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Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Esportes Coletivos

LeBron James voando – Andrew Bernstein /NBAE/Getty Images

Apesar de considerar os esportes como atletismo, natação, ginástica e alguns outros mais tradicionalmente olímpicos do que os grandes esportes coletivos, não há como deixar de acompanhar e se encantar com os craques que estarão em Londres nas próximas duas semanas, e aqui apresentarei minhas expectativas e palpites para alguns eles. Os países aparecem na ordem do pódio, ouro, prata e bronze.

Futebol

O Brasil começou os torneios feminino e masculino com duas vitórias, e creio que ambas equipes brigarão por medalhas. Não tenho muita esperança de ouro para as meninas, que sempre acabam pipocando quando enfrentam as americanas, e acho que teremos que bater as rivais para uma eventual conquista do topo do pódio.

O time masculino é, disparado, o favorito ao ouro, pois os maiores rivais são o Uruguai, México e Espanha, mas nenhum deles levou uma equipe tão talentosa ou experiente quanto o time de Mano Menezes. O time oscilou muito contra o Egito mas acho que finalmente levaremos o tão sonhado ouro no futebol.

Feminino – EUA, Japão, Brasil

Masculino – Brasil, Inglaterra, Uruguai

Basquetebol

A competição feminina não deve apresentar surpresas, e as três melhores equipes das últimas décadas devem figurar no pódio. O time americano, surpreendido no Mundial do Brasil em 2006, deve voar e levar o ouro de forma mais tranquila que o time masculino, com os astros da NBA, que devem levar o ouro, mas com certo sofrimento, e podem até perder algum jogo, devido ao estilo de jogo e perfil do elenco ser um pouco inadequado para o basquete FIBA. A Espanha é a favorita à medalha de prata, mas a briga pelo bronze está totalmente aberta. O Brasil tem um belíssimo time, mas infelizmente não creio que obtenha a medalha, ao contrário do que dizem muitos especialistas, especialmente os americanos. Na minha opinião o time depende demais do ótimo armador Marcelinho Huertas, cujos suplentes são fraquíssimos, e isto pode atrapalhar caso ele necessite de descanso ou fique pendurado com faltas.

Feminino – EUA, Austrália e Rússia

Masculino – EUA, Espanha, Lituânia

Voleibol

O Brasil figura novamente entre os principais candidatos ao pódio, mas não é o favorito ao ouro, uma surpresa pelo imenso sucesso do país no vôlei em grandes competições no passado recente. Acho que ambas equipes podem vencer, e devem chegar na final. Mesmo não gostando nem um pouquinho do insuportável Bernardinho, vou dar meu palpite para o título da seleção masculina, frente à favorita Polônia na final.

Feminino – EUA, Brasil e Rússia

Masculino – Brasil, Polônia, EUA

Será que Brasil e EUA conseguem “rapelar” as seis medalhas nestes esportes, os mais importantes esportes coletivos das Olimpíadas ???

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Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Visão Geral

Usain Bolt preparando-se para mais uma prova dos 100 metros – Michael Kappeler/AFP/Getty Images

Chegou a hora da maior festa do esporte mundial. Londres está pronta para receber sua terceira Olimpíada (um recorde) a partir desta semana, e deve oferecer uma edição diferenciada em relação ao que vinha ocorrendo nas últimas décadas, quando os jogos foram responsáveis por mudanças radicais e investimentos pesadíssimos nas cidades-sede, especialmente nos casos de Barcelona, Sydney e Pequim, e que infelizmente se repetirá na problemática edição tupiniquim do Rio em 2016.

Ao contrário de muitos brasileiros, considero os Jogos Olímpicos infinitamente mais interessantes e importantes do que as Copas do Mundo de futebol. São mais de 50 campeonatos mundiais disputados simultaneamente, numa mesma cidade e durando metade do tempo que a Copa, que acaba sendo espalhada em um ou mais países e com poucos jogos por dia. Além do mais, permitem que cada país possa disputar suas modalidades mais fortes, dando esperança de medalha e alegria à população e fãs do esporte. Estive presente em Sydney no ano 2000, e foi uma das melhores viagens que fiz na minha vida. Dividi a cidade com torcedores asiáticos, europeus e de todos os cantos do mundo, cada um celebrando seus atletas favoritos em esportes que a maioria dos brasileiros jamais acompanharam. Da mesma forma que 80% do mundo não têm idéia do que seja uma disputa de vôlei, nossa modalidade mais vitoriosa nos últimos tempos, a maioria dos brasileiros não têm idéia do que seja uma disputa de Arco e Flecha ou Luta Livre.

A trigésima edição olímpica terá sua cerimônia oficial de abertura nesta sexta-feira, às 17 horas de Brasília, e se encerra no domingo do Dia dos Pais no Brasil, 12 de agosto, no mesmo horário. Devido ao complicado calendário peculiar do esporte, o futebol será mais uma vez a exceção, e será disputado a partir de amanhã, quarta-feira, com o início dos jogos do feminino. A partir do meio-dia teremos as anfitriãs da Grã-Bretanha  contra a Nova Zelândia, e o Brasil enfrenta Camarões às 14h45. Na quinta-feira, será a vez do futebol masculino, quando os craques de Mano Menezes enfrentam o Egito, às 15h45.

Neste post farei um comentário geral sobre este evento, inclusive com links interessantes com previsões de especialistas internacionais para o quadro de medalhas e principais vencedores, bem como meus destaques para Londres. Logo trarei minhas tradicionais previsões, especialmente para o Brasil e os principais esportes, pois também tenho grande dificuldade em dar palpite em Levantamento de Peso, Luta Livre, Arco e Flecha e etc.

O jornal americano USA Today apresenta a previsão de medalhas que mais me agrada, com atualização constante desde o início do ano, que pode ser acompanhada neste site. A Sports Illustrated lançou ontem sua previsão na revista impressa, mas ainda não disponibilizou na internet. A ESPN ainda não apresentou seus palpites, o que é uma lástima, mas o blog Sports Myriad faz uma compilação de diversos experts e traz um bom resultado.

Os palpites dos americanos são bastante generosos para o Brasil, e neles nossos atletas trarão de 15 a 25 medalhas de Londres, sendo de 3 a 8 de ouro. Acho que dificilmente chegaremos a eses números, e temo por um desempenho fraco em relação às duas últimas edições, quando o país obteve resultados brilhantes, especialmente em Atenas, quando atingimos o recorde de 5 medalhas de ouro, e ainda perdemos uma provável medalha quando o padre maluco irlandês deu um tackle no maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, no final da prova, o que eliminou nosso corredor que acabou com o bronze.

Acho que o Brasil chega com alguns fortes candidatos a medalhas, especialmente no futebol, natação, vela judô e vôlei, e com boas apostas no boxe. Ao contrário de muitos, torcerei pelo time de futebol masculino, pois gosto da maioria dos jogadores e acho que o time é forte e talentoso, com boa mescla de liderança e experiência mesmo com jogadores jovens. Temos o melhor zagueiro e o melhor lateral esquerdo do mundo, e um ataque excepcional, onde os craques avícolas Pato e Ganso ficam relegados ao banco de reservas, um luxo que nenhuma seleção (olímpica ou não) possui no cenário atual do futebol.

Tenho receio em relação ao sucesso dos principais destaques de Pequim, Michael Phelps e Usain Bolt, que chegam sob grande ameaça de rivais de seus próprios países, como Ryan Lochte e Yohan Blake respectivamente. O time de basquete americano está mais fraco do que em 2008, mas se beneficiará da fase espetacular de LeBron James e Kevin Durant, e leva o ouro. O Vôlei está em aberto e terá pelo menos quatro candidatos ao ouro tanto no masculino quanto no feminino, e o Brasil está entre eles. O ginasta japonês Kohei Uchimura é outro candidato a estrela dos jogos, e considerado barbada para o ouro na competição geral. O inglês Ben Ainslie, arquirival do brasileiro Robert Scheidt, parte para a quarta medalha de ouro seguida, e acho que terá sucesso. O cara é um velejador fora de série e quase um mito do esporte, mesmo com apenas 35 anos de idade. Finalmente, o ícone Roger Federer chega muito forte para conseguir sua segunda medalha de ouro, somando à conquista nas duplas em Pequim, especialmente pelo triste desfalque de Rafael Nadal, que sempre dá um jeito de atrapalhar os planos do suíço nos torneios da ATP.

Espero que tenhamos tempo bom na capital inglesa e que a competição traga recordes e disputas acirradas, com muita emoção.

Oscar 2012

Entrada do Kodak Theatre, palco do Oscar - Oscars.org

Foram apresentados nesta manhã, 24 de janeiro, os candidatos finalistas para o mais importante prêmio do cinema mundial, o Oscar 2012. A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de fevereiro, domingo, às 4 horas da tarde no horário local (Hollywood), 10 horas da noite no Brasil. Será a edição de número 84, e chega com algumas pequenas alterações em relação aos anos anteriores, sendo a principal delas na categoria mais importante, de melhor filme. Essa categoria já havia sofrida grande mudança há dois anos, quando o número de finalistas dobrou dos tradicionais cinco filmes para dez concorrentes. Neste ano, este número ficará entre um mínimo de cinco e um máximo de dez filmes finalistas. Para atingir esta fase, um filme deverá obter pelo menos 5% de votos como número um, na eleição da Academia, onde cada cédula permite um ranking dos filmes por parte de cada eleitor. Este número foi obtido através de uma análise dos votos nas dez últimas edições, quando o quinto colocado recebeu aproximadamente 5% dos votos (os ganhadores receberam cerca de 20% dos votos). Este link descreve as mudanças para este ano, e as razões para tais decisões.

Uma das melhores atrações para esta ano seria a presença (pela primeira vez) de um dos meus comediantes favoritos, Eddie Murphy, como o apresentador da cerimônia, mas devido a uma controversa declaração homofóbica do produtor (Brett Ratner) em novembro, o mesmo decidiu retirar-se da função, e em solidariedade ao produtor e para deixar o suplente à vontade, Murphy abriu mão e teremos, pela nona vez, o também engraçado Billy Crystal no comando do espetáculo. Para quem achava que Crystal estava devidamente aposentado desta tarefa, ele retornará após oito anos, e na minha opinião fará melhor serviço que os últimos apresentadores. Tomara que Murphy seja convidado novamente em 2013, até porque o comentário de Ratner foi bastante banal e não deveria ter causado tamanho furor, mas como todos sabemos, a mídia adora tomar atitudes politicamente corretas em ocasiões como essas, e dá espaço para um bando de hipócritas aparecerem como coitadinhos, vítimas de preconceito. Dizer que ensaio é “coisa de viadinho” no meio de uma entrevista não me parece algo agressivo. Certamente infeliz, mas não agressivo.

A lista dos nomeados apresentou poucas surpresas, e como já se tornou costume desde o crescimento de premiações pré-Oscar nos últimos anos, os favoritos já são conhecidos neste momento. O Golden Globe ocorreu há duas semanas, e neste domingo teremos o Screen Actors Guild, escolhidos pela imprensa internacional e pelo sindicato dos atores respectivamente, e as bolsas de apostas já apresentam suas cotações para os vencedores. Finalmente, no dia 12 de fevereiro, será a vez do BAFTA, com escolha pela importante Academia Inglesa. Nesta página do PartyBets podemos ver que O Artista, comédia muda produzida na França, desponta como franco (perdão pelo trocadilho) favorito à conquista do troféu, chamado de Oscar pois uma funcionária da Academia achou a estatueta parecida com seu tio de mesmo nome. O filme foi nomeado em dez categorias, atrás somente de A Invenção de Hugo Cabret, um filme de aventura em 3D que custou US$150 milhões, absurdas doze vezes mais que o concorrente francês.

Assisti a muito pouco dos filmes concorrentes, li ou ouvi comentários sobre alguns, li livros de outros tantos, e sobre outros não tenho a menor idéia. Como amante dos esportes, havia lido (há muito tempo) e adorado Moneyball, e achei o filme razoável. Não quis assistir The Help mas quem assistiu gostou. Ouvi boas coisas sobre Os Descendentes e pretendo assistir em breve. Achei o livro Extremamente Alto & Incrivelmente Perto MUUUUIIIIIIIITO chato, e acho que o filme certamente será melhor, simplesmente pelos excelentes atores do elenco. Incrível que o livro recebeu tradução literal no Brasil, mas como de costume a cópia do cinema teve seu nome assassinado, tradição brasileira, e foi simplificada por Tão Forte e Tão Perto. Li o primeiro livro da trilogia de Stieg Larsson e não me empolguei a ler o segundo (comprei e está encostado na prateleira), mas assiti às versões suecas dos três filmes e fiquei contente com todos. Pretendo assistir à versão americana mas não sei se Rooney Mara será uma Lisbeth Salander tão interessante quanto a original, incorporada pela sueca Noomi Rapace.

Como não sou cinéfilo ou entendido, e pelo visto as principais categorias parecem definidas, não vejo motivo de dar meus palpites, MAS para não decepcionar meus leitores, aqui vão meus chutes (prometo tentar ser irreverente quando não houver barbada):

Roteiro Adaptado – Alexander Payne (Os Descendentes)

Roteiro Original – Woody Allen (Meia-noite em Paris)

Atriz Coadjuvante – Octavia Spencer (The Help)

Ator Coadjuvante – Christopher Plummer (Beginners)

Atriz – Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Ator – George Clooney (Os Descendentes)

Diretor – Michel Hazanavicius (O Artista)

Filme – O Artista

Ao contrário do que muitos pensam, Meryl Streep não vence um Oscar há 30 anos, apesar de ser nomeada ano após ano, e quem sabe ela consegue conquistar sua terceira estatueta em 2012. Não creio que gostarei do filme sobre Margaret Thatcher, mas tenho certeza que Streep teve uma de suas sempre competentes atuações.

Viver e não ter a vergonha de ser feliz

Decidi utilizar esta frase de início de uma das minhas músicas favoritas, O que é? O que é?, do saudoso Gonzaguinha, como título deste post melado sobre a vida, felicidade, família, amigos e esta época mágica do ano que se aproxima.

Passei esta noite relembrando este ano de 2011, contente com a chegada do Natal que será premiada com a visita dos meus pais e minha sogra, que chegam nos próximos dias. Estou num quarto de hotel ao lado do aeroporto de Dulles, onde as camas são menores que a de casa e eu e a Chris decidimos dormir com as crianças. Como geralmente ocorre nestas situações acabo dormindo com o Rafa, e fico comparando minha relação com ele com aquela com meu pai. Após mais de onze meses, irei revê-lo amanhã, e estou muito contente. Jamais passei tanto tempo sem vê-lo, e por incrível que pareça, este ano de 2011 foi o primeiro que não passei seu aniversário com ele. De todas as datas importantes da família, já havia “perdido” todas durante minha vida, mas jamais o aniversário do meu pai. Sempre tivemos uma relação muito próxima e sou grato por ter relação semelhante com meu filho. Somos companheiros e gostamos das mesmas coisas, de avô a neto, e sei que as próximas semanas serão muito agradáveis para nós três.

2011 foi um ano diferente para mim. Estive no Brasil até o início de janeiro, quando pude rever grandes amigos e a família, e até junho desfrutei da companhia de queridos amigos aqui em Charlottesville. Fomos para Orlando em junho e revimos dois “irmãos”, e logo em seguida tivemos a visita das duas avós aqui em casa, o que nos manteve juntos ao Brasil e  à família por um bom tempo, durante as férias escolares das crianças. Devido a inúmeros problemas burocráticos, ficamos impossibilitados de viajar desde julho, razão pela qual não pudemos retornar ao Brasil neste Natal. Na verdade mal pudemos sair da cidade, e estes últimos meses foram praticamente vividos em nossa casa. Agradeço à Chris por me aguentar neste período, especialmente aos domingos quando o Rafa exige que fiquemos em casa assistindo futebol americano o dia todo (o que não é sacrifício para mim). Em contrapartida, foi um semestre de intensivo convívio entre os quatro, o que sempre é muito bom. E é verdade que fizemos poucas mas boas amizades neste período, curiosamente com dois casais com esposas brasileiras e maridos americanos, com filhas da idade da Helena e que mudaram-se nos últimos meses para o nosso condomínio. Haja coincidência !!!

Ontem foi aniversário da minha linda sobrinha Belinha, e fiquei triste em não poder estar ao lado da família, mas espero poder estar por perto no nascimento da Luisa, nos próximos meses. Conversamos com ela pelo Nextel e vi as lindas fotos da festa pelo Facebook. Apesar de muitos amigos não participarem das redes sociais, muitos o fazem e espero que cada vez mais juntem-se ao Facebook, Twitter, Foursquare e LinkedIn, nem que seja para ter apenas eu como amigo ou seguidor, pois desta forma permitem que eu me sinta por perto.

Saibam que segui seus passos por estas redes, bem como pelo site da Copa Sírio, MSN, Skype, etc. Muitos mantiveram contato através dos embates do fantasy, que neste ano incluíram basquete e o futebol americano. Desde 2008, quando vim pros EUA, perdi diversos casamentos (dois em 2011), nascimento de filhos, cirurgias e sustos por enfermidades, e também momentos de felicidade e superação. Não cheguei a torcer, mas fiquei até satisfeito com o título do Corinthians por saber como tornaria meu afilhado feliz. E estava torcendo para o Santos obter um milagre e vencer o Barça nesta manhã, mas enquanto escrevo vejo o massacre na outra metade da tela, com os 3×0 do intervalo que devem ter trazido dor de cabeça e revolta aos iludidos da baixada, que gastaram dez mil dólares para ir até o outro lado do mundo passar frio e participar deste vexame.

Tenho que desligar pois minha sogra deve estar passando pela imigração em breve e precisamos estar prontos. Vou acordar as crianças. Um abraço a todos e que tenham um Feliz Natal e Espetacular 2012 !!!

Basquete em alta nas próximas semanas

Marcelinho Huertas, principal destaque do Brasil - José Jiménéz/FIBA Americas

Começaram nesta semana duas das principais competições internacionais de basquete, os campeonatos americano e europeu de basquete entre seleções, chamados respectivamente de FIBA Americas Championships e FIBA Europe Championships, este último tradicionalmente chamado de EuroBasket.

Infelizmente estas competições bienais não recebem tanto destaque pelo título, mas sim pelo fato de que servem como classificatória para as principais competições internacionais, o Mundial e os Jogos Olímpicos. As competições desta ano são as mais disputadas, pois dão vagas para os Jogos Olímpicos de Londres – 2012, que possui mais prestígio do que o Campeonato Mundial, que ano passado foi realizado na Turquia, que fez ótima campanha até a final, quando foi facilmente derrotada pelo Dream Team Light dos Estados Unidos, com um time jovem mas muito comprometido, liderado por estrelas como Kevin Durant e Derrick Rose.

Outro fator que torna estas “eliminatórias” mais interessantes está no número de seleções que participam nas duas competições. Devido ao menor tempo para disputa e concentração em uma única cidade, a competição olímpica está limitada a 12 países, enquanto o mundial da FIBA é disputado pelo dobro de seleções. A seleção da Grã-Bretanha (o COI insiste em tratar os países da ilha como um só), após muita discussão devido à ínfima representatividade dentro do basquete, recebeu uma das vagas como o país-sede, e uma outra vaga foi garantida pelos EUA com a conquista do mundial em 2010. As dez vagas restantes vão para os vencedores dos torneios continentais (África, Ásia, Américas, Europa e Oceania). As Américas e a Europa recebem uma vaga extra cada, e as três vagas restantes serão disputadas no ano que vem, em um torneio pré-olímpico nas vésperas dos jogos, em local ainda indefinido. Pela força infinitamente superior aos demais continentes, creio que estas vagas fiquem todas para equipes européias, portanto as seleções das demais regiões precisam garantir-se nos seus próprios torneios.

A seleção brasileira de basquete masculino não participa dos Jogos Olímpicos desde 1996, e apesar de ainda não convencer, tem apresentado um basquete competitivo nos últimos anos, endurecendo a maioria das partidas, mesmo contra adversários difíceis. Por pouco que não vencemos os americanos no mundial de 2010, na única partida em que os eventuais campeões foram ameaçados em todo o torneio. Como já vem ocorrendo há muito tempo, o Brasil não contará com seu principal jpgador, o ala-pivô Nenê, craque do Denver Nuggets, que sempre enfrente (ou inventa) uma dificuldade quando é hora de defender o Brasil em competições internacionais. Desta vez a desculpa é, na minha opinião, razoável, pois Nenê está sem contrato e deve assinar uma mega-renovação até o final do ano, já que atualmente é considerado um dos melhores jogadores de força da NBA, e será disputado com muito afinco por diversos times, e na minha opinião acabará ficando mesmo em Denver, onde tem o apoio de um dos melhores treinadores em George Karl, e é adorado pela torcida pelo empenho e qualidade que demonstra em todas as partidas. Outros desfalques são o peladeiro Leandrinho e o encardido Anderson Varejão, que são importantes pelo poderio ofensivo (Leandrinho) e defensivo (Varejão), bem como pela grande experiência internacional, algo que ainda falta para nossa seleção.

A Argentina é o país-sede e o melhor time deste torneio, e não creio que perca nenhuma partida, pois vem praticamente com sua força máxima, inclusive os excelentes Manu Ginobili, Luis Scola e o clone do Artur, Carlos Delfino. O Brasil precisa evitar um confronto com os hermanos na semifinal, que é a verdadeira decisão desta competição, já que os dois finalistas classificam-se para Londres. Os principais adversários para esta segunda vaga são caribenhos, os sempre difíceis jogadores de Porto Rico e a reforçada República Dominicana, pois o Canadá está com um time enfraquecido e a Venezuela um pouco idosa. Porto Rico será a grande pedra no sapato brasileiro, e provável adversário da decisiva semifinal, e conta com seu líder Carlos Arroyo e o infernizante JJ Barea, campeão da NBA com o Dallas Mavericks. Os dominicanos têm um grande jogador em Al Horford, e estão sob comando de John Calipari, um dos principais treinadores e celebridades esportivas do país. Meu palpite sobre as vagas:

Jogos Olímpicos – Argentina e Brasil

Pré-Olímpico – Porto Rico, República Dominicana e Canadá

O torneio europeu é incomparável ao americano, com 24 seleções repletas de astros da NBA, especialmente o alemão Dirk Nowitzki, os espanhóis Pau e Marc Gasol e o francês Tony Parker. Esta tradicional competição é disputada desde 1935, com amplo domínio russo (inclui URSS), que a conquistou em 14 ocasiões, contra 8 da Sérvia (inclui Iugoslávia), e ambas estão muita à frente das demais seleções no ranking de títulos. Outra curiosidade está na dificuldade recente de conquista por países-sede, que não vencem desde 1993, mesmo com forças como Espanha, Sérvia e Grécia tendo organizado torneios ultimamente.

Aqui vão meus palpites para os oito classificados para a fase mata-mata, e no final aquelas seleções que alcançam as vagas:

Quadrifinalistas – Espanha, Lituânia, Sérvia, França, Grécia, Eslovênia, Rússia e Bósnia e Herzegovina

Jogos Olímpicos – Espanha e Lituânia

Pré-Olímpico – Sérvia, França, Grécia e Eslovênia

A vaga da África foi uma zebra, com a conquista da Tunísia nesta semana. Acho que não teremos surpresas na Oceania e Ásia, com vagas para Austrália e China respectivamente.

Boa sorte Brasil !!!

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