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Dos a Cero e as Eliminatórias da Copa do Mundo 2014

Piada dos americanos com a maldição do Dos a Cero

A Copa do Mundo de 2014, a ser disputada no Brasil, conheceu mais cinco países classificados após a rodada de ontem das eliminatórias continentais, e o número de classificados chegou a dez. Após a classificação dos quatro asiáticos (Japão, Coréia do Sul, Austrália e Irã) em junho e do Brasil como país-sede, setembro nos presenteou com alguns dos principais candidatos ao título do torneio, além de deixar outras importantes seleções com vagas praticamente garantidas, caso da atual campeão Espanha, da fortíssima Alemanha e de outros bons times como Colômbia, Chile, Bélgica, Suíça e Rússia. As vagas de ontem foram da nossa principal rival (Argentina), da seleção que nos eliminou na última Copa (Holanda) e daquela que pode empatar conosco em títulos (Itália), além dos Estados Unidos e Costa Rica, que estão disparados na liderança da CONCACAF.

Além das vagas obtidas, vale mencionar a situação triste em que algumas seleções se encontram, especialmente no caso de Paraguai e México, que não conseguem vencer ninguém que preste, e do jeito que as coisas caminham somente conseguirão a vaga com um milagre.

O sufoco mexicano está recheado de sofrimento e curiosidades, e dariam um perfeito enredo para um pastelão tragicômico,  igual as novelas do país asteca. E para piorar, foram mais uma vez derrotados, sem piedade, pelos rivais do Norte, num jogo que teve requinte de sadismo nos momentos finais, reforçando a maldição que dura desde o início do século, chamada de Dos a Cero pelos norte-americanos.

O Dos a Cero surgiu após seguidas vitórias dos EUA sobre o México, pelo placar de 2×0, em importantes disputas na última década. Soma-se à curiosidade do placar o fato dos EUA terem disputados as quatro últimas partidas diante dos rivais na cidade de Columbus, no Estado de Ohio, fincado no coração do meio-oeste americano, um local relativamente remoto e desprovido da imensa colônia mexicana que permeia todo o país, e especialmente os Estados do Sul e do extremo Oeste americano.

A escolha de Columbus foi fruto da pressão de Bruce Arena, técnico dos EUA, nas Eliminatórias para a Copa de 2002, que estava (corretamente) incomodado com o fato de sempre que os EUA enfrentavam o México, geralmente na Califórnia, o estádio tinha 95% de torcida mexicana. Era quase igual enfrentar o rival no famoso Estádio Azteca, e os mexicanos sentiam-se em casa. O pequeno estádio de Columbus, com capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores, acabou dando certo, especialmente pela prioridade de compra dos ingressos para os seguidores do time local, o Columbus Crew, o que inibe a possibilidade de mexicanos adquirirem ingressos. No jogo de ontem, ingressos estavam sendo vendidos por volta de US$500 no mercado negro.

Outro fator que colabora com a escolha de Columbus está no clima. Apesar da partida de ontem ter sido disputada no verão, os jogos de 2001 e 2009 caíram em fevereiro, com temperaturas abaixo dos zero graus Celsius, algo que os mexicanos não estão acostumados, fato que aumenta ainda mais a vantagem dos ianques.

Donovan, o comandante dos EUA – FIFA.com/Getty Images

O jogo de ontem trazia um componente raro. O México está em fase horrível e correndo sérios riscos de não se classificar para a Copa, algo raro na fraquíssima CONCACAF. E os EUA praticamente garantiriam a vaga com uma vitória. Após um primeiro tempo fraco, o time da casa, muito bem comandado pelo excelente treinador e ex-craque alemão Jurgen Klinsmann, superou seus grandes desfalques (o volante Michael Bradley e o atacante Jozy Altidore, os melhores jogadores do time) e passou por cima dos visitantes. Chegou aos 2×0 com Landon Donovan aos 33 e teve a oportunidade de fazer o terceiro, quando Clint Dempsey sofreu um pênalti aos 48 minutos da etapa final. Dempsey, o capitão do time, pegou a bola e o resultado pode ser visto neste link. Existe alguma dúvida de que ele tenha errado por querer, para preservar a mística da maldição do Dos a Cero ? Vejam o tweet de Cobi Jones, ex-jogador americano sobre o ocorrido. Eu achei demais, e Dempsey certamente deu um presente aos seus torcedores com este pênalti desperdiçado. Agora é esperar para o eventual confronto de 2017, certamente em Columbus, entre os países, nas eliminatórias para a Copa da Rússia. A não ser que eles se enfrentem no ano que vem, pois na única vez que americanos e mexicanos se enfrentaram em uma Copa do Mundo, nas oitavas-de-final da Copa de 2002, a cidade coreana de Jeonju tinha algo de Columbus. Adivinhem qual foi o placar deste jogo ?

Tabela da Copa 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014 - FIFA.com

Faltando menos de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014, a FIFA anunciou na semana passada o formato da competição, e a tabela completa da Copa no Brasil. A tabela seguiu o memso formato das últimas quatro edições, quando foi aumentada para 32 seleções, e apesar das solicitações para que retornasse ao modelo de sedes fixas para os grupos, especialmente num país das dimensões do Brasil, a FIFA manteve o pinga-pinga entre os jogos, o que obrigará algumas seleções (especialmente o Brasil) a viajarem milhares de quilômetros entre as sedes do Sul e Norte do país.

Como paulistano, fico feliz com o fato da abertura ser em São Paulo, no que será a única partida da seleção na cidade. Tomara que seja contra um adversário bem fraco e que o time jogue bem, caso contrário o risco de vaias, bandeiras atiradas no gramado e baixaria é bem grande, fato que causará grande polêmica durante a competição, certamente com repercussão internacional. Me surpreendeu o fato do Brasil não atuar no Maracanã em nenhuma partida, independente da colocação no já definido Grupo A, até a decisão, que será no mesmo palco da tragédia de 1950. Achei um erro da organização, seja da CBF, COL ou FIFA, pois acho que o Brasil deveria jogar no Rio de Janeiro ao menos uma vez antes da final, que pode muito bem ser disputada por outras seleções.

Minha surpresa ficou para o privilégio recebido por Belo Horizonte e Fortaleza, que provavelmente receberão duas partidas da Seleção Brasileira, e pela quantidade de jogos em Brasília, que ao lado do Rio de Janeiro será a única sede com sete partidas. Aprovei o fato de termos apenas quatro partidas nas desnecessárias Manaus, Cuiabá e Natal, bem como o baixo número de jogos nas sedes do Sul, pois existe grande chance de termos baixas temperaturas durante a disputa da Copa. Para piorar a situação das cidades desprestigiadas, além de poucos jogos eleas ficaram com aqueles de menor importância, pois cada uma delas verá apenas um cabeça-de-chave durante a primeira fase, enquanto as principais sedes terão três partidas de cabeças-de-chave, algo que poderia ter sido evitado com uma equilibrada divisão e duas partidas das principais seleções em cada uma das doze sedes. Para confirmar ainda mais a diferença entre as cidades, a FIFA confirmou as queridinhas como palco da Copa das Confederações de 2013, que servirá de ensaio para o torneio de 2014.

Aproveito para trazer uma ótima novidade que a FIFA apresentou no mês passado, em seu site oficial, que é uma página moderna e repleta de funções interessantes para o meu querido Ranking da FIFA, que agora lista o detalhamento da pontuação dos países e as próximas partidas que serão disputadas, onde o usuário pode estimar a pontuaçõ futura com diversos resultados e prever a evolução do ranking.

Quem se classifica para a Copa do Mundo de 2014 ?

Ronaldo sorteando mais um país europeu - Getty Images

O sorteio das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 foi realizado, com grande pompa, na tarde do último sábado, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de inúmeras celebridades brasileiras e internacionais, principalmente do mundo do futebol, mas também políticos e artistas, que adoram uma oportunidade como essa para aparecer. O evento não foi transmitido pela TV aqui nos EUA, mas pude acompanhar pela internet, no ESPN3.com. Como tinha mais o que fazer, só assiti o finalzinho, pois o único interesse que tinha era de acompanhar o sorteio da UEFA, onde poderia haver grande emoção com a presença da França no pote número dois, deixando de ser cabeça-de-chave em detrimento de potências futebolísticas como Grécia e Noruega.

Como discuti no post anterior, gosto do Ranking da FIFA e o considero um bom retrato da realidade do futebol. Apesar disso, não sei se a utilização deste ranking, em um momento isolado, é a forma mais eficiente de divisão das seleções para um sorteio tão importante como o das eliminatórias da Copa do Mundo, principalmente na UEFA, onde as seleções estão sempre muito próximas em pontos. Creio que deveria levar em conta o histórico de médio prazo dos países em grandes competições, mundiais e continentais, pois desta forma a França provavelmente estaria na frente da Noruega, e Montenegro não seria uma das seleções top da Europa. Mesmo tendo feito um péssimo papel na última Copa do Mundo, a França ao menos participou da competição, foi vice em 2006, e lidera seu grupo nas eliminatórias da Euro 2012.

Para agravar mais a situação, a França foi sorteada no último grupo europeu, e no final do sorteio chegou o maior suspense. O gorducho Ronaldo era quem selecionava as bolinhas vermelhas, e sobraram apenas Inglaterra e Espanha para os últimos dois grupos. Um deles tinha Montenegro como principal adversário, e o outro a França. E não é que os ingleses se safaram e deixaram os espanhóis, disparados os melhores do mundo na atualidade, de presente para Les Bleus. Foi um sorteio infeliz para ambos países, mas acho que muito mais para os franceses, que dificilmente serão páreo para a Fúria.

A única confederação que não participou do sorteio, como já ocorre há várias edições, foi a sul-americana CONMEBOL, onde a forma de disputa prevê dois turnos entre todos os países e pontos corridos. E com o Brasil sendo país-sede e já estar garantido, nossos vizinhos ganharam mais uma vaga de bandeja. Serão os mesmos quatro classificados de sempre, mas uma vaga em disputa numa repescagem contra seleções da Ásia (AFC), Américas (CONCACAF) e Oceania (OFC). Os asiáticos também possuem quatro vagas garantidas, e na CONCACAF somente três vão direto para a Copa. Um país da OFC recebe o direito da repescagem, vaga que dificilmente deixará de ser da Nova Zelândia, pois os adversários da região são uma verdadeira piada, meras ilhotas no meio do Oceano Pacífico.

Os principais embates serão travados na UEFA e na África (CAF), que possuem 13 e 5 vagas respectivamente, o que comparado ao talento de suas seleções é um número pequeno, principalmente na Europa. Os europeus foram divididos em nove grupos e apenas o vencedor se garante em 2014. O pior segundo colocado está fora, e os oito vice restantes disputam uma repescagem em mata-mata. Ainda não sabemos se estas seleções da repescagem serão rankeadas, como no polêmico sorteio para a Copa de 2010, mas creio que isso se repetirá, para dar maior chance aos mais fortes contra seleções que se beneficiaram por grupos fraquinhos.

Por falar em grupos fraquinhos, a parte triste do sorteio foi ver dois grupos ridículos na eliminatórias da UEFA, que darão uma vaga para duas seleções medíocres. São esses os grupos E e G, liderados por Noruega e Grécia respectivamente, e com principais coadjuvantes sendo Eslovênia, Bósnia, Suíça e Eslováquia. Em contrapartida, além do grupo I com Espanha e França, temos um complicado grupo B com Itália, Dinamarca e República Tcheca. Nos outros existem uma ou duas seleções bem acima das demais, e principalmente Holanda e Inglaterra não devem ter nenhum problema para classificar.

A eliminatória africana será, na minha opinião, a melhor de todas. As equipes estão divididas em dez grupos de quatro seleções, e apenas o vencedor passa para a última fase, que será um mata-mata que classificará os cinco vencedores para o Brasil. Espero que haja uma divisão por ranking para esse mata-mata, mas até agora nada foi dito, da mesma forma que no caso da UEFA. Seria uma pena que fôssemos obrigados a ver uma das forças da África sendo eliminada, e deixando uma seleção mais fraquinha, mas com sorte nas bolinhas do sorteio, jogando em 2014.

Como adoro dar palpites, aqui vão meus 32 classificados para a Copa do Mundo de 2014, divididos por Confederação:

CAF – Costa do Marfim, Egito, Gana, Burkina Faso e Senegal

AFC – Japão, Coréia do Sul, Austrália, Irã e Uzbequistão

UEFA – Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Portugal, Rússia, Croácia, Sérvia, Suíça, Eslováquia, Turquia e Suécia

CONCACAF – Estados Unidos, México e Honduras

CONMEBOL – Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Venezuela e Paraguai

Daqui a dois anos e meio voltarei para ver quantos acertei ? Aguardo os palpites de vocês aqui nos comentários abaixo.

Brasil correndo perigo no Ranking da FIFA

Brasileiros deixam o campo após eliminação - Getty Images

A FIFA apresentou seu aguardado e importante Ranking na manhã de hoje, e apesar de não trazer grandes surpresas, deu uma chacoalhada em alguns países, como já ocorrera na edição de junho, devido à disputa de importantes competições regionais como a Copa Ouro (CONCACAF) e a Copa América (CONMEBOL).

A seleção do México foi quem mais alternou nestes últimos meses, pois conquistou a Copa Ouro e ganhou 19 posições em junho, chegando na nona posição. Mas o desempenho fraco na Copa América, com seu time C, fez com que os mexicanos despencassem onze posições na edição de julho. Os vizinhos dos Estados Unidos também sofreram bastante, caindo seis posições em julho, e agora estão na trigésima posição, pior colocação deles em três anos. Isso ocorreu pela perda de relevância dos bons desempenhos na Copa do Mundo em 2010 e na Copa das Confederações em 2009, bem como pelos resultados ruins na última Copa Ouro, quando conseguiram perder do Panamá na primeira fase.

O outro lado da moeda apresentou a disparada do Uruguai, após o merecido título da Copa América. Os celestes atingiram a melhor colocação desde o início do Ranking da FIFA, com o quinto lugar, colados no Brasil. As trezes posições ganhas pelo Uruguai ficaram pequenas diante das 16 do Chile, 24 do peru e 29 da Venezuela, que aparentemente chegou no grupo das seleções competitivas, com o belíssimo desempenho na Copa América. Ficou claro que um dos facilitadores deste pulo por parte de algumas sleeções foi o México, que com seu timinho perdeu suas três partidas na Argentina, dando pontos importantes para Uruguai, Chile e Peru no Ranking.

Isto ocorreu devido ao formato de cálculo dos pontos (P) do Ranking da FIFA, que é obtido pela multiplicação de quatro fatores:

M: Resultado da partida (3 pontos por vitória, 2 por vitória nos pênaltis, 1 por empate ou derrota nos pênaltis, e zero nas derrotas)

I: Importância da partida (4 em Copas do Mundo, 3 nas Copas Continentais e das Confederações, 2,5 em Eliminatórias e apenas 1 em amistosos)

T: Nível do Adversário, baseado no Ranking da FIFA (2 para o líder, 1,5 para número 50, 1 para o número 100 e 0,5 para qualquer time abaixo do número 150)

C: Nível da Confederação das Equipes, baseado no desempenho nas três últimas Copas do Mundo(1 para UEFA e CONMEBOL até 0,85 para AFC e OFC)

Considero este um critério bastante justo e eficiente, onde a FIFA acertou o modelo do Ranking em 2005, e aparentemente não pretende alterá-lo tão cedo. Este sistema oferece grande vantagem para o vencedor da partida, o que por si só torna-se correto. Outro fator bastante justo está no nível do adversário, que recompensa os resultados mais difíceis. Os demais fatores geram alguma polêmica, pois a diferença de peso entre as confederações poderia ser um pouco maior, já que as equipes da Oceania não são apenas 15% inferiores às da Europa. E nem as sulamericanas merecem o mesmo peso das européias, na minha opinião.

Por fim, a importância da partida. Considero este fator razoavelmente equilibrado, com importância para partidas que valem alguma coisa, mas acho que ainda deveria incluir um outro nível, distinguindo entre partidas das fases iniciais e finais das competições oficiais. A derrota da líder Espanha para a Suíça na primeira partida da Copa de 2010 recebeu o mesmo peso que a vitória sobre a Holanda na final. Mas este não é o único problema deste fator I. E é nele que o Brasil provavelmente será significativamente prejudicado nos próximos anos, como ocorreu com a Alemanha entre 2005 e 2006 e com a África do Sul entre 2008 e 2010. Também vêm sendo afetadas as seleções da Ucrânia e Polônia (sedes da Euro 2012) desde o final de 2010. O que estas seleções têm em comum ? Foram, ou serão, sede de grandes competições internacionais, que requerem a disputa de eliminatórias, cujas partidas possuem peso 2,5 e são disputadas durante longo período. Os países-sede ficam livre destas disputas, e neste período disputam apenas amistosos, com peso 1, e muitas vezes contra adversários mais fracos. Países da CAF e CONCACAF aidna se beneficiam, como ocorria na CONMEBOL até 2007, de disputarem copas regionais a cada dois anos.

Devido à Copa do Mundo de 2014, o Brasil terá apenas amistosos entre o mês de agosto de 2011 e junho de 2013, com a disputa da Copa das Confederações, para somar seus preciosos pontos no Ranking. Finalmente, o último cálculo para o Ranking leva em conta as partidas mais recentes. Os jogos dos últimos doze meses contam 100%, que se reduzem para 50%, 30% e 20% nos doze meses subsequentes. Desta forma, em junho de 2013 o Brasil terá um ano de amistosos a 100%, outro de amistosos a 50%, um ano de maus resultados em amistosos e na fracassada Copa América de 2011 a 30%, e apenas 20% para o último ano da criticada mas bem-sucedida fase sob comando de Dunga. A não ser que a CBF agende somente jogos difíceis, e ao contrário dos últimos confrontos o Brasil consiga ganhar de algum time ao menos razoável, existe o risco de despencarmos muito no Ranking da FIFA nos próximos dois anos. Mais uma razão para descermos a lenha (mesmo que sem o menor impacto) no querido presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Resta torcer para que consigamos um milagre contra a Alemanha, daqui a algumas semanas em Stuttgart, e depois no dia 11 de outubro, também fora de casa, contra o México, aí sim um jogo um pouco mais fácil, mas que também pode apressar a queda caso nosso “excelente” treinador Mano Menezes continue seu ótimo desempenho na seleção canarinho.

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