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Comentários sobre competições, equipes e jogadores de futebol americano, especialmente da NFL e NCAA.

NFL 2013

Peyton Manning e Joe Flacco duelam na abertura da temporada 2013 – RJ Sangosti/The Denver Post via Getty Images

O início de setembro representa um momento de grandes novidades nos EUA. O ano escolar está nas suas primeiras semanas, a primavera prestes a aparecer, e chegou o período esportivo mais desejado pelos americanos. A temporada de futebol americano, tanto no profissional quanto no universitário (e em alguns Estados, como o Texas, podemos incluir as competições do Ensino Médio).

O College Football teve sua primeira rodada de disputa na semana passada, e a Universidade de Alabama desponta como a grande favorita ao título. Caso consiga o êxito, será um feito histórico, pelo tricampeonato seguido, e quarto título em cinco anos. Este será o último ano do sistema BCS, que dará lugar a um playoff entre quatro universidades a partir de 2014, algo que os amantes do esporte pleiteavam há décadas.

A temporada da NFL começa amanhã, com uma excelente partida entre o atual campeão, Baltimore Ravens, visitando o Denver Broncos, um dos principais candidatos ao Trofeu Vince Lombardi neste ano. Estas equipes fizeram uma partida memorável nos playoffs do ano passado, quando os Ravens surpreenderam como visitantes, vencendo na prorrogação após empatarem o jogo com um touchdown impressionante nos segundos finais do jogo. Os Ravens chegam para defender o título em situação curiosa, pois perderam muitos dos seus principais jogadores depois da conquista, especialmente o principal jogador da história da franquia, o linebacker Ray Lewis (aposentado), além do safety e seu parceiro de defesa Ed Reed (Houston Texans) e do excelente receiver Anquan Boldin (San Francisco 49ers).

Os Broncos são os principais favoritos ao título, juntamente dos 49ers e do Seattle Seahawks, e este é um consenso entre praticamente todos os principais analistas e casas de apostas. Mas quem conhece a NFL sabe que o equilíbrio entre as equipes é muito grande, e sempre encontramos surpresas durante a temporada, além das inevitáveis contusões que mudam completamente o panorama das partidas. Na minha opinião, a lista de favoritos ao Super Bowl XLVIII que será disputado no dia 2 de Fevereiro de 2014, pela primeira vez em um estádio aberto em cidade com tempo frio (New York), deve incluir o Atlanta Falcons e o Green Bay Packers. A AFC parece uma corrida de um só cavalo (Broncos, curiosamente tendo este animal como mascote), mas pode ser que o sempre amarelão Texans consiga superar seu complexo e chegar com força na briga desta vez.

Aqui vão meus palpites para a classificação final das oito divisões, em ordem de posição, e com as equipes em negrito chegando aos playoffs, que começam no dia 4 de Janeiro de 2014:

NFC East: Dallas, Washington, NY Giants, Philadelphia

NFC South: Atlanta, New Orleans, Carolina, Tampa Bay

NFC North: Green Bay, Chicago, Detroit, Minnesota

NFC West: San Francisco, Seattle, St. Louis, Arizona

AFC East: New England, Miami, Buffalo, NY Jets

AFC South: Houston, Indianapolis, Tennessee, Jacksonville

AFC North: Baltimore, Cincinnati, Pittsburgh, Cleveland

AFC West: Denver, Kansas City, San Diego, Oakland

Super Bowl: San Francisco 49ers 34 x 27 Houston Texans

Como sabem que gosto de arriscar nos palpites, vou abrir mão dos Broncos, mas não vejo como evitar o retorno dos 49ers à decisão, e desta vez com a conquista do sexto Super Bowl para o time da mais linda e charmosa cidade dos Estados Unidos. Espero que meu Redskins possa repetir o sucesso do ano passado, mas o equilíbrio da NFC East torna muito difícil prever quem leva a divisão, e tomara que eu erre, pois odeio os Cowboys.
Já renovei minha assinatura do NFL Game Pass, serviço que permite acompanhar todas as partidas da liga, no computador ou dispositivos como celulares e tablets. Vale a pena conferirem este serviço, que inclui o ótimo NFL RedZone, que entra ao vivo com qualquer partida em que uma equipe está na iminência de marcar um touchdown.

Previsões esportivas: NFL Playoffs 2012

Green Bay de Aaron Rodgers é o favorito, mas terá pedreira pela frente - Bill Kostroun/AP/NFL.com

Janeiro é um mês relativamente fraco esportivamente, e a exceção fica por conta do futebol americano, que tradicionalmente dá o pontapé inicial para o novo ano com a disputa dos bowl games decisivos da NCAA e com o início dos playoffs da NFL.  Devido à minha ausência nas últimas semanas, serei obrigado a apresentar meus palpites a partir da fase divisional, que será disputada neste final de semana. Apenas uma das quatro partidas da repescagem realizadas no último final de semana trouxe emoção, e bote emoção. O time da casa ganhou com certa facilidade as três primeiras partidas, e esta sequência parecia estar prestes a cair quando o favorito Pittsburgh Steelers entrou em campo contra o Denver Broncos, que jogava em casa beneficiado pela conquista da fraca AFC Oeste, e tinha um retrospecto muito inferior do rival (8 vitórias dos Broncos contra 12 dos Steelers). E após três derrotas consecutivas que acabaram com a magia do quarterback Tim Tebow, merecidamente o novo queridinho da América, o jogo não despertava muito interesse para a maioria das pessoas. Ocorre que Tebow estava numa tarde inspirada e arrebentou no início do jogo, abrindo boa vantagem para os Broncos. Os Steelers resolveram jogar e empataram a partida no final, levando à primeira prorrogação da NFL sob novo formato, onde em caso do time que receber a bola inicialmente assinalar apenas um field goal, seu adversário terá a chance de empatar ou vencer a partida na próxima posse de bola. E não é que, na primeira jogada da prorrogação, Tebow achou seu receiver Demaryius Thomas, que bateu seu marcador e correu para um touchdown de 80 jardas, selando a vitória e o avanço dos Broncos para a próxima fase. E Tebow ainda se deu bem, pois seu contrato recheado de cláusulas de incentivo previa um bônus de US$250 mil em caso de classificação para esta nova fase.

Antes de palpitar sobre o desenrolar das próximas semanas, gostaria de revisitar meus palpites de setembro, o que me traz bastante satisfação pela grande quantidade de acertos. Acertei oito dos doze times classificados para os playoffs, e o único palpite ruim foi colocar o pífio St. Louis Rams como vencedor da NFC Oeste, e depois ver o time acabar com apenas duas vitórias na temporada. Estou receoso em relação ao meu palpite para o Super Bowl, devido à grande irregularidade do New Orleans Saints nas partidas fora do Superdome. Acho que a disputa está bastante aberta na NFC, pois os quatro times (Green Bay Packers, San Francisco 49ers, Saints e New York Giants) possuem equipes fortes e capazes de vencer todos os adversários, de ambas as ligas. Não ponho fé em mais uma partida mágica dos Broncos, e acho que os desfalques no ataque não permitirão um maior avanço do forte Houston Texans, que classificou-se pela primeira vez aos playoffs e venceu sua partida de estréia no último sábado.

Meus palpites, bastante guerreiros, para o restante dos playoffs:

NFC Divisional:

Green Bay Packers 23 x 27 New York Giants

San Francisco 49ers 17 x 30 New Orleans Saints

AFC Divisional:

New England Patriots 27 x 13 Denver Broncos

Baltimore Ravens 24 x 16 Houston Texans

NFC Championship:

New Orleans Saints 34 x 30 New York Giants

AFC Championship:

New England Patriots 27 x 31 Baltimore Ravens

Super Bowl XVI:

New Orleans Saints 30 x 23 Baltimore Ravens

Vou manter meu palpite da pré-temporada e torcer para o segundo título dos Saints nos últimos três anos, pois adoraria rever o craque Drew Brees no Super Bowl novamente. Tenho certeza que os três jogos da NFC serão espetaculares, bem como a provável decisão da AFC. A conquista do time seria um final perfeito para o incrível ano do quarterback que tivemos, onde Brees destruiu o recorde de quase 30 anos de Dan Marino. Além de Brees, Tom Brady e Aaron Rodgers também tiveram atuações fenomenais, num nível jamais visto anteriormente na NFL.

Tenho certeza que os próximos finais de semana serão deliciosos para nós, fãs desta maravilhosa liga.

Retrospectiva 2011 – Ligas Americanas

Billy Hunter e David Stern após o acordo - Patrick McDermott/Getty Images

2011 foi o ano da disputa trabalhista nas ligas esportivas americanas. Com exceção da NHL, a liga de hóquei no gelo que não apresentou negociações entre os proprietários dos clubes e o sindicato dos jogadores, as demais ligas tiveram que resolver problemas ou oportunidades de crescimento e desenvolvimento do esporte, e infelizmente estas disputas em muitos casos superaram a parte esportiva em cobertura de mídia neste ano.

O mais interessante é que o bem-sucedido locaute aplicado pela NHL sobre seus atletas em 2004, que acabou com a temporada 2004-2005 e representou uma sonora vitória da liga sobre os jogadores, foi o fator que motivou a NFL e NBA a aplicar um locaute em 2011, para arrancar maiores vantagens sobre seus jogadores. A NFL é a maior liga do planeta, e praticamente todos os times conseguem excelentes lucros devido a contratos de TV estratosféricos, e grandes receitas de ingressos e venda de produtos licenciados. Já a NBA sofre com a grande disparidade entre os clubes grandes e os pequenos, e a maioria dos times sofre com prejuízos, o que também ocorre com as finanças da liga, principalmente pelo alto investimento feito para expandir a liga e o basquete ao redor do mundo, e pela draga financeira chamada WNBA, liga profissional feminina que há mais de dez anos mescla um altíssimo nível de basquete com ginásios vazios e audiência mínima na TV.

Por estas razões, a maioria da opinião pública ficou do lado dos jogadores no locaute da NFL, que aproveitou para se aproveitar dos profissionais para encher os bolsos dos velhinhos milionários. No final das contas, não conseguiram muito sucesso, dividindo as conquistas, ganhando uma maior fatia das receitas mas perdendo no desejo de aumentar a temporada para 18 partidas e nos bilhão de dólares que eles pretendiam omitir do pote a ser dividido anualmente. No caso da NBA, o público dividiu-se bem mais, apesar de que a ganância dos proprietários foi muito maior, o que acabou contrabalançando as preferências. Os jogadores tiveram que abrir mão de grande parte das receitas, mas puderam manter vantagens como contratos garantidos e a manutenção da possibilidade de “forçarem” trocas para grandes equipes, apesar de que a punição para as equipes que extrapolem o teto salarial ter piorada bastante. Este link apresenta uma boa comparação entre o acordo de 2011 e o último, realizado em 2005.

A MLB deu um exemplo de respeito e bom relacionamento na renovação do acordo de 2011. Em poucas semanas os lados se acertaram, mesmo com mudanças interessantes e mais profundas que nas outras ligas, como o aumento do número de times nos playoffs e o envio de um time, o Houston Astros, de uma liga para outra, algo de imenso impacto.

Como torcedor e fã destes esportes, fico feliz que, mesmo com grande sofrimento, todas as ligas chegaram a um acordo. A NFL continua nadando de braçada, e apesar do risco de desgaste pós-locaute, a temporada de 2011 tem sido um imenso sucesso, e não parece que houve nenhum prejuízo. A NBA começa neste domingo, dia de Natal, e então veremos como será a recepção por parte do público. Eu já esqueci do locaute e estou ansioso pelo começo das partidas, e torcerei muito para que meu Miami Heat sagre-se campeão, algo que deixaram escapar por pouco no ano passado. Minha previsão para a NBA virá nos próximos dias, mas acho que vocês já sabem quem será meu pick para o caneco 🙂

Previsões esportivas – NFL

Michael Vick, maior estrela da NFL - PhiladelphiaEagles.com

Após um imenso susto, com o locaute dos proprietários dos times aos jogadores no início do ano, resolvido apenas em julho e que causou muito desgaste e o cancelamento de boa parte da pré-temporada, a temporada 2011 da NFL terá início amanhã, com uma excelente partida entre os dois últimos campeões, New Orleans Hornets visitando o atual campeão Green Bay Packers.

A maior liga esportiva do mundo correu grande risco com este locaute, e a partir de amanhã veremos que tipo de impacto isto causou, seja no comportamento dos torcedores como principalmente no condicionamento físico dos atletas, que não puderam se preparar de forma apropriada, e existe grande receio de que hajam mais contusões do que o normal, algo preocupante em um esporte que é altamente violento e arriscado.

Os candidatos ao título e classificação aos playoffs são praticamente os mesmos do ano passado, quando fiz meu palpite, que foi bastante satisfatório, apesar de dizer que os Packers perderiam o Super Bowl para os Ravens. Os principais órgãos de mídia (ESPN e Sports Illustrated) fizeram suas projeções, que apontam os Packers, Saints, New England Patriots, Atlanta Falcons, Pittsburgh Steelers, San Diego Chargers, New York Jets e Philadelphia Eagles como os principais favoritos ao título. Concordo que o campeão sairá de um desses times, e acho que virá da NFC, que alcançará um tricampeonato, algo que não ocorria há quase 20 anos, quando dominou completamente a liga nas décadas de 80 e 90.

Aqui vão meus palpites para a temporada, com os classificados para o playoff em negrito:

NFC East: Philadelphia, NY Giants, Dallas, Washington

NFC South: New OrleansAtlanta, Tampa Bay, Carolina

NFC North: Green Bay, Chicago, Detroit, Minnesota

NFC West: St. Louis, Arizona, San Francisco, Seattle

AFC East: New England, NY Jets, Buffalo, Miami

AFC South: Houston, Indianapolis, Tennessee, Jacksonville

AFC North: PittsburghBaltimore, Cleveland, Cincinnati

AFC West: San Diego, Kansas City, Oakland, Denver

Super Bowl: New Orleans Saints 31 x 23 New England Patriots

Conquistar um bicampeonato, algo relativamente comum nas primeiras três décadas do Super Bowl, tornou-se algo muito difícil recentemente, e apesar de possuir um timaço, vou seguir a tendência e dizer que os Packers não conquistam o Super Bowl, que será disputado em Indianapolis, no dia 5 de fevereiro de 2012. Meu Redskins continua um lixo, pra ser sincero a cada ano pior, algo lamentável para um time tão rico e tradicional. Torcerei para o sucesso dos Eagles, pois adoro o quarterback Michael Vick (que levará o MVP), mas ainda acho que ele não estará preparado para liderar um time para o título neste ano. Sinto que Drew Brees vai botar a casa em ordem e os Saints levam, em uma final emocionante contra os Patriots do craque Tom Brady. A maior surpresa ficará com o Indianapolis Colts, que não chegará aos playoffs, após longa sequência de nove temporadas seguidas nos playoffs, especialmente no ano em que sediará o Super Bowl.

Questionando o formato dos playoffs

Boston Bruins e Philadelphia Flyers nos playoffs da NHL - nhl.com

Maio é o mês onde os playoffs de duas das principais ligas norte-americanas (NBA e NHL) começam a esquentar, com as semifinais e finais das respectivas conferências. Estas ligas possuem sistema de playoffs muito semelhantes, com 16 equipes classificadas, sendo 8 em cada conferência, que são compostas por 3 divisões cada. Os playoffs dividem-se em quatro rodadas, cada uma delas disputada em uma série melhor de sete partidas, a última sempre disputada na casa da equipe de melhor campanha na temporada regular.

Eu sempre fui defensor deste formato, pois geralmente permite que a melhor equipe saia vencedora. Teoricamente, quanto mais longa a disputa, menor a chance de uma equipe inferior contar com a sorte, ajuda da arbitragem ou algum outro fator para superar um adversário superior. O formato originou-se ainda no século XIX, com disputas entre ligas rivais no beisebol americano. É provável que a disputa do título de 1884 tenha sido a primeira em formato superior a duas partidas.

Considero este formato totalmente adequado para o beisebol (MLB), pois neste esporte existe a figura do pitcher, que é o principal responsável por impedir que o adversário faça pontos, mas que devido ao stress e desgaste causado por dezenas de arremessos, não consegue atuar em partidas consecutivas, portanto uma partida é sempre diferente da anterior, já que a figura mais importante de cada time é trocada. Desta forma, a realização de múltiplas partidas torna-se necessária, para que uma equipe com conjunto superior ou mais equilibrado nas diversas posições possa vencer um adversário, mesmo que este possua um ou dois super arremessadores.

Na contramão deste modelo de múltiplas partidas está a NFL, onde as disputas restringem-se a um jogo elinminatório, devido à natureza do jogo, que causa grande desgaste físico a cada partida. Com exceção do Super Bowl, disputado em local pré-determinado (semelhante às Copas Européias), na NFL as equipes com melhor desempenho decidem esta partida única em casa, e podem aproveitar de vantagens como condições climáticas (os playoffs são disputados no inverno, e muitas vezes o campo está coberto de neve) ou o tipo de piso (grama sintética ou natural). Muitas equipes possuem elenco e estratégia apropriada para jogar em casa, aproveitando-se de alguma destas vantagens.

Meu questionamento sobre a eficácia deste formato para a NHL e NBA surgiu nesta semana, especialmente pelos resultados das últimas semanas no hóquei. Das 62 partidas disputadas até esta noite, um terço foi decidida na prorrogação, e mais da metade (55%) foi decidida apenas por um gol. Apenas 21% dos jogos apresentou vitória por 3 ou mais gols de diferença. Eu interpreto isso como extremo equilíbrio e imprevisibilidade, e portanto não sei se a realização de 3, 5 ou 7 partidas altera, ou torna mais ou menos “justo”, o resultado obtido.

No caso da NBA, a situação deste ano (e também histórica) é bastante diferente, mas isso deve-se à quantidade de pontos ser MUITO superior, e o fato de que muitos pontos que nada afetam o resultado serem anotados nos minutos finais de algumas partidas. Em mais de 130 partidas nas duas últimas edições (2010 e 2011), tivemos apenas duas partidas na prorrogação, menos de 20% dos jogos decididos por 1 a 3 pontos, e mais que isso em partidas decididas por 15 ou mais pontos. Vou analisar dados históricos da NBA, mas creio que não encontrarei grande quantidade de partidas na prorrogação ou decididas por poucos pontos, especialmente nas duas primeiras rodadas dos playoffs, portanto creio que o formato de maior quantidade de partidas permite que, na grande maioria das vezes, a melhor equipe saia vencedora do confronto.

Outra comparação entre estas duas ligas, que ajuda nesta análise, está no impacto que os principais jogadores têm no resultado do jogo. Devido ao imenso esforço necessário para patinar e ainda “jogar”, somado às inúmeras trombadas com adversários e com a cerca de vidro, um jogador de hóquei no gelo fica no rink por 20 minutos por partida, que dura 60 minutos. Desta forma, em 2/3 do tempo cada craque está assistindo de fora. A exceção fica para o goleiro, que de forma semelhante ao pitcher no beisebol, pode garantir o zero no placar e ganhar um jogo quase sozinho. Apesar disso e ao contrário do beisebol, a diferença de talento entre os goleiros não é tão grande, e praticamente todas as boas equipes possuem um ou até dois bons goleiros no elenco, o que reduz o impacto de cada um deles.

No caso da NBA, e especialmente durante os playoffs, muitas equipes utilizam apenas 8 jogadores na sua rotação, e as principais estrelas atuam por 35 a 40 minutos por partida, de um total de 48 minutos. Isto representa 75% a 80% do jogo, e num esporte com apenas 5 jogadores de cada lado, a equipe que possui os melhores jogadores individualmente geralmente se sobressaem. Vide o caso do meu Miami Heat, que oscilou muito na temporada regular mas está voando baixo nos playoffs, ancorado nos espetaculares Dwyane Wade e LeBron James.

No caso do futebol, o formato de duas partidas, utilizado há muitos anos em competições de clubes pelo mundo, me parece eficiente e ao memso tempo permite grandes emoções, pois no futebol uma equipe inferior pode superar um favorito, e duas partidas podem não ser suficientes para que o melhor time prevaleça. Considero o desempate por gols marcados como visitante interessante, mas não sei se é justo. Sei que com certeza é melhor que a decisão por pênaltis.

O que você acha desses diversos formatos de playoffs ?

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