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Basquete em alta nas próximas semanas

Marcelinho Huertas, principal destaque do Brasil - José Jiménéz/FIBA Americas

Começaram nesta semana duas das principais competições internacionais de basquete, os campeonatos americano e europeu de basquete entre seleções, chamados respectivamente de FIBA Americas Championships e FIBA Europe Championships, este último tradicionalmente chamado de EuroBasket.

Infelizmente estas competições bienais não recebem tanto destaque pelo título, mas sim pelo fato de que servem como classificatória para as principais competições internacionais, o Mundial e os Jogos Olímpicos. As competições desta ano são as mais disputadas, pois dão vagas para os Jogos Olímpicos de Londres – 2012, que possui mais prestígio do que o Campeonato Mundial, que ano passado foi realizado na Turquia, que fez ótima campanha até a final, quando foi facilmente derrotada pelo Dream Team Light dos Estados Unidos, com um time jovem mas muito comprometido, liderado por estrelas como Kevin Durant e Derrick Rose.

Outro fator que torna estas “eliminatórias” mais interessantes está no número de seleções que participam nas duas competições. Devido ao menor tempo para disputa e concentração em uma única cidade, a competição olímpica está limitada a 12 países, enquanto o mundial da FIBA é disputado pelo dobro de seleções. A seleção da Grã-Bretanha (o COI insiste em tratar os países da ilha como um só), após muita discussão devido à ínfima representatividade dentro do basquete, recebeu uma das vagas como o país-sede, e uma outra vaga foi garantida pelos EUA com a conquista do mundial em 2010. As dez vagas restantes vão para os vencedores dos torneios continentais (África, Ásia, Américas, Europa e Oceania). As Américas e a Europa recebem uma vaga extra cada, e as três vagas restantes serão disputadas no ano que vem, em um torneio pré-olímpico nas vésperas dos jogos, em local ainda indefinido. Pela força infinitamente superior aos demais continentes, creio que estas vagas fiquem todas para equipes européias, portanto as seleções das demais regiões precisam garantir-se nos seus próprios torneios.

A seleção brasileira de basquete masculino não participa dos Jogos Olímpicos desde 1996, e apesar de ainda não convencer, tem apresentado um basquete competitivo nos últimos anos, endurecendo a maioria das partidas, mesmo contra adversários difíceis. Por pouco que não vencemos os americanos no mundial de 2010, na única partida em que os eventuais campeões foram ameaçados em todo o torneio. Como já vem ocorrendo há muito tempo, o Brasil não contará com seu principal jpgador, o ala-pivô Nenê, craque do Denver Nuggets, que sempre enfrente (ou inventa) uma dificuldade quando é hora de defender o Brasil em competições internacionais. Desta vez a desculpa é, na minha opinião, razoável, pois Nenê está sem contrato e deve assinar uma mega-renovação até o final do ano, já que atualmente é considerado um dos melhores jogadores de força da NBA, e será disputado com muito afinco por diversos times, e na minha opinião acabará ficando mesmo em Denver, onde tem o apoio de um dos melhores treinadores em George Karl, e é adorado pela torcida pelo empenho e qualidade que demonstra em todas as partidas. Outros desfalques são o peladeiro Leandrinho e o encardido Anderson Varejão, que são importantes pelo poderio ofensivo (Leandrinho) e defensivo (Varejão), bem como pela grande experiência internacional, algo que ainda falta para nossa seleção.

A Argentina é o país-sede e o melhor time deste torneio, e não creio que perca nenhuma partida, pois vem praticamente com sua força máxima, inclusive os excelentes Manu Ginobili, Luis Scola e o clone do Artur, Carlos Delfino. O Brasil precisa evitar um confronto com os hermanos na semifinal, que é a verdadeira decisão desta competição, já que os dois finalistas classificam-se para Londres. Os principais adversários para esta segunda vaga são caribenhos, os sempre difíceis jogadores de Porto Rico e a reforçada República Dominicana, pois o Canadá está com um time enfraquecido e a Venezuela um pouco idosa. Porto Rico será a grande pedra no sapato brasileiro, e provável adversário da decisiva semifinal, e conta com seu líder Carlos Arroyo e o infernizante JJ Barea, campeão da NBA com o Dallas Mavericks. Os dominicanos têm um grande jogador em Al Horford, e estão sob comando de John Calipari, um dos principais treinadores e celebridades esportivas do país. Meu palpite sobre as vagas:

Jogos Olímpicos – Argentina e Brasil

Pré-Olímpico – Porto Rico, República Dominicana e Canadá

O torneio europeu é incomparável ao americano, com 24 seleções repletas de astros da NBA, especialmente o alemão Dirk Nowitzki, os espanhóis Pau e Marc Gasol e o francês Tony Parker. Esta tradicional competição é disputada desde 1935, com amplo domínio russo (inclui URSS), que a conquistou em 14 ocasiões, contra 8 da Sérvia (inclui Iugoslávia), e ambas estão muita à frente das demais seleções no ranking de títulos. Outra curiosidade está na dificuldade recente de conquista por países-sede, que não vencem desde 1993, mesmo com forças como Espanha, Sérvia e Grécia tendo organizado torneios ultimamente.

Aqui vão meus palpites para os oito classificados para a fase mata-mata, e no final aquelas seleções que alcançam as vagas:

Quadrifinalistas – Espanha, Lituânia, Sérvia, França, Grécia, Eslovênia, Rússia e Bósnia e Herzegovina

Jogos Olímpicos – Espanha e Lituânia

Pré-Olímpico – Sérvia, França, Grécia e Eslovênia

A vaga da África foi uma zebra, com a conquista da Tunísia nesta semana. Acho que não teremos surpresas na Oceania e Ásia, com vagas para Austrália e China respectivamente.

Boa sorte Brasil !!!

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Hora da verdade no Mundial de Basquete-2010

Fase Final - Mundial de Basquete 2010 - fiba.com

A primeira fase do Mundial Masculino de Basquete – 2010 acabou ontem, com algumas partidas emocionantes e outras lamentáveis, pois alguns times já classificados ou eliminados atuaram com reservas ou sem motivação. O destaque foi para o Argentina e Sérvia, duas potências do basquete atual, que precisavam da vitória para fugir do lado dos EUA na tabela. A jovem Sérvia, com jogadores pouco conhecidos internacionalmente, mostrou talento e venceu os experientes argentinos por 84 x 82, com grande atuação de Dusko Savanovic.

O Brasil, após derrotas apertadas para EUA e Eslovênia, recuperou-se com uma sova na Croávia, por 92 x 74, com destaque para (engasgando…) Marcelinho Machado, que está jogando muito bem neste Mundial, aproveitando o pouco tempo em quadra com grande eficiência nos poucos arremessos que tenta, chutando percentual de 53%.

A tabela da fase final está bastante curiosa, pois as seleções da Europa caíram quase todas na parte de cima, deixando apenas Rússia e Lituânia no lado “americano” da tabela. Meus palpites para as oitavas-de-final são, com os vencedores em negrito:

Sérvia x Croácia

Espanha x Grécia

Eslovênia x Austrália

Turquia x França

EUA x Angola

Rússia x Nova Zelândia

Lituânia x China

Argentina x Brasil

Gostei muito dos confrontos desta fase, que com exceção do jogo dos EUA e Lituânia, deverão ser muito equilibrados ou com grande rivalidade, caso de Sérvia x Croácia e Argentina x Brasil, este último tanto equilibrado quanto com MUITA rivalidade. Creio que o Brasil aprendeu com as derrotas apertadas na primeira fase e, com ajuda do “espião” Rubén Magnano, iremos superar nossos vizinhos na próxima terça-feira, dia 7 de setembro, bem na nossa independência.

Apesar de não poder assistir muitos jogos, aqui vão os meus destaques, positivos e negativos, da primeira fase. Luis Scola continua sendo um monstro em competições FIBA, e na minha opinião é disparadamente o melhor jogador deste Mundial, logo à frente de Kevin Durant, que dispensa comentários com a facilidade com que consegue jogar basquete. Não sou daqueles que o considera melhor que LeBron James, ou mesmo Kobe Bryant e Dwyane Wade, mas acho que é certamente o quarto melhor jogador do mundo, e se continuar desenvolvendo seu jogo, especialmente na defesa, passará a rivalizar pela primeira posição em breve. Outros destaques foram o turco Ersan Ilyasova do Milwaukee Bucks, o pivô iraniano Hamed Haddadi do Memphis Grizzlies e o chinês Yi Jinlian do New Jersey Nets. Entre os armadores, gostei do nosso Marcelinho Huertas, mas acho que faltou consistência em suas apresentações.

Os destaques negativos vão para o espanhol Ricky Rubio, que na minha opinião JAMAIS irá atingir às expectativas criadas e, sinceramente não acredito que ele irá para a NBA, pois será um fiasco por aqui. O cara está arremessando com percentual de 28% neste campeonato, o que é uma vergonha. Outra decepção tem sido Hedo Turkoglu, que apesar de não ter jogado muito mal, está bem abaixo do seu potencial, principalmente por atuar em casa.

Entre as equipes, destaque para Angola, que se classificou vencendo a Alemanha, e mais uma vez para a Nova Zelândia, que joga feio e estranho, mas tem surpreendido nos últimos mundiais. O fiasco desta vez foi Porto Rico, que conseguiu a façanha de perder para a Costa do Marfim e ser eliminada precocemente, e a seleção do Canadá, que não conseguiu nenhuma vitória, jogando no grupo mais fraco do Mundial.

Meu novo palpite para a final é Turquia x EUA, com vitória americana em Istanbul.

PS: Esqueci de mencionar que o argentino Carlos Delfino, outro grande jogador deste Mundial e jogando bem no Milwaukee Bucks, está cada vez mais a cara do meu grande amigo e fã número um do Phoenix Suns, Artur Mascarenhas. 🙂

Eu não acredito nesse time. Tomara que queimem minha língua.

Murilo (6) e Leandrinho (10) em ação nos amistosos contra Costa do Marfim e França - AFP Photo/Philippe Desmazes

O 16º Mundial FIBA de Basquete Masculino começa neste sábado, 28 de agosto, com a final marcada para o dia 12 de setembro, e será disputado na Turquia, um país apaixonado por esportes e que deverá promover um grande espetáculo. Na primeira rodada, a atual campeã  Espanha enfrenta a França e o outro favorito, EUA, enfrenta a sempre perigosa Croácia. O time da casa pega uma molezinha na Costa do Marfim, e o mesmo ocorrerá com o Brasil, que enfrenta o Irã. Será uma boa oportunidade para nosso ilustre presidente Lula fazer uma aposta com seu amiguinho Ahmadinejad.

Ao contrário dos Jogos Olímpicos, e da última edição do Mundial em 2006 no Japão, este sofrerá com a falta dos principais nomes do basquete mundial, pois os EUA estarão sem LeBron James, Kobe Bryant, Dwight Howard e Dwyane Wade, a Espanha sem Pau Gasol, a Argentina sem Manu Ginobili, a Alemanha sem Dirk Nowitzki e o Canadá sem Steve Nash. O Brasil iria completo, mas nesta semana perdeu Nenê, seu principal jogador, com uma contusão muscular.

O Brasil encerrou sua fase preparatória com um desempenho muito fraco, e o bom técnico argentino Rúben Magnano demonstra preocupação com o fato do time não ter atingido as metas do treinador para a preparação. Apesar disso, o Brasil ainda é tido por sites de apostas e comentaristas como um dos times mais fortes, o que para mim é um absurdo. Concordo que temos uma boa safra de jogadores, a melhor dos últimos 20 anos, mas ainda não enxergo nenhum sinal de jogo coletivo e mentalidade vencedora nesta equipe. Quem assistiu aos últimos torneios deste time sabe que não dá pra confiar nesta turma. O Brasil não participa de Jogos Olímpicos desde 1996, quando Oscar aposentou-se, e em 2006 obteve o pior resultado de sua história vencedora, acabando na 17ª posição. Temos 2 títulos mundiais (1959 e 1963), 2 vices (1954 e 1970), além de alcançar as semifinais em outras 4 edições.

Aqui vão meus palpites para este mundial, entre quartas e final:

Quartas-de-final

Argentina x Lituânia

Grécia x Sérvia

EUA x Turquia

Espanha x Austrália

Semifinais

Argentina x Grécia

EUA x Espanha

Final

Grécia x EUA

Acho que os EUA, com um time jovem, inexperiente e muito baixo, sofrerá para chegar na final, e sinceramente não sei se poderão vencer a Espanha, mas mesmo que consigam, creio que perderão para a Grécia na final. Eu não gosto deste time americano, acho que tem muitos jogadores similares que atuam na mesma posição. A esperança está totalmente depositada no craque Kevin Durant, atual cestinha da NBA e o eventual sucessor de LeBron como o grande astro da liga. Outro trunfo americano é a presença de Mike Krzyzewski, um dos maiores treinadores da história, atual campeão universitário pela Duke University, onde trabalha desde 1980, com 4 títulos da NCAA e 9 Final Fours.

A esperança do Brasil está no fato de que seu grupo, apesar da presença dos EUA, é o mais fraco da competição, possibilitando uma classificação em segundo ou terceiro lugar. O problema é que o cruzamento será com o grupo A, o mais forte, portanto enfrentaremos Argentina, Austrália ou Sérvia (mais provável), e não creio que teremos bola pra vencer algum destes. Que Magnano possa continuar no comando do time e tomara que consiga nos classificar para Londres-2012, e que o Brasil consiga reconquistar seu posto no topo do basquete internacional. O problema é que fica difícil definir um esquema de jogo coletivo, quando o time tem o peladeiro do Leandrinho querendo controlar a bola o jogo todo, o Marcelinho Machado chutando 20 bolas de três por partida e achando que é o Oscar (outro peladeiro, só que esse fazia 45 pontos por jogo) e o Varejão passando de um carregador de piano e especialista na defesa para jump-shooter. Se o time conseguir superar estes problemas, podemos ir longe. Infelizmente eu não acredito. Agora só nos resta torcer a partir de sábado.

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