitamente superior ao nosso, e na minha opinião os 2 melhores jogadores deste confronto estão do lado deles (Messi e Di Maria). Vou passar no palpite para este jogo, e caso se confirme, daqui a um mês eu volto com o meu pitaco.

Boa Copa para todos e vamos aproveitar muito, pois dificilmente teremos outra Copa aqui no Brasil, depois de todos os problemas, pelo menos nos próximos 100 anos.

 

Dos a Cero e as Eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Piada dos americanos com a maldição do Dos a Cero

A Copa do Mundo de 2014, a ser disputada no Brasil, conheceu mais cinco países classificados após a rodada de ontem das eliminatórias continentais, e o número de classificados chegou a dez. Após a classificação dos quatro asiáticos (Japão, Coréia do Sul, Austrália e Irã) em junho e do Brasil como país-sede, setembro nos presenteou com alguns dos principais candidatos ao título do torneio, além de deixar outras importantes seleções com vagas praticamente garantidas, caso da atual campeão Espanha, da fortíssima Alemanha e de outros bons times como Colômbia, Chile, Bélgica, Suíça e Rússia. As vagas de ontem foram da nossa principal rival (Argentina), da seleção que nos eliminou na última Copa (Holanda) e daquela que pode empatar conosco em títulos (Itália), além dos Estados Unidos e Costa Rica, que estão disparados na liderança da CONCACAF.

Além das vagas obtidas, vale mencionar a situação triste em que algumas seleções se encontram, especialmente no caso de Paraguai e México, que não conseguem vencer ninguém que preste, e do jeito que as coisas caminham somente conseguirão a vaga com um milagre.

O sufoco mexicano está recheado de sofrimento e curiosidades, e dariam um perfeito enredo para um pastelão tragicômico,  igual as novelas do país asteca. E para piorar, foram mais uma vez derrotados, sem piedade, pelos rivais do Norte, num jogo que teve requinte de sadismo nos momentos finais, reforçando a maldição que dura desde o início do século, chamada de Dos a Cero pelos norte-americanos.

O Dos a Cero surgiu após seguidas vitórias dos EUA sobre o México, pelo placar de 2×0, em importantes disputas na última década. Soma-se à curiosidade do placar o fato dos EUA terem disputados as quatro últimas partidas diante dos rivais na cidade de Columbus, no Estado de Ohio, fincado no coração do meio-oeste americano, um local relativamente remoto e desprovido da imensa colônia mexicana que permeia todo o país, e especialmente os Estados do Sul e do extremo Oeste americano.

A escolha de Columbus foi fruto da pressão de Bruce Arena, técnico dos EUA, nas Eliminatórias para a Copa de 2002, que estava (corretamente) incomodado com o fato de sempre que os EUA enfrentavam o México, geralmente na Califórnia, o estádio tinha 95% de torcida mexicana. Era quase igual enfrentar o rival no famoso Estádio Azteca, e os mexicanos sentiam-se em casa. O pequeno estádio de Columbus, com capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores, acabou dando certo, especialmente pela prioridade de compra dos ingressos para os seguidores do time local, o Columbus Crew, o que inibe a possibilidade de mexicanos adquirirem ingressos. No jogo de ontem, ingressos estavam sendo vendidos por volta de US$500 no mercado negro.

Outro fator que colabora com a escolha de Columbus está no clima. Apesar da partida de ontem ter sido disputada no verão, os jogos de 2001 e 2009 caíram em fevereiro, com temperaturas abaixo dos zero graus Celsius, algo que os mexicanos não estão acostumados, fato que aumenta ainda mais a vantagem dos ianques.

Donovan, o comandante dos EUA – FIFA.com/Getty Images

O jogo de ontem trazia um componente raro. O México está em fase horrível e correndo sérios riscos de não se classificar para a Copa, algo raro na fraquíssima CONCACAF. E os EUA praticamente garantiriam a vaga com uma vitória. Após um primeiro tempo fraco, o time da casa, muito bem comandado pelo excelente treinador e ex-craque alemão Jurgen Klinsmann, superou seus grandes desfalques (o volante Michael Bradley e o atacante Jozy Altidore, os melhores jogadores do time) e passou por cima dos visitantes. Chegou aos 2×0 com Landon Donovan aos 33 e teve a oportunidade de fazer o terceiro, quando Clint Dempsey sofreu um pênalti aos 48 minutos da etapa final. Dempsey, o capitão do time, pegou a bola e o resultado pode ser visto neste link. Existe alguma dúvida de que ele tenha errado por querer, para preservar a mística da maldição do Dos a Cero ? Vejam o tweet de Cobi Jones, ex-jogador americano sobre o ocorrido. Eu achei demais, e Dempsey certamente deu um presente aos seus torcedores com este pênalti desperdiçado. Agora é esperar para o eventual confronto de 2017, certamente em Columbus, entre os países, nas eliminatórias para a Copa da Rússia. A não ser que eles se enfrentem no ano que vem, pois na única vez que americanos e mexicanos se enfrentaram em uma Copa do Mundo, nas oitavas-de-final da Copa de 2002, a cidade coreana de Jeonju tinha algo de Columbus. Adivinhem qual foi o placar deste jogo ?

Basquete em alta nas próximas semanas

Marcelinho Huertas, principal destaque do Brasil - José Jiménéz/FIBA Americas

Começaram nesta semana duas das principais competições internacionais de basquete, os campeonatos americano e europeu de basquete entre seleções, chamados respectivamente de FIBA Americas Championships e FIBA Europe Championships, este último tradicionalmente chamado de EuroBasket.

Infelizmente estas competições bienais não recebem tanto destaque pelo título, mas sim pelo fato de que servem como classificatória para as principais competições internacionais, o Mundial e os Jogos Olímpicos. As competições desta ano são as mais disputadas, pois dão vagas para os Jogos Olímpicos de Londres – 2012, que possui mais prestígio do que o Campeonato Mundial, que ano passado foi realizado na Turquia, que fez ótima campanha até a final, quando foi facilmente derrotada pelo Dream Team Light dos Estados Unidos, com um time jovem mas muito comprometido, liderado por estrelas como Kevin Durant e Derrick Rose.

Outro fator que torna estas “eliminatórias” mais interessantes está no número de seleções que participam nas duas competições. Devido ao menor tempo para disputa e concentração em uma única cidade, a competição olímpica está limitada a 12 países, enquanto o mundial da FIBA é disputado pelo dobro de seleções. A seleção da Grã-Bretanha (o COI insiste em tratar os países da ilha como um só), após muita discussão devido à ínfima representatividade dentro do basquete, recebeu uma das vagas como o país-sede, e uma outra vaga foi garantida pelos EUA com a conquista do mundial em 2010. As dez vagas restantes vão para os vencedores dos torneios continentais (África, Ásia, Américas, Europa e Oceania). As Américas e a Europa recebem uma vaga extra cada, e as três vagas restantes serão disputadas no ano que vem, em um torneio pré-olímpico nas vésperas dos jogos, em local ainda indefinido. Pela força infinitamente superior aos demais continentes, creio que estas vagas fiquem todas para equipes européias, portanto as seleções das demais regiões precisam garantir-se nos seus próprios torneios.

A seleção brasileira de basquete masculino não participa dos Jogos Olímpicos desde 1996, e apesar de ainda não convencer, tem apresentado um basquete competitivo nos últimos anos, endurecendo a maioria das partidas, mesmo contra adversários difíceis. Por pouco que não vencemos os americanos no mundial de 2010, na única partida em que os eventuais campeões foram ameaçados em todo o torneio. Como já vem ocorrendo há muito tempo, o Brasil não contará com seu principal jpgador, o ala-pivô Nenê, craque do Denver Nuggets, que sempre enfrente (ou inventa) uma dificuldade quando é hora de defender o Brasil em competições internacionais. Desta vez a desculpa é, na minha opinião, razoável, pois Nenê está sem contrato e deve assinar uma mega-renovação até o final do ano, já que atualmente é considerado um dos melhores jogadores de força da NBA, e será disputado com muito afinco por diversos times, e na minha opinião acabará ficando mesmo em Denver, onde tem o apoio de um dos melhores treinadores em George Karl, e é adorado pela torcida pelo empenho e qualidade que demonstra em todas as partidas. Outros desfalques são o peladeiro Leandrinho e o encardido Anderson Varejão, que são importantes pelo poderio ofensivo (Leandrinho) e defensivo (Varejão), bem como pela grande experiência internacional, algo que ainda falta para nossa seleção.

A Argentina é o país-sede e o melhor time deste torneio, e não creio que perca nenhuma partida, pois vem praticamente com sua força máxima, inclusive os excelentes Manu Ginobili, Luis Scola e o clone do Artur, Carlos Delfino. O Brasil precisa evitar um confronto com os hermanos na semifinal, que é a verdadeira decisão desta competição, já que os dois finalistas classificam-se para Londres. Os principais adversários para esta segunda vaga são caribenhos, os sempre difíceis jogadores de Porto Rico e a reforçada República Dominicana, pois o Canadá está com um time enfraquecido e a Venezuela um pouco idosa. Porto Rico será a grande pedra no sapato brasileiro, e provável adversário da decisiva semifinal, e conta com seu líder Carlos Arroyo e o infernizante JJ Barea, campeão da NBA com o Dallas Mavericks. Os dominicanos têm um grande jogador em Al Horford, e estão sob comando de John Calipari, um dos principais treinadores e celebridades esportivas do país. Meu palpite sobre as vagas:

Jogos Olímpicos – Argentina e Brasil

Pré-Olímpico – Porto Rico, República Dominicana e Canadá

O torneio europeu é incomparável ao americano, com 24 seleções repletas de astros da NBA, especialmente o alemão Dirk Nowitzki, os espanhóis Pau e Marc Gasol e o francês Tony Parker. Esta tradicional competição é disputada desde 1935, com amplo domínio russo (inclui URSS), que a conquistou em 14 ocasiões, contra 8 da Sérvia (inclui Iugoslávia), e ambas estão muita à frente das demais seleções no ranking de títulos. Outra curiosidade está na dificuldade recente de conquista por países-sede, que não vencem desde 1993, mesmo com forças como Espanha, Sérvia e Grécia tendo organizado torneios ultimamente.

Aqui vão meus palpites para os oito classificados para a fase mata-mata, e no final aquelas seleções que alcançam as vagas:

Quadrifinalistas – Espanha, Lituânia, Sérvia, França, Grécia, Eslovênia, Rússia e Bósnia e Herzegovina

Jogos Olímpicos – Espanha e Lituânia

Pré-Olímpico – Sérvia, França, Grécia e Eslovênia

A vaga da África foi uma zebra, com a conquista da Tunísia nesta semana. Acho que não teremos surpresas na Oceania e Ásia, com vagas para Austrália e China respectivamente.

Boa sorte Brasil !!!

Previsões futebolísticas – Copa América 2011

Messi é a esperança de bom futebol nesta fraca Copa América - Andres Stapff

A edição número 43 da Copa América chega na fase decisiva neste final de semana, com as partidas das quartas-de-final. Como mencionei no post anterior, não pude fazer minhas previsões antes do início do torneio, mas devido ao formato desta competição, sinceramente não creio que tenha havido grande diferença.

Uma competição continental que se obriga a convidar países de outros continentes para “completar” a tabela já deve ser considerada horrorosa, logo de início. A partir da edição de 1993, a CONMEBOL decidiu convidar 2 seleções (o México e mais uma “coringa”), para que seja possível a disputa com 12 equipes, formando 3 grupos de quatro países. Para piorar a emenda, oito times se classificam para a fase final, portanto é preciso de um esforço descomunal para não passar da primeira fase, o que por si só denigra ainda mais esta competição, que se fosse bem elaborada poderia ter grande repercussão e apoio internacional. Vale ressaltar que até o Japão foi convidado para a Copa América, disputando em 1999 e se recusando a vir neste ano, devido aos trágicos acidentes ocorridos no país em 2011.

Quase todo mundo que presta se classificou, com exceção do convidado México, que mostrou a importância desta competição ao levar a equipe C para a Argentina, e perdeu todas as três partidas que disputou. A surpresa ficou por conta da Venezuela, que classificou-se em segundo lugar, e invicta, no grupo mais difícil da primeira fase, ao empatar com Brasil e Paraguai, e vencer o Equador. Os confrontos do mata-mata, com meus palpites para os vencedores, serão os seguintes:

Colômbia x Peru / Argentina x Uruguai

Brasil x Paraguai / Chile x Venezuela

Mesmo com atuações muito abaixo do esperado, mas normais desde que o fraco Mano Menezes assumiu o time, nossa ruinzinha seleção deve chegar à final, pois os adversários são simplesmente horrorosos. O Paraguai tem um bom setor ofensivo, mas falta camisa e experiência, e sabemos que eles vão amarelar como de costume. Será um jogo disputado, mas o Brasil leva a melhor. O Chile parece o Paraguai, pois tem bons atacantes, mas sua defesa é inferior aos nossos vizinhos, e acho que na semifinal o Brasil passa com certa facilidade.

Do outro lado teremos a Colômbia do matador Falcão Garcia, que não terá grandes dificuldades para bater o Peru, mas não acho que passe do vencedor entre Argentina e Uruguai. Os celestes vieram com a mesma base que fez bonito na Copa da África do Sul, com bons jogadores e futebol de conjunto. Os anfitriões deram vexame nas duas primeiras partidas, mas enfim o fenômeno Messi resolveu jogar bola, e o patético treinador Sergio Batista colocou Agüero como titular, e a equipe ganhou maior poder ofensivo. Este grande duelo entre as seleções com mais títulos da competição (14 cada) pode acabar de qualquer jeito, especialmente pelo fato da Argentina ter uma defesa muito fraca, ao contrário do Uruguai, mas não tenho coragem de ir contra os donos da casa.

Uma final entre Brasil e Argentina, pela terceira vez consecutiva, seria a única forma de elevar este torneio. O Brasil tem um time renovado e sem o menor padrão de jogo, mas venceu as duas últimas finais contra os hermanos e está numa grande sequência no torneio sulamericano, conquistando quatro das últimas cinco edições. Temos uma defesa sólida (caso Maicon jogue), mas nosso goleiro só não está acabado na cabeça do treinador. O meio defensivo é pegador e sabe sair jogando, mas nosso ataque não assusta ninguém. Falta uma referência na frente, que sinceramente o futebol brasileiro não possui. Sempre fui fã de Alexandre Pato, mas a verdade é que ele regrediu demais nos dois últimos anos, e hoje eu não confio nem um pouco nele. Tomara que ele volte a ser a promessa do início da carreira e queime minha língua.

A Argentina é mal comandada e tem (há MUITOS anos) uma defesa bisonha, mas o talento no ataque é indiscutível. Como disse antes, a esperança é que Maicon jogue, pois caso contrário Di Maria fará uma festa pela esquerda. Vou torcer muito para que o Brasil seja tricampeão, chegando ao nono título continental, mas meu palpite racional é de que a conquista seja albiceleste.

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