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Concorrida noite de domingo na TV

Wade e James lideram o Leste em mais um All-Star Game - NBA.com

Devido ao locaute aplicado pela liga sobre seus jogadores, em julho do ano passado, que ao menos teve um final feliz no final de novembro, a temporada deste ano da NBA ficou toda atrapalhada, e um dos impactos ocorreu na mudança da data original para  All-Star Weekend, que foi prorrogado e ocorrerá neste final de semana, em Orlando. Desta forma, o principal evento será disputado no domingo à noite, e concorrerá diretamente com a premiação do Oscar.

Comentei sobre o prêmio do cinema há algumas semanas, e pra dizer a verdade não tenho o menor interesse em acompanhar a apresentação. Para mim, a “desculpa” do jogo das estrelas da NBA será perfeita para que eu nem perca tempo com as estrelas de Hollywood. Aqui nos EUA existe grande apreensão sobre este assunto, pois é indiscutível que o Oscar é um espetáculo sem graça e monótono, recheado de filmes que pouca gente assitiu ou gostou, alienando principalmente os mais jovens. Para piorar, acabamos de presenciar a excelente premiação do Grammy há duas semanas, com o tão esperado retorno de Adele aos palcos, que provou que a cantora favorita do mundo está recuperada da cirurgia que a tirou do circuito em 2011. O Grammy entende o que agrada a audiência e atingiu recorde de “IBOPE”, algo que certamente não vai ocorrer com o Oscar.

Meus leitores sabem que sou fanático pela NBA, e já descrevi este ótimo final de semana em detalhe em post no ano passado, portanto desta vez apenas farei comentários superficiais. A principal novidade para este ano está numa invenção dos engenheiros do MIT, chamada Slam Net Force, que medirá a força aplicada pelos jogadores durante o concurso de enterradas do sábado.

Minhas previsões para a temporada estão razoáveis, e continuo acreditando numa final entre meu Heat e o perigosíssimo Thunder. Contando os dias para o começo dos playoffs em abril !

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Semana maluca na NBA

Kobe Bryant - nba.com

A NBA tomou conta dos noticiários esportivos durante toda a última semana aqui nos EUA. Com a realização do All Star Game no final de semana passado, e a data limite para realização de trocas de jogadores na última terça-feira, foi um bombardeio de NBA na TV, nos jornais e principalmente na internet. Como apaixonado pela liga, é claro que me deliciei com toda esta movimentação.

Há anos que o All Star Game deixou de ser apenas um jogo festivo entre os principais atletas da liga, e tornou-se um grande evento social e esportivo, compreendendo diversas atividades entre a sexta-feira e o domingo. No total foram 10 eventos, como segue:

SextaD-League Dream Factory Friday Night (Three-Point Shootout e Slam Dunk Contest), BBVA Celebrity All-Star Game e T-Mobile Rookie Challenge

SábadoNBA D-League All-Star Game, Haier Shooting Stars Competition, Taco Bell Skills Challenge, Foot Locker Three-Point Contest e Sprite Slam Dunk Contest

Domingo60th NBA All-Star Game

O fim de semana foi muito animado, com show do astro juvenil Justin Bieber, que surpreendeu e mostrou que sabe jogar basquete no Celebrity Game, levando as garotas ao delírio e sendo eleito o MVP da partida, mesmo com a derrota de seu time para o de Scottie Pippen, que levou o jogo muito à sério e até deu um toco em Bieber, uma verdadeira coverdia que pegou mal e foi muito criticada. Em seguida os rookies (calouros) bateram os desfalcados sophomores (segundo-anistas) por 148 a 140, e o MVP foi para o armador John Wall, que liderou os calouros com o recorde de 22 assistências. No sábado tivemos o dia mais animado, com mais um título para jogador do meu Miami Heat no Three-Point Contest, onde James Jones superou os arquirivais do Boston Celtics Ray Allen e Paul Pierce na rodada final. O ponto alto da noite foi o Slam Dunk Contest, onde Blake Griffin, do time da casa Los Angeles Clippers foi eleito o vencedor pelo voto popular. Griffin é a nova esperança de show na NBA, mas não deveria ter passado para a final, e muito menos vencido JaVale McGee, que fez enterradas muito mais complexas e espetaculares. Mas todos sabiam que a vitória de Griffin era carta marcada pela NBA, que está promovendo o jovem astro que nem louca.

Para finalizar, o Staples Center viu mais um show de seu principal artista no jogo de domingo. Kobe Bryant conquistou seu quarto MVP do All Star Game, com uma partida espetacular, onde fez 37 pontos, pegou impressionantes 14 rebotes e ainda roubou 3 bolas, liderando o time do Oeste na vitória por 148 a 143. Outros destaques ficaram por conta de Kevin Durant com 34 pontos e LeBron James, que fez o segundo triple-double da história do jogo, com 29 pontos, 12 rebotes e 10 assistências.

Como dá pra perceber, apesar da choradeira do comissário David Stern, que como de costume fez uma coletiva para descrever o estado da liga também no sábado, não faltam bons patrocinadores para a NBA. O assunto mais discutido foi o acordo entre o sindicato dos jogadores e a liga, que encerra no final desta temporada, e até o momento não houve renovação do mesmo. Os jogadores querem uma fatia maior das receitas, e com muitos times operando no vermelho, os proprietários querem mais poder sobre os atletas e limites mais restritos nos contratos, para que as novelas dos últimos anos, especialmente com LeBron James (The Decision) e Carmelo Anthony (Melodrama), não se repitam no futuro.

Quem achou que as emoções acabariam em Los Angeles não tinha idéia do que estava por vir na semana. Foram 14 trocas realizadas na segunda e terça, incluindo a maior troca de todos os tempos, entre New York Knicks, Denver Nuggets e Minnesota Timberwolves, que incluiu 13 jogadores, 3 escolhas do draft e 3 milhões de dólares. Os principais nomes desta troca foram Carmelo Anthony e Chauncey Billups, que agora representam os Knicks, e em troca os Nuggets receberam praticamente a metade dos jogadores de New York. Logo em seguida, o New Jersey Nets, que estava apostando tudo em Anthony, partiu para o ataque e desesperadamente obteve o cracaço Deron Williams, um dos melhores armadores da NBA, enviando dois bons jogadores, mais escolhas do draft e dinheiro para o Utah Jazz. Ainda houveram mais trocas interessantes, apesar de menos significativas que estas duas, com destaque para a curiosa troca dos Celtics, que despachou seu pivô Kendrick Perkins para Oklahoma City em troca do promissor ala Jeff Green. Foi uma troca de risco, pois Perkins é um especialista defensivo e sempre teve grande sucesso contra os principais pivôs rivais, e agora o Celtics terá que exigir mais de Kevin Garnett e torcer para um improvável renascimento de Shaquille O’Neal nos playoffs. A maioria dos analistas da NBA achou esta troca horrível para as pretensões de título do Boston, e agora só nos resta aguardar. Como de costume, o Houston Rockets fez excelentes trocas, obtendo uma grande promessa em Hasheem Thabeet. O Charlotte Bobcats continua sendo a piada da NBA, e Michael Jordan mostra a cada dia que é pior que Pelé. Foi maravilhoso como jogador, mas não sabe nada fora das quadras. Ele conseguiu acabar com um time que mostrou potencial na temporada passada, e nesta semana trocou o principal jogador do time, o ala Gerald Wallace, por um monte de lixo.

Agora vamos ver como os times se acertarão nesta reta final, que promete playoffs sensacionais, como há anos não vemos. Fiquei mais confiante no sucesso do meu Heat, mas ainda considero os Celtics um problema no Leste. Se o Orlando Magic conseguir acertar seu esquema de jogo, podem ser fortes candidatos ao título, pois Dwight Howard está jogando como nunca, e na minha opinião deveria ser um dos favoritos ao MVP da liga. No Oeste eu não acredito no San Antonio Spurs, apesar de serem atualmente os melhores da liga, e acho que o título fica entre Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks. Thunder no Oeste e Chicago Bulls no Leste podem ser as surpresas, pois têm jovens times com muito talento, e devem ser pedras no sapato de qualquer adversário em maio. I love this game !

Temporada de All-Star Games na NBA, NHL e NFL

Estrelas da NBA para o All Star Game - Rob Booth for ESPN.com

O final do mês de janeiro e começo de fevereiro oferece grandes emoções nas principais ligas americanas. Apesar do principal evento ser o Super Bowl, que será realizado neste próximo domingo, esta é a época onde realizam-se os All Star Games da NBA, NHL e da própria NFL. Devido ao grande desgaste físico causado durante as partidas, a temporada de futebol americano não descansa por volta da metade, para a realização deste jogo festivo, como ocorre nas demais ligas, incluindo a MLB, que realiza seu jogo das estrelas no início de julho, mesmo mês do jogo da jovem, ainda pequena mas cada vez mais relevante liga de futebol, a MLS.

O All Star Game original foi criado pela MLB, a mais antiga e tradicional liga americana, tendo sua primeira edição em 1933, no Comiskey Park em Chicago. O jogo é disputado entre jogadores das duas ligas, e a vantagem pertence à National League, com 41 vitórias e 38 derrotas para a rival American League. A NFL lançou seu jogo em 1938, e nos primeiros cinco anos a partida foi disputada entre o campeão da liga contra um time de estrelas. Parou por alguns anos e retornou com novo formato, em 1950, com partidas disputadas entre jogadores das conferências East e West até 1970, quando houve a fusão da NFL com a AFL, criando as conferências atuais, NFC e AFC. Desde 1979 o jogo é disputado em Honolulu, no Havaí, com exceção do ano passado, quando a liga tentou alterar o sistema e realizar o jogo no mesmo local do Super Bowl, mas sem sucesso. A vitória da NFC no último domingo deu vantagem no confronto, que agora está em 21 a 20 contra a AFC. A NHL teve jogos esporádicos em 1908, 1934, 1937 e 1939, até oficializar seu All Star Game em 1947. O formato alterou-se em dezenas temporadas, passando de um jogo entre os campeões e as estrelas, até divisão por conferências e nacionalidades. No jogo realizado no último domingo, a liga decidiu inovar e criou um jogo inusitado, mas que gerou muito burburinho e agradou aos torcedores. Após a eleição dos jogadores, os mesmos escolheram seis capitães, que na sexta-feira antes do jogo, selecionaram sua próprias equipes em um Fantasy Draft. O evento foi transmitido ao vivo na TV e foi um sucesso. Desta forma, os jogadores puderam montar suas equipes conforme suas preferências, e o resultado foi um jogaço no domingo, com placar de 11 a 10 para o time do capitão Nicklas Lidström, craque da defesa do Detroit Red WIngs, contra o capitão Eric Staal, pivô do time anfitrião da partida, o Carolina Hurricanes. A MLS possui um jogo desde sua temporada inaugural, em 1996, e conforma a NHL, teve diveross formatos. O atual, criado em 2003, é disputado entre um time de estrelas da liga contra uma equipe profissional do exterior, normalmente uma das principais da Inglaterra. São boas partidas que atraem muitos torcedores, para ver as estrelas da liga e os famosos jogadores europeus, em pré-temporada nos Estados Unidos. Em 2010 as estrelas sofreram sua primeira derrota, por 5 a 2 frente ao poderoso Manchester United.

Meu All Star Game favorito é o da NBA, por sinal minha liga favorita aqui nos EUA. O primeiro jogo ocorreu em Boston, no lendário Boston Garden, e o formato mantém-se intacto desde o início, com partidas entre os principais jogadores da Eastern e Western Conference. É o único jogo que tem um grande domínio de uma das equipes, com significativa vantagem de 36 vitórias contra 23 derrotas para a Eastern Conference. O jogo deste ano ocorrerá no dia 20 de fevereiro, no Staples Center em Los Angeles. Será uma grande festa e promete um jogo mais sério do que ocorre de costume, pelo espetacular talento dos times tirulares e o aumento das rivalidades na liga, devido à grande polarização que existe atualmente, com poucos times dominando os holofotes e a cobertura da mídia. O time titular do Leste é um assombro, talvez um dos melhores de todos os tempos. Derrick Rose, Dwyane Wade, LeBron James, Amare Stoudamire e Dwight Howard formam um time completo em todos os aspectos do jogo, principalmente no vigor físico e velocidade, tendo o único ponto fraco nos arremessos de longa distância. A equipe do Oeste terá Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant e Carmelo Anthony, e ainda não sabe o pivô, pois devido a mais uma palhaçada no processo eletivo da NBA, o chinês Yao Ming, que não joga há dois anos, foi eleito pelos seus compatriotas e terá que ser substituído pelo czar David Stern. A falta de pivôs é um sério problema no Oeste, e na minha opinião o escolhido para substituir o chinês será o espanhol Pau Gasol, excelente ala/pivô do time da casa, o Los Angeles Lakers. Este time seria outra máquina e pode fazer frente aos craques do Leste, especialmente pelas características e estilo de jogo diferentes, com melhor arremesso do perímetro e melhor habilidade para passes, mas sem um forte jogo dentro do garrafão.

Como acontece todos os anos, a escolha dos reservas causará polêmica e muita discussão sobre as injustiças. Nesta tarde os treinadores chamarão mais sete jogadores para cada lado (oito no Oeste, pelo problema de Yao). Aqui vão minhas escolhas pessoais, que certamente não baterão com as da liga: Eastern – Rajon Rondo, Joe Johnson, Paul Pierce, Josh Smith, Kevin Garnett, Andrew Bogut e Al Horford. Western – Deron Williams, Russell Westbrook, Manu Ginobili, Blake Griffin, LaMarcus Aldridge, Kevin Love, Dirk Nowitzki e Pau Gasol. Tenho certeza que veremos um jogaço, muitas enterradas e assistências espetaculares em Hollywood.

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