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O futebol brasileiro no segundo semestre de 2015

Dunga na última convocação da Seleção Brasileira (André Durão/Globo.com)

O segundo turno do Brasileirão 2015 começou no último final de semana, e as 20 rodadas até aqui disputadas demonstram um grande equilíbrio e baixíssimo nível técnico, com exceção dos líderes Corinthians e Atlético-MG, que ainda apresentam um futebol um pouco mais constante e elevado em relação aos demais. A outra exceção fica por conta do Vasco, que consegue se destacar pelo futebol absurdamente ridículo que apresenta, estando no seu terceiro treinador e que provavelmente não será o último até o final da competição, onde o rebaixamento é quase certo. O clube, que já foi grande mas teima em ressuscitar dinossauros como Eurico Miranda, deve ser o primeiro “grande” a ser rebaixado pela terceira vez desde a criação do formato em pontos corridos. O Vasco quase chegou ao título em 2011 mas mesmo assim seus sócios decidiram implodir o trabalho, aparentemente sério apesar do pouco sucesso, vinha sendo tentado pelo ex-presidente Roberto Dinamite, e o futuro do clube é bastante sombrio.

O Corinthians começou mal, mas não perde desde a oitava rodada, com 12 partidas invictas. Alcançou uma pontuação altíssima no primeiro turno (40 pontos) e fará a maior parte dos jogos difíceis do segundo turno no Itaquerão, com exceção do confronto com o Galo, que deverá ser disputado no Mineirão, na provável decisão, no dia 1o de novembro. Nas últimas rodadas o time começou a fazer muitos gols e nem parece uma equipe comandada por Tite, com tanto poder ofensivo. Não acredito que o título escape do Corinthians, pois o Galo é muito irregular para uma competição em pontos corridos, seu estilo é mais adequado para mata-mata.

A Copa do Brasil também “começou” de fato na semana passada, com a entrada dos clubes que disputavam a Libertadores, e nesta semana conheceremos os oito classificados para as quartas-de-final. O Galo deve recuperar a forma e vencer o Figueirense, e o Corinthians não deve reverter a vantagem do Santos, um time com ataque forte e que recuperou a boa forma do Paulista. Acredito na classificação do Internacional, Grêmio, Paysandu, Palmeiras e Vasco. Para finalizar, por mais que considere um horror o estilo e a postura do fraquíssimo Juan Carlos Osorio, na minha opinião o pior treinador que já comandou meu Tricolor, creio numa classificação frente ao Ceará, principalmente pela fragilidade de um timeco que está, disparadamente, na lanterna da Série B do Brasileiro. Mesmo que avance, o São Paulo não deverá ir muito longe e eu penso que os favoritos na Copa do Brasil sejam o Santos e o Internacional. Se tiver que escolher um, vou de Peixe.

A Seleção Brasileira deu mais um vexame na Copa América, mas não dava para esperar muito mais após outra palhaçada do Neymar, e a presença de jogadores patéticos e que jamais deveriam voltar a vestir a amarelinha, como Thiago Silva e Daniel Alves, além de jogadores fracos como Everton Ribeiro, Fred, Fabinho e Geferson (com este nome nem deveria poder jogar !!!). Gostei bastante da convocação para os próximos amistosos, especialmente da presença dos dois Lucas (Lima e Moura) e o retorno de Hulk. Considero a presença de Kaká como algo pontual portanto não vou reclamar nem elogiar, mas ele não tem muito o que acrescentar à Seleção e espero que não seja mais convocado. Lamento muito o fato de Coutinho não ter sido chamado, pois creio que ele seja um dos poucos expoentes que temos em grandes clubes, na parte ofensiva. Eu gostaria muito que Dunga jamais devolvesse a faixa de capitão, e que nunca deveria ter sido oferecida, ao Neymar, quando ele puder jogar novamente nas Eliminatórias, na dificílima partida contra a Argentina, pela terceira rodada, em novembro.

Nosso único craque desfalcará a Seleção nas duas primeiras rodadas, contra Chile fora de casa e Venezuela em Fortaleza. Nossa última partida de 2015 será contra o Peru, em Salvador, e tenho grande preocupação quanto aos resultados do time neste início de Eliminatórias. Acho que podemos conseguir 7 pontos mas também não me surpreenderia se atingíssemos apenas 4 pontos, com duas derrotas fora de casa em um empate contra Peru ou Venezuela. Não acho que ficaremos fora da Copa da Rússia em 2018, mas tenho certeza que o caminho será bastante sofrido.

A realidade é que nosso futebol, grande e vistoso, cheio de craques dando show pelo mundo, não existe mais. Ainda seremos um país com times razoáveis e um outro bom jogador aqui e acolá, mas é bom que reconheçamos que, a não ser que as coisas mudem de forma rápida e muito forte, a queda ainda continuará por muito tempo e a distância frente aos europeus irá aumentar de forma gigantesca. Sorte de quem pode acompanhar o futebol brasileiro, seja nos estádios, ou através do rádio ou televisão, entre 1950 e o início dos anos 2000. Daqui pra frente eu recomendo aos que gostam de futebol, escolher uma equipe européia para torcer, mesmo que ainda simpatizando com nossos timecos locais, para que possa ao menos acompanhar boas partidas.

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Retrospectiva 2011 – Futebol Brasileiro

Ronaldinho após golaço contra o México - Mowa Press

O ano de 2011 manteve a recente tendência do futebol brasileiro, e mais uma vez apresentou resultados e produção medíocre, algo preocupante para o “país do futebol”. A seleção principal continuou apresentando resultados pífios sob comando do fraco Mano Menezes, a seleção feminina jogou muito mal na Copa do Mundo e, apesar de não valer nada, os “catados” que foram para Guadalajara disputar o Pan também deram vexame. O lado positivo ficou para as seleções de base, onde a sub-17 chegou na semifinal do mundial, e a sub-20 retomou a tradição vitoriosa do Brasil com a conquista do penta, na vitória emocionante sobre Portugal. Como previ neste post de julho, o Brasil caiu pelas tabelas no Ranking da FIFA, batendo no sétimo posto no mês de setembro, e encerrando o ano na sexta posição. Sem competições oficiais pela frente nos próximos dois anos e meio, duvido que consigamos nos manter entre os dez primeiros no futuro.

O futebol apresentado pelos clubes também continuaram em baixa durante 2011. Logo de cara atingimos novo recorde negativo, com a eliminação de um clube brasileiro na fase pré-Libertadores, quando o Corinthians perdeu para o “forte” Tolima. Este fiasco acabou ajudando o clube, pois apressou a saída dos dinossauros Roberto Carlos e Ronaldo, que vinham prejudicando o time com muita fama e pouca bola. Os demais brasileiros na Libertadores também foram muito irregulares, e tivemos apenas o Cruzeiro com bom desempenho na primeira fase. Santos e Fluminense penaram e quase caíram fora no começo, e a troca de treinador (Muricy Ramalho) acabou por selar o futuro de ambas equipes na competição. O Peixe conseguiu acertar a defesa nas mãos de Muricy e, aos trancos e barrancos, chegou ao terceiro título após quase 40 anos. Mesmo com o título mais importante do continente, considero o Santos o segundo melhor time brasileiro em 2011, atrás do surpreendente Vasco da Gama, que renasceu das cinzas com resultados excelentes durante todo o ano. O clube acertou o time durante o estadual, conseguiu o reforço de um dos maiores ídolos do clube, Juninho, durante o primeiro semestre e conquistou merecidamente a Copa do Brasil. No Brasileiro, manteve-se na cola do eventual campeão (Corinthians) durante todo o campeonato, e caso fosse o campeão seria tão merecido quanto o rival de São Paulo. Ainda foi o único brasileiro a representar com dignidade as cores nacionais na insossa Sul-Americana, caindo na semifinal frente o eventual campeão, o Universidad de Chile. Meu terceiro colocado no ranking dos clubes brasileiros de 2011 é o campeão nacional, Corinthians, que apesar do fiasco do início do ano, recuperou-se com o vice-campeonato estadual e o título nacional, com futebol feio mas altamente competitivo (muito parecido com aquele apresentado pelo São Paulo no tricampeonato 2006-2008) e liderando a competição por 2/3 das rodadas.

Voltando à seleção, continuamos na draga que nos coloca mos desde 2010, com uma eliminação ridícula na Copa América, onde ganhamos apenas um dos quatro jogos disputados, e fomos eliminados numa vergonhosa disputa de pênaltis frente o Paraguai, quando os brasileiros erraram as três cobranças executadas. Apesar de perdermos apenas duas das 16 partidas do ano, contra as fortes França e Alemanha como visitante, e termos vencido nove jogos, uma análise dos resultados e, principalmente dos adversários enfrentados, gera preocupação, pois ganhamos e empatamos contra timecos, e muitos dos jogos foram de pouca ou nenhuma relevância para o desenvolvimento de um time nesta fase inicial de preparação para a Copa do Mundo de 2014. Meu destaque ficou para a vitória sobre o México, em outubro, quando jogamos na casa deste adversário que recentemente nos dá bastante trabalho, e enfrentamos imensas dificuldades como o gol contra no comecinho do horrível zagueiro David Luiz, e ainda teve um pênalti contra no primeiro tempo, quando para piorar sofreu a expulsão de Daniel Alves. Quando tudo parecia caminhar para um desastre, o goleiro Jefferson defendeu a cobrança e o Brasil, com um a menos, obteve a virada com dois golaços, de Ronaldinho Gaúcho e Marcelo. Foi a melhor atuação da seleção sob comando de Mano desde que assumiu o time.

Para finalizar, minha maior tristeza em relação à seleção está no fato de que Mano será o comandante do time nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Acho lamentável que o competente Ney Franco tenha que abrir espaço para Mano, pois ele comandou com maestria o Brasil no Sul-Americano e no Mundial sub-20, especialmente neste último, quando por incompetência de Mano e da CBF, atuamos sem Lucas e Neymar, desnecessariamente convocados para a Copa América. O principal trunfo do Brasil está no fato de que nossos arquirivais, e atuais bicampeões olímpicos, argentinos não conseguiram a vaga para Londres, e pode ser que a tão sonhada medalha de ouro venha para o Brasil em 2012.

Tabela da Copa 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014 - FIFA.com

Faltando menos de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014, a FIFA anunciou na semana passada o formato da competição, e a tabela completa da Copa no Brasil. A tabela seguiu o memso formato das últimas quatro edições, quando foi aumentada para 32 seleções, e apesar das solicitações para que retornasse ao modelo de sedes fixas para os grupos, especialmente num país das dimensões do Brasil, a FIFA manteve o pinga-pinga entre os jogos, o que obrigará algumas seleções (especialmente o Brasil) a viajarem milhares de quilômetros entre as sedes do Sul e Norte do país.

Como paulistano, fico feliz com o fato da abertura ser em São Paulo, no que será a única partida da seleção na cidade. Tomara que seja contra um adversário bem fraco e que o time jogue bem, caso contrário o risco de vaias, bandeiras atiradas no gramado e baixaria é bem grande, fato que causará grande polêmica durante a competição, certamente com repercussão internacional. Me surpreendeu o fato do Brasil não atuar no Maracanã em nenhuma partida, independente da colocação no já definido Grupo A, até a decisão, que será no mesmo palco da tragédia de 1950. Achei um erro da organização, seja da CBF, COL ou FIFA, pois acho que o Brasil deveria jogar no Rio de Janeiro ao menos uma vez antes da final, que pode muito bem ser disputada por outras seleções.

Minha surpresa ficou para o privilégio recebido por Belo Horizonte e Fortaleza, que provavelmente receberão duas partidas da Seleção Brasileira, e pela quantidade de jogos em Brasília, que ao lado do Rio de Janeiro será a única sede com sete partidas. Aprovei o fato de termos apenas quatro partidas nas desnecessárias Manaus, Cuiabá e Natal, bem como o baixo número de jogos nas sedes do Sul, pois existe grande chance de termos baixas temperaturas durante a disputa da Copa. Para piorar a situação das cidades desprestigiadas, além de poucos jogos eleas ficaram com aqueles de menor importância, pois cada uma delas verá apenas um cabeça-de-chave durante a primeira fase, enquanto as principais sedes terão três partidas de cabeças-de-chave, algo que poderia ter sido evitado com uma equilibrada divisão e duas partidas das principais seleções em cada uma das doze sedes. Para confirmar ainda mais a diferença entre as cidades, a FIFA confirmou as queridinhas como palco da Copa das Confederações de 2013, que servirá de ensaio para o torneio de 2014.

Aproveito para trazer uma ótima novidade que a FIFA apresentou no mês passado, em seu site oficial, que é uma página moderna e repleta de funções interessantes para o meu querido Ranking da FIFA, que agora lista o detalhamento da pontuação dos países e as próximas partidas que serão disputadas, onde o usuário pode estimar a pontuaçõ futura com diversos resultados e prever a evolução do ranking.

Futebol brasileiro caindo pelas tabelas

Neymar disputa bola com o alemão Träsch, em mais uma derrota da Seleção- Reuters

Ouvi de um amigo, há alguns meses, que só fico metendo o pau no futebol brasileiro. Discordo dele, e de qualquer outro que pense assim. Tento acompanhar meu amado esporte com o máximo de isenção possível, e a única vantagem de estar fora do Brasil há 3 anos está no fato de que, atualmente, eu consigo ver as coisas com menos emoção, pois não tenho o desprazer de ver, ouvir ou ler asneiras por parte da fraca imprensa esportiva do país, que acaba criando rivalidades excessivas, exalta jogadores que nada (ou pouco) fizeram e estimula discórdias e até brigas.

Fui favorável à escolha de Mano Menezes quando a CBF o contratou há pouco mais de um ano, mas estou muito decepcionado com seu trabalho. Só que hoje tentarei cutucar uma ferida, que é o fato do futebol brasileiro já não ser mais o mesmo, razão de estarmos produzindo pouco, se compararmos às últimas décadas. A culpa desta situação é de todos nós, atletas, dirigentes, treinadores e torcedores.

Após a má-sorte dos times de Telê Santana nos anos 80, e juntando o início de uma verdadeira debandada de jogadores para a Europa desde então, o brasileiro (sim, você que está lendo) passou a valorizar os resultados e ignorar a importância do tradicional estilo de jogo bonito brasileiro. Começamos a imitar o estilo europeu de jogo, e cada vez mais fugimos das nossas características naturais, com leveza, alegria e irreverência. Esquecemos dos motivos pelos quais crescemos e nos tornamos apaixonados pelo futebol. O futebol que eu gosto é aquele em que os times buscam o gol e jogam limpo, onde geralmente o melhor vence. Respeito equipes defensivas, mas somente quando são claramente inferiores tecnicamente, o que não é o caso da nossa Seleção. Apesar de não culpá-lo por isso, este período negro se iniciou com a chegada de Ricardo Teixeira na CBF, no final dos anos 80. Lazaroni de início à este estilo, alternando bons e maus resultados na Copa América de 1989, Eliminatórias da Copa e finalmente na Copa do Mundo de 1990, quando o Brasil foi eliminado na única boa partida que fez, dominando a Argentina até Maradona ganhar o jogo no passe magistral para Caniggia, nos minutos finais do jogo. O horroroso Parreira piorou ainda mais a situação, conquistando o tetra em 1994 graças a seu time de volantes e o calor norte-americano, com o auxílio de sua competente equipe de preparação física, pois o Brasil era o único time que sempre estava inteiro no final das partidas.

No início dos anos 90, o próprio Telê Santana tornou-se venerado, após cinco anos de sucesso no meu querido Tricolor, mas se olharmos para seus times, veremos que eram muito mais defensivos dos que os esquadrões que o mesmo Telê comandou nos anos 70 e 80. O São Paulo jogava com dois volantes sem nenhum talento ofensivo ou de saída de jogo, e atuava basicamente nos contra-ataques. Ganhava pois tinha jogadores muito bons, em praticamente todas as posições, e até no banco de reservas.

Luxemburgo, que apesar de não concordar com a maioria das atitudes que toma, é para mim disparadamente o melhor treinador do Brasil de todos os tempos, poderia ser a solução, mas os problemas de falsidade nos documentos e a fatídica participação nas Olimpíadas de Sydney em 2000 o derrubaram. Mas seus times, especialmente em 1999, mostraram o Brasil que gostamos de ver, com jogadores habilidosos ao invés de brucutus, que foi o que vimos com o insuportável Felipão, ícone do que eu mais detesto no futebol brasileiro, defensor ferrenho do ganhar a qualquer custo. Enfeiou nosso time mas teve sucesso, em uma Copa do Mundo de entressafra onde ganhamos sem a menor dificuldade, pois contamos com o auge de craques fora-de-série como Ronaldo e Rivaldo, inspiradíssimos no verão asiático de 2002.

Voltando ao meu Tricolor, vem outro exemplo desta triste escolha do brasileiro. Sempre considerei o São Paulo um time que tentava destacar-se por um estilo bonito e ofensivo, juntamente com outras equipes cujos torcedores aprovam esta postura, especialmente o Palmeiras e o Santos. O São Paulo passou anos disputando títulos e ficando entre os primeiros nas competições que disputava, entre 1994 e 2005, mas sem grandes sucessos, amargando vice-campeonatos sucessivos. O time nem sempre era bom, mas muitas vezes foi crucificado por falhar na hora de decidir. Com a chegada de Muricy em 2006, conquistou três brasileiros seguidos, jogando um futebol quase insuportável, jogando na retranca e nos erros dos adversários e vencendo por placares magros.

Vou repetir o que digo sempre, mas para piorar esta situação de cópia do estilo europeu, aumentamos a distância das tradicionais origens ao colocar o comando do nosso futebol nas mãos, quase que exclusivamente, de gaúchos, em sua maioria defensores do jogo viril e combativo, onde 1×0 é goleada e, parafraseando o paulista Muricy, “quem quer ver espetáculo que vá ao teatro.”

Ouço “sábios” analistas, e o treinador, dizer que é uma fase de renivação. O time que deu vexame na Copa América e perdeu da Alemanha, com exceção de Neymar, não tinha nenhum garoto. Neymar nem era o mais novo em campo, e a média de idade dos alemães era pelo menos uns dois anos inferior à dos brasileiros.

Vai demorar muito para o Brasil deixar de figurar entre os melhores do mundo, mas isto é mais por culpa da completa falta de talento dos adversários, que de forma geral estão todos muito mais perto de nós do que em qualquer período, mas ainda assim são na maioria bastante inferiores. Outro fator é que, dois dos principais rivais históricos (Argentina e Itália) sofrem de problemas semelhantes aos nossos, o que abriu espaço para equipes como a Espanha e até a Holanda a assumirem o atual momento de domínio no futebol internacional. Por falar nisso, os holandeses devem assumir pela primeira vez o topo no próximo Ranking da FIFA, onde nosso time deve cair para sexto lugar, e daí pra frente, como também disse anteriormente, vai despencar que nem fruta madura. Parece piada, mas corremos o risco de não estar entre os 20 melhores do Ranking na metade de 2013, e certamente só seremos cabeça-de-chave em 2014 por ser o país-sede.

Infelizmente não vejo correção de rumo, no curto prazo, para esta lamentável tendência do Brasil revelar apenas zagueiros e volantes para o futebol internacional (em grandes clubes), e principalmente a inexistência de centroavantes e meias de criação. Era fã de Alexandre Pato mas já não tenho mais esperanças com ele, que não consegue marcar gols nem na minha falecida vovó. Gosto muito de Neymar, apesar de achar que ele precisa ser controlado, e acho que seu companheiro, o bichado Ganso, e o queridinho do meu Tricolor (Lucas) são absurdamente overrated. Ainda acho que a estúpida diretoria do SPFC se arrependerá por não vender logo esse moleque, que não joga nem 10% do que dizem por aí.

Enquanto isso, temos sorte de presenciar a maravilhosa equipe do Barcelona, que hoje bateu o arquirival (e freguês) Real Madrid, com outro show de bola sob comando de Lionel Messi, para desespero do insuportável, nojento e desleal treinador português José Mourinho, que como de costume, mandou seus jogadores apelar e baixar o sarrafo nos craques catalães, outra prova do seu baixo caráter e senso de esportividade.

Obrigado Senhor, por nos permitir este prazer de ver o Barça !

Rogério Ceni e Neymar brilham

Rogério Ceni chega ao centésimo gol - Arte:www.saopaulofc.net

Depois de quase 15 anos marcando gols pelo Tricolor, Rogério Ceni atingiu a expressiva marca de 100 gols na tarde deste domingo. E não poderia ter sido em situação melhor, pois foi um golaço, em uma perfeita cobrança de falta, contra o arquirival Corinthians, na vitória por 2×1 pela primeira fase do Paulistinha-2011. Para ser melhor, somente se o jogo tivesse sido disputado no Morumbi, que infelizmente estava indisponível para a partida devido ao show do Iron Maiden, ao invés da modesta Arena Barueri.

Rogério é um jogador diferenciado, inovador e polêmico, que causa emoções extremas de amor e ódio para são-paulinos e torcedores rivais, pois sempre dá um jeito de estar envolvido em tudo o que acontece, seja nas participações defensivas de goleiro, nas investidas ao ataque para cobrar faltas e até nos comentários através da mídia esportiva. A verdade é que, acima de opiniões pessoais, é indiscutível o destaque que este profissional possui na história do São Paulo Futebol Clube, do futebol (e esporte) brasileiro e internacional. Ao contrário do paraguaio Chilavert, que marcou a grande maioria dos seus cerca de 60 gols em cobranças de pênalti, os gols de Rogério foram em sua maioria originados em cobranças de falta, muitas delas espetaculares e em momentos importantes para o Tricolor.

Espero não ter esquecido dos principais gols de falta, mas aqui vão alguns dos que considero mais destacados:

Final – Paulista 2000: São Paulo 2×2 Santos (SPFC Campeão)

Libertadores 2005: São Paulo 4×0 Tigres-Mex – 2 golaços, um no primeiro e um no segundo tempo

Brasileiro 2006: Cruzeiro 2×2 São Paulo (SPFC perdia por 2×0, Rogério defendeu um pênalti e marcou dois gols)

100o Gol – Paulista 2011: São Paulo 2×1 Corinthians

E alguns dos principais gols de pênalti:

Libertadores 2005: São Paulo 2×0 River Plate

Mundial Interclubes 2005: São Paulo 3×2 Al-Ittihad

Libertadores 2006: São Paulo 2×1 Palmeiras

E para não deixar por menos, defesas sensacionais:

Final – Mundial Interclubes 2005: São Paulo 1×0 Liverpool (SPFC Campeão)

Libertadores 2006: São Paulo 3×0 Chivas

Quem me conhece sabe que, apesar de torcedor fanático do São Paulo, tento olhar as partidas e os jogadores com certa isenção, e por diversas vezes critico o Rogério, para desgosto de alguns amigos mais fanáticos. Acho ridículo o fato dele usar o número 01 na camisa, me incomoda o fato dele querer ser o cobrador oficial de pênaltis do time, mas seu profissionalismo, dedicação e importância são incontestáveis, razão pela qual fica difícil saber quais características o tornam o grande ídolo que é.

Na segunda parte deste post, vou tratar do amistoso entre Brasil e Escócia, disputado no “estádio oficial” da Seleção, o Emirates Stadium, em Londres. Gostei da atuação do time, importante após as primeiras partidas desastrosas sob comando de Mano menezes, mas a verdade é que enfrentamos um time horrível. A Escócia nunca teve time bom, mas o que jogou hoje era demais. O Brasil dominou completamente a posse de bola e a partida, sendo para do apenas na mega retranca e nas botinadas dos britânicos. O placar de 2×0, com dois gols do craque Neymar, saiu barato para eles.

Gostaria de ter visto o retorno de Maicon na lateral direita, e quem sabe alguma experiência nova na esquerda, apesar de que André Santos sempre faz partidas regulares na Seleção, mas jamais será um destaque para o time. Gosto do meio-campo com Lucas Leiva e Ramires, e até mesmo de Elano, mas também considero esta posição carente de talento, e Mano pdoeria tentar ser um pouco mais audacioso, experimentando com algumas novidades. Jadson foi bem nos poucos minutos contra a França mas não fez boa partida hoje, e na próxima partida a vaga deve ficar com Paulo Henrique Ganso. Jamais tinha visto Leandro Damião jogando, e considerei uma boa estréia do garoto artilheiro, apesar de não ter marcado. Não é fácil jogar sozinho no meio daquela retranca, e ele bem que tentou se desvencilhar como pode. Também aprovei a convocação e a entrada do arisco e perigoso Jonas, que merece mais chances, especialmnete com a péssima fase de Alexandre Pato e Robinho, as seguidas contusões de Luis Fabiano e a vagabundagem do meu xará Adriano. Quem sabe os últimos possam se recuperar no retorno ao Brasil e acirrar a briga no ataque da amarelinha.

O são-paulino Lucas entrou bem e certamente deve continuar no grupo, e junto com Ganso e Neymar deve dar esperança para a torcida. Neymar não fez uma partida regular, mas deixou claro que pode desequilibrar qualquer jogo em segundos, com seus dribles e qualidade na finalização. O importante agora é acertar um time-base para que o Brasil possa lutar pelo tricampeonato da Copa América, que será uma pedreira, pois os hermanos argentinos terão seu forte time, o apoio da torcida e certamente da arbitragem e da Conmebol, para retomar a hegemonia continental, já que não vencem esta competição há 18 anos.

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