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O futebol brasileiro no segundo semestre de 2015

Dunga na última convocação da Seleção Brasileira (André Durão/Globo.com)

O segundo turno do Brasileirão 2015 começou no último final de semana, e as 20 rodadas até aqui disputadas demonstram um grande equilíbrio e baixíssimo nível técnico, com exceção dos líderes Corinthians e Atlético-MG, que ainda apresentam um futebol um pouco mais constante e elevado em relação aos demais. A outra exceção fica por conta do Vasco, que consegue se destacar pelo futebol absurdamente ridículo que apresenta, estando no seu terceiro treinador e que provavelmente não será o último até o final da competição, onde o rebaixamento é quase certo. O clube, que já foi grande mas teima em ressuscitar dinossauros como Eurico Miranda, deve ser o primeiro “grande” a ser rebaixado pela terceira vez desde a criação do formato em pontos corridos. O Vasco quase chegou ao título em 2011 mas mesmo assim seus sócios decidiram implodir o trabalho, aparentemente sério apesar do pouco sucesso, vinha sendo tentado pelo ex-presidente Roberto Dinamite, e o futuro do clube é bastante sombrio.

O Corinthians começou mal, mas não perde desde a oitava rodada, com 12 partidas invictas. Alcançou uma pontuação altíssima no primeiro turno (40 pontos) e fará a maior parte dos jogos difíceis do segundo turno no Itaquerão, com exceção do confronto com o Galo, que deverá ser disputado no Mineirão, na provável decisão, no dia 1o de novembro. Nas últimas rodadas o time começou a fazer muitos gols e nem parece uma equipe comandada por Tite, com tanto poder ofensivo. Não acredito que o título escape do Corinthians, pois o Galo é muito irregular para uma competição em pontos corridos, seu estilo é mais adequado para mata-mata.

A Copa do Brasil também “começou” de fato na semana passada, com a entrada dos clubes que disputavam a Libertadores, e nesta semana conheceremos os oito classificados para as quartas-de-final. O Galo deve recuperar a forma e vencer o Figueirense, e o Corinthians não deve reverter a vantagem do Santos, um time com ataque forte e que recuperou a boa forma do Paulista. Acredito na classificação do Internacional, Grêmio, Paysandu, Palmeiras e Vasco. Para finalizar, por mais que considere um horror o estilo e a postura do fraquíssimo Juan Carlos Osorio, na minha opinião o pior treinador que já comandou meu Tricolor, creio numa classificação frente ao Ceará, principalmente pela fragilidade de um timeco que está, disparadamente, na lanterna da Série B do Brasileiro. Mesmo que avance, o São Paulo não deverá ir muito longe e eu penso que os favoritos na Copa do Brasil sejam o Santos e o Internacional. Se tiver que escolher um, vou de Peixe.

A Seleção Brasileira deu mais um vexame na Copa América, mas não dava para esperar muito mais após outra palhaçada do Neymar, e a presença de jogadores patéticos e que jamais deveriam voltar a vestir a amarelinha, como Thiago Silva e Daniel Alves, além de jogadores fracos como Everton Ribeiro, Fred, Fabinho e Geferson (com este nome nem deveria poder jogar !!!). Gostei bastante da convocação para os próximos amistosos, especialmente da presença dos dois Lucas (Lima e Moura) e o retorno de Hulk. Considero a presença de Kaká como algo pontual portanto não vou reclamar nem elogiar, mas ele não tem muito o que acrescentar à Seleção e espero que não seja mais convocado. Lamento muito o fato de Coutinho não ter sido chamado, pois creio que ele seja um dos poucos expoentes que temos em grandes clubes, na parte ofensiva. Eu gostaria muito que Dunga jamais devolvesse a faixa de capitão, e que nunca deveria ter sido oferecida, ao Neymar, quando ele puder jogar novamente nas Eliminatórias, na dificílima partida contra a Argentina, pela terceira rodada, em novembro.

Nosso único craque desfalcará a Seleção nas duas primeiras rodadas, contra Chile fora de casa e Venezuela em Fortaleza. Nossa última partida de 2015 será contra o Peru, em Salvador, e tenho grande preocupação quanto aos resultados do time neste início de Eliminatórias. Acho que podemos conseguir 7 pontos mas também não me surpreenderia se atingíssemos apenas 4 pontos, com duas derrotas fora de casa em um empate contra Peru ou Venezuela. Não acho que ficaremos fora da Copa da Rússia em 2018, mas tenho certeza que o caminho será bastante sofrido.

A realidade é que nosso futebol, grande e vistoso, cheio de craques dando show pelo mundo, não existe mais. Ainda seremos um país com times razoáveis e um outro bom jogador aqui e acolá, mas é bom que reconheçamos que, a não ser que as coisas mudem de forma rápida e muito forte, a queda ainda continuará por muito tempo e a distância frente aos europeus irá aumentar de forma gigantesca. Sorte de quem pode acompanhar o futebol brasileiro, seja nos estádios, ou através do rádio ou televisão, entre 1950 e o início dos anos 2000. Daqui pra frente eu recomendo aos que gostam de futebol, escolher uma equipe européia para torcer, mesmo que ainda simpatizando com nossos timecos locais, para que possa ao menos acompanhar boas partidas.

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Análise do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018

O italiano Fabio Cannavaro, capitão do tetra da Azzurra em 2006, durante o sorteio – AFP

A FIFA, em meio à terrível crise moral que assola a entidade há décadas, culminando com os processos encabeçados pelo FBI e que levaram à anunciada renúncia do presidente Joseph Blatter dias após sua reeleição em maio, realizou o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 neste último sábado, 25 de julho de 2015, na cidade de São Petersburgo, na Rússia. Diversos dirigentes alegaram compromissos para não comparecer ao evento, notadamente o Sr. Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, que desde a prisão do companheiro José Maria Marin, mantém-se discretamente calado aqui no Brasil, e dificilmente terá a coragem de participar dos diversos compromissos da CBF, pois está com muito medo de ser preso e extraditado para os EUA.

Conforme fiz em 2011, analisarei cada uma das seis regiões e darei meus palpites sobre as seleções que estarão disputando a 21a Copa do Mundo no verão russo em 2018. Acertei 21 das 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo do Brasil, e fiquei decepcionado com o resultado, especialmente pelo fato de que 24 seleções se repetiram em relação a 2010. Na verdade existem 11 seleções que estiveram presentes em todas as Copas desde a expansão para 32 equipes em 1998. Outras 6 estiveram em 4 destas 5 Copas e mais 11 em 3 delas. Assim chegamos a 32 seleções que estiveram em 3 ou mais das últimas 5 Copas, o que torna relativamente fácil uma previsão dos prováveis classificados.

As únicas eliminatórias que trazem emoção no sorteio são as européias, pois devido a um critério que na minha opinião é estúpido e injusto, utiliza-se uma data de corte para separar os potes das seleções, e tal procedimento permite que Itália e França fiquem no pote 2, enquanto País de Gales, que por uma imensa sorte atingiu na data de corte seu melhor ranking da história, fique no pote 1. Desta forma, italianos e franceses acabaram caindo nos grupos de Holanda e Espanha respectivamente, situação que pode impedir uma destas quatro grandes seleções de participar da Copa em 2018. Vale lembrar que a França foi, sem dúvida, uma das 4 melhores equipes do mundial do Brasil em 2014, e só não chegou mais longe por falta de sorte na tabela, tendo que enfrentar a campeã Alemanha antes dos demais adversários, nas quartas-de-final, num jogo onde pressionou os alemães durante todo o segundo tempo. Já discuti o Ranking da FIFA anteriormente, acho uma ferramenta razoável com problemas pontuais, mas que reflete o sobe e desce das seleções, mas discordo demais com a utilização e uma data de corte para um sorteio tão importante, pois se a data fosse um mês antes, os potes da Europa teriam uma configuração completamente diferente. Defendo uma média dos últimos rankings, mesmo que com maior peso para os meses mais recentes, como forma de dividir os potes.

As eliminatórias africanas ainda terão o importante sorteio após os confrontos da segunda rodada da região, que serão disputados em Novembro deste ano, portanto fica impossível prever os candidatos. Mesmo assim, existem algumas forças que destacam-se no continente e escolherei as 5 que considero favoritas à classificação, com destaque para a Argélia, um time que me agradou demais na Copa de 2014, e que levou a campeã Alemanha para a prorrogação nas oitavas-de-final, o mesmo time que goleou um timeco de amarelões e treinado por um jumento por 7×1 dias depois.

As eliminatórias das Américas do Sul e do Norte/Central, da Ásia e da Oceania mantiveram os mesmos formatos dos últimos anos, e nestes casos o sorteio não faz praticamente nenhuma diferença, pois fica fácil para os times mais fortes chegar à classificação pois enfrentam um monte de porcarias.

Aqui vão meus candidatos ao torneio de 2018:

Europa – Rússia (país-sede), França, Portugal, Alemanha, Sérvia, Dinamarca, Inglaterra, Espanha, Bélgica, Croácia, Holanda, Suíça, Áustria e Itália.

América do Sul – Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai

América do Norte e Central – EUA, México, Costa Rica e Panamá

África – Argélia, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Egito

Ásia – Austrália, Japão, Irã e Coréia do Sul

Infelizmente, como descrevi antes, a única região que pode trazer surpresas é a Europa, pois nas demais são sempre os mesmos suspeitos, e tem lugar para praticamente todo mundo na Copa do Mundo com 32 seleções. Minha lista tem 27 seleções repetidas de 2014, e somente um estreante, o Panamá.

Quem se classifica para a Copa do Mundo de 2014 ?

Ronaldo sorteando mais um país europeu - Getty Images

O sorteio das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 foi realizado, com grande pompa, na tarde do último sábado, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de inúmeras celebridades brasileiras e internacionais, principalmente do mundo do futebol, mas também políticos e artistas, que adoram uma oportunidade como essa para aparecer. O evento não foi transmitido pela TV aqui nos EUA, mas pude acompanhar pela internet, no ESPN3.com. Como tinha mais o que fazer, só assiti o finalzinho, pois o único interesse que tinha era de acompanhar o sorteio da UEFA, onde poderia haver grande emoção com a presença da França no pote número dois, deixando de ser cabeça-de-chave em detrimento de potências futebolísticas como Grécia e Noruega.

Como discuti no post anterior, gosto do Ranking da FIFA e o considero um bom retrato da realidade do futebol. Apesar disso, não sei se a utilização deste ranking, em um momento isolado, é a forma mais eficiente de divisão das seleções para um sorteio tão importante como o das eliminatórias da Copa do Mundo, principalmente na UEFA, onde as seleções estão sempre muito próximas em pontos. Creio que deveria levar em conta o histórico de médio prazo dos países em grandes competições, mundiais e continentais, pois desta forma a França provavelmente estaria na frente da Noruega, e Montenegro não seria uma das seleções top da Europa. Mesmo tendo feito um péssimo papel na última Copa do Mundo, a França ao menos participou da competição, foi vice em 2006, e lidera seu grupo nas eliminatórias da Euro 2012.

Para agravar mais a situação, a França foi sorteada no último grupo europeu, e no final do sorteio chegou o maior suspense. O gorducho Ronaldo era quem selecionava as bolinhas vermelhas, e sobraram apenas Inglaterra e Espanha para os últimos dois grupos. Um deles tinha Montenegro como principal adversário, e o outro a França. E não é que os ingleses se safaram e deixaram os espanhóis, disparados os melhores do mundo na atualidade, de presente para Les Bleus. Foi um sorteio infeliz para ambos países, mas acho que muito mais para os franceses, que dificilmente serão páreo para a Fúria.

A única confederação que não participou do sorteio, como já ocorre há várias edições, foi a sul-americana CONMEBOL, onde a forma de disputa prevê dois turnos entre todos os países e pontos corridos. E com o Brasil sendo país-sede e já estar garantido, nossos vizinhos ganharam mais uma vaga de bandeja. Serão os mesmos quatro classificados de sempre, mas uma vaga em disputa numa repescagem contra seleções da Ásia (AFC), Américas (CONCACAF) e Oceania (OFC). Os asiáticos também possuem quatro vagas garantidas, e na CONCACAF somente três vão direto para a Copa. Um país da OFC recebe o direito da repescagem, vaga que dificilmente deixará de ser da Nova Zelândia, pois os adversários da região são uma verdadeira piada, meras ilhotas no meio do Oceano Pacífico.

Os principais embates serão travados na UEFA e na África (CAF), que possuem 13 e 5 vagas respectivamente, o que comparado ao talento de suas seleções é um número pequeno, principalmente na Europa. Os europeus foram divididos em nove grupos e apenas o vencedor se garante em 2014. O pior segundo colocado está fora, e os oito vice restantes disputam uma repescagem em mata-mata. Ainda não sabemos se estas seleções da repescagem serão rankeadas, como no polêmico sorteio para a Copa de 2010, mas creio que isso se repetirá, para dar maior chance aos mais fortes contra seleções que se beneficiaram por grupos fraquinhos.

Por falar em grupos fraquinhos, a parte triste do sorteio foi ver dois grupos ridículos na eliminatórias da UEFA, que darão uma vaga para duas seleções medíocres. São esses os grupos E e G, liderados por Noruega e Grécia respectivamente, e com principais coadjuvantes sendo Eslovênia, Bósnia, Suíça e Eslováquia. Em contrapartida, além do grupo I com Espanha e França, temos um complicado grupo B com Itália, Dinamarca e República Tcheca. Nos outros existem uma ou duas seleções bem acima das demais, e principalmente Holanda e Inglaterra não devem ter nenhum problema para classificar.

A eliminatória africana será, na minha opinião, a melhor de todas. As equipes estão divididas em dez grupos de quatro seleções, e apenas o vencedor passa para a última fase, que será um mata-mata que classificará os cinco vencedores para o Brasil. Espero que haja uma divisão por ranking para esse mata-mata, mas até agora nada foi dito, da mesma forma que no caso da UEFA. Seria uma pena que fôssemos obrigados a ver uma das forças da África sendo eliminada, e deixando uma seleção mais fraquinha, mas com sorte nas bolinhas do sorteio, jogando em 2014.

Como adoro dar palpites, aqui vão meus 32 classificados para a Copa do Mundo de 2014, divididos por Confederação:

CAF – Costa do Marfim, Egito, Gana, Burkina Faso e Senegal

AFC – Japão, Coréia do Sul, Austrália, Irã e Uzbequistão

UEFA – Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Portugal, Rússia, Croácia, Sérvia, Suíça, Eslováquia, Turquia e Suécia

CONCACAF – Estados Unidos, México e Honduras

CONMEBOL – Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela e Paraguai

Daqui a dois anos e meio voltarei para ver quantos acertei ? Aguardo os palpites de vocês aqui nos comentários abaixo.

Brasil correndo perigo no Ranking da FIFA

Brasileiros deixam o campo após eliminação - Getty Images

A FIFA apresentou seu aguardado e importante Ranking na manhã de hoje, e apesar de não trazer grandes surpresas, deu uma chacoalhada em alguns países, como já ocorrera na edição de junho, devido à disputa de importantes competições regionais como a Copa Ouro (CONCACAF) e a Copa América (CONMEBOL).

A seleção do México foi quem mais alternou nestes últimos meses, pois conquistou a Copa Ouro e ganhou 19 posições em junho, chegando na nona posição. Mas o desempenho fraco na Copa América, com seu time C, fez com que os mexicanos despencassem onze posições na edição de julho. Os vizinhos dos Estados Unidos também sofreram bastante, caindo seis posições em julho, e agora estão na trigésima posição, pior colocação deles em três anos. Isso ocorreu pela perda de relevância dos bons desempenhos na Copa do Mundo em 2010 e na Copa das Confederações em 2009, bem como pelos resultados ruins na última Copa Ouro, quando conseguiram perder do Panamá na primeira fase.

O outro lado da moeda apresentou a disparada do Uruguai, após o merecido título da Copa América. Os celestes atingiram a melhor colocação desde o início do Ranking da FIFA, com o quinto lugar, colados no Brasil. As trezes posições ganhas pelo Uruguai ficaram pequenas diante das 16 do Chile, 24 do peru e 29 da Venezuela, que aparentemente chegou no grupo das seleções competitivas, com o belíssimo desempenho na Copa América. Ficou claro que um dos facilitadores deste pulo por parte de algumas sleeções foi o México, que com seu timinho perdeu suas três partidas na Argentina, dando pontos importantes para Uruguai, Chile e Peru no Ranking.

Isto ocorreu devido ao formato de cálculo dos pontos (P) do Ranking da FIFA, que é obtido pela multiplicação de quatro fatores:

M: Resultado da partida (3 pontos por vitória, 2 por vitória nos pênaltis, 1 por empate ou derrota nos pênaltis, e zero nas derrotas)

I: Importância da partida (4 em Copas do Mundo, 3 nas Copas Continentais e das Confederações, 2,5 em Eliminatórias e apenas 1 em amistosos)

T: Nível do Adversário, baseado no Ranking da FIFA (2 para o líder, 1,5 para número 50, 1 para o número 100 e 0,5 para qualquer time abaixo do número 150)

C: Nível da Confederação das Equipes, baseado no desempenho nas três últimas Copas do Mundo(1 para UEFA e CONMEBOL até 0,85 para AFC e OFC)

Considero este um critério bastante justo e eficiente, onde a FIFA acertou o modelo do Ranking em 2005, e aparentemente não pretende alterá-lo tão cedo. Este sistema oferece grande vantagem para o vencedor da partida, o que por si só torna-se correto. Outro fator bastante justo está no nível do adversário, que recompensa os resultados mais difíceis. Os demais fatores geram alguma polêmica, pois a diferença de peso entre as confederações poderia ser um pouco maior, já que as equipes da Oceania não são apenas 15% inferiores às da Europa. E nem as sulamericanas merecem o mesmo peso das européias, na minha opinião.

Por fim, a importância da partida. Considero este fator razoavelmente equilibrado, com importância para partidas que valem alguma coisa, mas acho que ainda deveria incluir um outro nível, distinguindo entre partidas das fases iniciais e finais das competições oficiais. A derrota da líder Espanha para a Suíça na primeira partida da Copa de 2010 recebeu o mesmo peso que a vitória sobre a Holanda na final. Mas este não é o único problema deste fator I. E é nele que o Brasil provavelmente será significativamente prejudicado nos próximos anos, como ocorreu com a Alemanha entre 2005 e 2006 e com a África do Sul entre 2008 e 2010. Também vêm sendo afetadas as seleções da Ucrânia e Polônia (sedes da Euro 2012) desde o final de 2010. O que estas seleções têm em comum ? Foram, ou serão, sede de grandes competições internacionais, que requerem a disputa de eliminatórias, cujas partidas possuem peso 2,5 e são disputadas durante longo período. Os países-sede ficam livre destas disputas, e neste período disputam apenas amistosos, com peso 1, e muitas vezes contra adversários mais fracos. Países da CAF e CONCACAF aidna se beneficiam, como ocorria na CONMEBOL até 2007, de disputarem copas regionais a cada dois anos.

Devido à Copa do Mundo de 2014, o Brasil terá apenas amistosos entre o mês de agosto de 2011 e junho de 2013, com a disputa da Copa das Confederações, para somar seus preciosos pontos no Ranking. Finalmente, o último cálculo para o Ranking leva em conta as partidas mais recentes. Os jogos dos últimos doze meses contam 100%, que se reduzem para 50%, 30% e 20% nos doze meses subsequentes. Desta forma, em junho de 2013 o Brasil terá um ano de amistosos a 100%, outro de amistosos a 50%, um ano de maus resultados em amistosos e na fracassada Copa América de 2011 a 30%, e apenas 20% para o último ano da criticada mas bem-sucedida fase sob comando de Dunga. A não ser que a CBF agende somente jogos difíceis, e ao contrário dos últimos confrontos o Brasil consiga ganhar de algum time ao menos razoável, existe o risco de despencarmos muito no Ranking da FIFA nos próximos dois anos. Mais uma razão para descermos a lenha (mesmo que sem o menor impacto) no querido presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Resta torcer para que consigamos um milagre contra a Alemanha, daqui a algumas semanas em Stuttgart, e depois no dia 11 de outubro, também fora de casa, contra o México, aí sim um jogo um pouco mais fácil, mas que também pode apressar a queda caso nosso “excelente” treinador Mano Menezes continue seu ótimo desempenho na seleção canarinho.

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