Category Archives: Cultura

James Bond no papel

Aproveitei meu Carnaval debaixo de neve para devorar um excelente livro. Apesar de não haver comemoração semelhante aqui na América, coincidentemente tivemos um feriado nesta segunda-feira, o Presidents’ Day, celebrado em homenagem ao primeiro presidente americano, George Washington. Para aumentar a moleza, as crianças também não tiveram aula na terça, portanto aproveitamos o tempo frio para desfrutar da (Graças a Deus !!!) rara oportunidade de ver uma neve neste quente inverno, ficando em casa jogando baralho, video game, vendo filmes e obviamente comendo e bebendo bastante.

Sou muito fã do James Bond, desde criança, e raramente perco uma oportunidade de assistir aos filmes da série, sejam eles com o favorito da maioria (Sean Connery), o mais odiado (Timothy Dalton) ou o atual e ranheta (Daniel Craig). Há algum tempo pretendia ler uma das histórias originais de Ian Fleming, que criou este personagem nos anos 50, mas jamais havia comprado um dos seus livros. Decidi começar pelo mais recente lançamento, Carte Blanche, escrito pelo competente Jeffery Deaver, conhecido pelos livros da série com o personagem Lincoln Rhyme, conhecido pela adaptação ao cinema Colecionador de Ossos, com Denzel Washington no papel do herói.

Este livro deve ser lançado no Brasil nos próximos meses, e recomendo a todos que comprem e aproveitem desta agradável leitura. Espero que a tradução da Editora Record seja bem feita, caso contrário sugiro que leiam o original em inglês. Gostei bastante da abordagem contemporânea utilizada por Deaver, com um jovem Bond, com pouco mais de trinta anos e recém-chegado à sua função como espião de Sua Majestade, na fictícia agência OGD. A história inicia-se na Sérvia, onde Bond tenta impedir um desastre, e a partir daí continua na Inglaterra e finalmente na África do Sul, onde ocorre a maior parte da trama.

Outra maravilhosa notícia é que teremos mais um filme em 2012, o vigésimo terceiro da séria, que será chamado Skyfall, e não foi baseado em nenhuma história de Bond, ao contrário do que ocorreu na maioria dos filmes mais antigos, baseados nas poucas obras de Fleming, que infelizmente morreu após ter escrito somente catorze histórias de Bond. Este filme foi dirigido por Sam Mendes, que sinceramente não me agrada muito, e terá celebridades como Javier Bardem, Albert Finney e Ralph Fiennes no elenco, sendo que o espanhol será o principal vilão. Será lançado na Inglaterra em outubro e a contagem regressiva já começou.

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Oscar 2012

Entrada do Kodak Theatre, palco do Oscar - Oscars.org

Foram apresentados nesta manhã, 24 de janeiro, os candidatos finalistas para o mais importante prêmio do cinema mundial, o Oscar 2012. A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de fevereiro, domingo, às 4 horas da tarde no horário local (Hollywood), 10 horas da noite no Brasil. Será a edição de número 84, e chega com algumas pequenas alterações em relação aos anos anteriores, sendo a principal delas na categoria mais importante, de melhor filme. Essa categoria já havia sofrida grande mudança há dois anos, quando o número de finalistas dobrou dos tradicionais cinco filmes para dez concorrentes. Neste ano, este número ficará entre um mínimo de cinco e um máximo de dez filmes finalistas. Para atingir esta fase, um filme deverá obter pelo menos 5% de votos como número um, na eleição da Academia, onde cada cédula permite um ranking dos filmes por parte de cada eleitor. Este número foi obtido através de uma análise dos votos nas dez últimas edições, quando o quinto colocado recebeu aproximadamente 5% dos votos (os ganhadores receberam cerca de 20% dos votos). Este link descreve as mudanças para este ano, e as razões para tais decisões.

Uma das melhores atrações para esta ano seria a presença (pela primeira vez) de um dos meus comediantes favoritos, Eddie Murphy, como o apresentador da cerimônia, mas devido a uma controversa declaração homofóbica do produtor (Brett Ratner) em novembro, o mesmo decidiu retirar-se da função, e em solidariedade ao produtor e para deixar o suplente à vontade, Murphy abriu mão e teremos, pela nona vez, o também engraçado Billy Crystal no comando do espetáculo. Para quem achava que Crystal estava devidamente aposentado desta tarefa, ele retornará após oito anos, e na minha opinião fará melhor serviço que os últimos apresentadores. Tomara que Murphy seja convidado novamente em 2013, até porque o comentário de Ratner foi bastante banal e não deveria ter causado tamanho furor, mas como todos sabemos, a mídia adora tomar atitudes politicamente corretas em ocasiões como essas, e dá espaço para um bando de hipócritas aparecerem como coitadinhos, vítimas de preconceito. Dizer que ensaio é “coisa de viadinho” no meio de uma entrevista não me parece algo agressivo. Certamente infeliz, mas não agressivo.

A lista dos nomeados apresentou poucas surpresas, e como já se tornou costume desde o crescimento de premiações pré-Oscar nos últimos anos, os favoritos já são conhecidos neste momento. O Golden Globe ocorreu há duas semanas, e neste domingo teremos o Screen Actors Guild, escolhidos pela imprensa internacional e pelo sindicato dos atores respectivamente, e as bolsas de apostas já apresentam suas cotações para os vencedores. Finalmente, no dia 12 de fevereiro, será a vez do BAFTA, com escolha pela importante Academia Inglesa. Nesta página do PartyBets podemos ver que O Artista, comédia muda produzida na França, desponta como franco (perdão pelo trocadilho) favorito à conquista do troféu, chamado de Oscar pois uma funcionária da Academia achou a estatueta parecida com seu tio de mesmo nome. O filme foi nomeado em dez categorias, atrás somente de A Invenção de Hugo Cabret, um filme de aventura em 3D que custou US$150 milhões, absurdas doze vezes mais que o concorrente francês.

Assisti a muito pouco dos filmes concorrentes, li ou ouvi comentários sobre alguns, li livros de outros tantos, e sobre outros não tenho a menor idéia. Como amante dos esportes, havia lido (há muito tempo) e adorado Moneyball, e achei o filme razoável. Não quis assistir The Help mas quem assistiu gostou. Ouvi boas coisas sobre Os Descendentes e pretendo assistir em breve. Achei o livro Extremamente Alto & Incrivelmente Perto MUUUUIIIIIIIITO chato, e acho que o filme certamente será melhor, simplesmente pelos excelentes atores do elenco. Incrível que o livro recebeu tradução literal no Brasil, mas como de costume a cópia do cinema teve seu nome assassinado, tradição brasileira, e foi simplificada por Tão Forte e Tão Perto. Li o primeiro livro da trilogia de Stieg Larsson e não me empolguei a ler o segundo (comprei e está encostado na prateleira), mas assiti às versões suecas dos três filmes e fiquei contente com todos. Pretendo assistir à versão americana mas não sei se Rooney Mara será uma Lisbeth Salander tão interessante quanto a original, incorporada pela sueca Noomi Rapace.

Como não sou cinéfilo ou entendido, e pelo visto as principais categorias parecem definidas, não vejo motivo de dar meus palpites, MAS para não decepcionar meus leitores, aqui vão meus chutes (prometo tentar ser irreverente quando não houver barbada):

Roteiro Adaptado – Alexander Payne (Os Descendentes)

Roteiro Original – Woody Allen (Meia-noite em Paris)

Atriz Coadjuvante – Octavia Spencer (The Help)

Ator Coadjuvante – Christopher Plummer (Beginners)

Atriz – Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Ator – George Clooney (Os Descendentes)

Diretor – Michel Hazanavicius (O Artista)

Filme – O Artista

Ao contrário do que muitos pensam, Meryl Streep não vence um Oscar há 30 anos, apesar de ser nomeada ano após ano, e quem sabe ela consegue conquistar sua terceira estatueta em 2012. Não creio que gostarei do filme sobre Margaret Thatcher, mas tenho certeza que Streep teve uma de suas sempre competentes atuações.

Hoje é sexta-feira, dia de Cerveja !

Blue Moon

A deliciosa cerveja Blue Moon - facebook.com/bluemoon

Em homenagem a esta bela, e já um pouco fria sexta-feira de outono aqui em Charlottesville, falarei sobre uma de minhas maiores paixões, a cerveja. Esta maravilha da humanidade, inventada há cerca de oito mil anos e presente em praticamente todas as nações e culturas, vem tornando-se cada vez mais presente na vida social das pessoas, devido à imensa variedade oferecida no mercado, que coloca grandes conglomerados multinacionais como Anheuser-Busch InBev, SABMiller, Heineken, Grupo Modelo, Asahi e Carlsberg ao lado de pequenas e médias cervejarias como minhas favoritas Blue Moon, Samuel Adams e a local Starr Hill, permitindo aos amantes da cerveja a oportunidade de experimentar diversos tipos, formatos e preços desta adorável bebida.

Fui pesquisar as estatísticas sobre o consumo mundial de cerveja, e fiquei surpreso e contente com o crescimento do Brasil neste mercado, consolidando-se recentemente como a terceira nação que mais consome cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. Ainda estamos longe no ranking de consumo per capita, mas já não somos motivo de piada entre os cervejeiros do mundo. O brasileiro consome cerca de 60 litros de cerveja por ano, o equivalente a 100 garrafas de 600ml por pessoa. Com certeza muitos dos meus leitores consome bem mais que isso. Eu creio que deva consumir pelo menos uns 100 litros por ano. A República Tcheca é o país com maior consumo per capita anual, com cerca de 140 litros de cerveja por pessoa. Aqui vai outro link interessante sobre este assunto.

O acesso a diversas variedades de cerveja, e principalmente a preços que considero justos, é uma das maiores vantagens que tenho por morar nos EUA ao invés do Brasil, onde a oferta vem melhorando a cada ano, mas o preço cobrado por cervejas importadas torna o consumo impossível, o que impede que seja possível experimentarmos diversas marcas e tipos de cerveja no dia-a-dia. O surgimento de boas cervejarias de menor porte, como Baden Baden e Eisenbahn, minimiza este sofrimento, mas é inegável a diferença de qualidade entre as cervejas brasileiras e as européias, portanto ainda falta muito para o brasileiro neste sentido, o que é uma pena.

Há alguns anos que sou consumidor da Samuel Adams, que considero a principal cerveja entre aquelas de posicionamento médio, abaixo das premium, pois possui ótima qualidade e interessantes variações temáticas, conforma a estação do ano, experimentando sabores curiosos e oferecendo as cervejas em caixas mistas, facilitando o consumo e a experimentação. Atualmente eles estão com o tema da colheita e Octoberfest, com cervejas um pouco mais encorpadas, e logo chegarão com as pesadas cervejas de inverno. Nunca gostei de cervejas simpels e aguadas, e logo que cheguei nos EUA comecei a beber a Yuengling, boa cerveja altamente superior às oferecidas pelas gigantes, mas com preço apenas um pouco superior, portanto uma boa opção para o consumo mais frequente. É a cervejaria mais antiga dos EUA, fundada em 1829, no Estado da Pensilvânia.

Com o passar do tempo, comecei a experimentar diversas brejas, seja da América ou Europa, e aqui em casa fazemos experiências quase toda semana, e mantemos nosso estoque com novidades ao lado das nossas favoritas. Misturo tradicionais pilsens européias como Pilsner Urquell e Grolsch com as quase milenares e diferenciadas belgas Leffe e Hoegaarden, juntamente às sempre deliciosas inglesas Bass, Newcastle e a cremosíssima Boddingtons, uma das minhas favoritas e que quase sempre tenho na geladeira.

Por fim, devo ressaltar que, mesmo levando grande vantagem noa cesso a estas maravilhosas cervejas, nenhum lugar do mundo possui o maravilhoso chopp do Brasil, que me faz grande falta por aqui, especialmente nos intermináveis dias de calor do severo verão americano. Aproveitei para tomar muito chopp na minha última visita ao Brasil, para as festas de final de ano, mas já estou com saudade desta maravilha tupiniquim. Recomendo que visitem o site Brejas, criado por amantes da bebida na cidade de Campinas, que oferece uma enciclopédia sobre diversas cervejas, com avaliações de especialistas e consumidores, inclusive eu, que me cadastrei recentemente para avaliar algumas das minhas favoritas.

Steve Jobs para um raro “não-cliente”

Homenagem a Steve Jobs - Apple.com

Num mundo dominado por produtos criados por Steve Jobs e sua Apple, sinto-me cada vez mais como um alienígena, por não ser usuário de nenhum dos principais produtos da venerada empresa, que dominou o mundo na última década, e especialmente nos últimos 4 anos, tornando-se empresa mais valiosa do mundo, quando superou a poderosa gigante do petróleo ExxonMobil, no último mês de agosto. Apesar desta liderança ter sido breve, a Apple continua na cola da líder, e mesmo com o recente desempenho de menor crescimento na sua valorização demonstrar uma tendência (o que curiosamente vem causando a mudar de ação growth para value no jargão de Wall Street), tudo leva a crer que ela irá consolidar-se como a empresa mais valiosa do mundo no futuro próximo. Este link do Google Finance (precisa clicar no x do item Dividend Yield para aparecer a Apple) mostra as maiores empresas do mundo, com diversas métricas de desempenho financeiro, onde a Apple figura entre as líderes em praticamente todos os quesitos.

Um fato que para muitos deve ser curioso em relação a Jobs é a verdadeira origem de sua fortuna pessoal, estimada entre 7 e 8 bilhões de dólares. A grande parte desse montante (4,5 a 5 bilhões) está em ações da Disney, gigante do entretenimento onde ele é o maior acionista individual. Suas ações da Apple valem “apenas” cerca de 2 bilhões de dólares. Jobs tornou-se o maior acionista da Disney quando vendeu seu estúdio de animação, o espetacular Pixar, em 2006, por uma verdadeira fortuna, e desde então faz parte do Conselho de Administração da empresa.

Mas voltando à minha primeira frase deste post, que me coloca como um estranho neste mundo de maçãs por todos os lados. Devo ser a única pessoa que jamais comprou um produto Apple, ao menos para uso pessoal. A Chris ganhou de aniversário da mãe dela um iMac no ano passado, e havia uma promoção que oferecia um iPod Touch gratuitamente, na Apple Student Store. Portanto de uma tacada, minha casa ganhou dois produtos Apple, que juntaram-se a um iPod Shuffle que ganhei (acho que em 2007) em uma Festa Junina na Chapel, escola onde minha cunhada Cristina é professora. Este meu iPod fica na minha mochila e devo ter usado umas 10 vezes na minha vida. Sou obrigado e confessar que comprei meia dúzia de apps na App Store, para o “nosso” iPod, que na verdade é um produto utilizado 90% do tempo pelos meus filhos, beneficiários destes apps por mim adquiridos.

Escrevo este post no meu velho laptop PC (Lenovo ThinkPad T61), quando converso com alguém faço isso no meu Blackberry, que também me serve muito bem para envio e leitura de e-mails, navegação GPS na estrada, Foursquare, etc. Meu pai já tentou me dar um iPad de presente umas quinhentas vezes, mas sempre recuso, pois sinceramente não vejo quase nenhuma utilidade neste produto. Não sou idiota a ponto de não achá-lo muito cool, mas ainda não me convenci a comprá-lo (ou aceitá-lo como presente). Não sei até quando resistirei a esta avalanche, pois devo trocar meu PC em breve, e os MacBooks sempre pintam como fortes concorrentes na briga pela minha preferência. Incrivelmente, meu primeiro contato com produtos de Jobs ocorreu há muito tempo, quando muitos de vocês nem tinha nascido ou ouvido falar da Apple. Meu pai, sempre um visionário, comprou um Apple IIc logo que foi lançado, por volta de 1986. Este pequeno notável foi um grande sucesso da empresa, e não me lembro de haver outro entre nossos conhecidos no Brasil. Como sempre foi o mais tecnológico da família, meu irmão era quem mais usava o computador, que ficava no quarto dele, mas sempre jogávamos juntos e fazíamos programas em BASIC, o que era divertido e ao mesmo tempo um desafio para nós. Anos depois me lembro que meu pai comprou um Macintosh, mas este foi um verdadeiro fracasso, ninguém sabia lidar com o aparelho, e logo encostamos. Não sei se foi o Macintosh Plus, II ou LC, mas lembro que foi um fiasco para nós.

Desta forma, como não sou uma das muitas tietes (e perdoem-me, agora viúvas :-() de Steve Jobs, muitas entre os poucos leitores deste singelo blog, não ficarei chorando ou desesperado, nem direi o quanto ele afetou minha vida, pois como descrevi acima, não sou usuário de seus produtos. Mas é aí que me pego em contradição, pois o gênio deste homem teve sim grande impacto na minha vida, pois sou um dos maiores fregueses da Disney. Não conheço ninguém que consome mais ESPN (empresa do grupo Disney) do que eu e agora meu fiel companheiro de transmissões esportivas Rafael, e quando a TV de casa não está nos canais esportivos da emissora, provavelmente está sintonizado na Disney Channel, onde a Helena assiste Wizards of Waverly Place, Good Luck Charlie, ANT Farm ou os novos Shake It Up e Jessie. A Chris tem direito sobre o controle remoto nas manhãs e noite, mas geralmente assiste os canais onde estão suas séries favoritas, CBS com The Good Wife e Criminal Minds ou NBC com Law & Order: SVU. Para finalizar, minhas últimas (na verdade a maioiria delas) viagens de lazer tiveram o mesmo destino, Orlando, quando compramos apenas ingressos para os parques da Disney.

Mas seu impacto na Disney é ínfimo, então chego ao ponto onde Jobs me vence. Adoro todos os desenhos animados da Pixar, assisti a quase todos no cinema (os últimos com meus filhos) e possuo quase todos em DVD, que já estão gastos de tanto assistirmos. A Pixar mudou a forma como assistimos desenhos, pois além de Jobs tem outro gênio, John Lasseter, no seu comando, o verdadeiro criador da empresa na parte de conteúdo. Se compararmos os desenhos Pixar com aqueles exclusivamente Disney nos últimos períodos, vemos que a Pixar consegue mesclar tecnologia de ponta com histórias que realmente emocionam e tocam nossos corações, independente de nossa idade ou cultura. Toy Story 3 e Up são infinitamente superiores aos “rivais” The Princess and the Frog ou Tangled.

Steve Jobs foi um fenômeno que passou por este planeta, jamais satisfeito com normas e costumes, e disposto a revolucionar e melhorar a vida das pessoas, na maioria das vezes com o objetivo de torná-la mais simples e divertida, e é por isso que ele foi este ídolo e exemplo para todos nós.

KenKen, um passatempo superinteligente

KenKen no formato 5x5

KenKen no formato 5x5 - KenKen.com

Hoje vou falar do KenKen, um passatempo muito divertido, que requer concentração e raciocínio, com diversos níveis que permitem a prática por pessoas de qualquer idade, desde que possuam os conhecimentos básicos das operações matemáticas (adição, subtração, multiplicação e divisão). Descobrimos o KenKen por acaso, quando a Chris comprou um livro deste interessante jogo para o Rafa, há um ano atrás. Meu filho, que adora qualquer tipo de jogo ou desafio para a mente, ficou viciado nele, e a partir de então sempre procuro este jogo na Internet.

O KenKen é um parente do Sudoku, outro excelente jogo, e ambos oferecem diversos níveis, podendo ser solucionados em poucos minutos ou muitas horas. Aqui em casa nós sempre praticamos o Sudoku, que está em todos os jornais, mas muitas vezes ficamos irritados quando enfrentamos um daqueles Sudokus impossíveis, que te obrigam a “chutar” ou fazer uma iteração, para chegar na resposta.

Os dois jogos foram inventados no Japão, e vêm sendo difundidos pelo mundo nos últimos anos, mas o KenKen ainda não conseguiu o mesmo destaque do celebrado Sudoku, o que é uma pena. Para os interessados, recomendo dois sites que oferecem a possibilidade de jogar KenKen online, ou de imprimir os jogos para preencher com lápis. Um é o KenKen oficial, e o outro, que descobri ao pesquisar para este post, está no site Grandejogo.com.

O conceito do KenKen é simples. Para preencher a tabela, devemos colocar os números que formam cada uma das operações matemáticas, cujo resultado e tipo de operação está descrito nos quadros. No exemplo da figura acima, que refere-se a um jogo de 5×5, cada linha e coluna deverá conter os números 1, 2, 3, 4 e 5.

Espero que gostem do KenKen !

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