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100 Maiores Tenistas de Todos os Tempos

A já esperada presença de Roger Federer no topo da lista

No final do mês de março, um dos meus canais de televisão favoritos, Tennis Channel, apresentou uma excelente série contendo os cem maiores tenistas da história. A série teve duração de cinco episódios de uma hora cada, e gostei bastante dos resultados nesta eleição, onde especialistas de diversos países e gerações foram ouvidos para avaliar a rica história deste maravilhoso esporte. A lista completa está neste link.

O Brasil marcou presença com seus dois principais tenistas, Maria Esther Bueno (posição 38) e Gustavo Kuerten (55), que neste ano foi merecidamente incluído no Hall da Fama do Tênis. Acho que a colocação de ambos está justa. Algumas das principais surpresas ficaram por conta de Novak Djokovic (40), que deve melhorar bastante esta posição até o final da carreira, da excelente Monica Seles (19), que certamente venceria mais Grand Slams e atrapalharia a vida de Steffi Graf, caso não tivesse sido esfaqueada por um maluco durante um torneio na Alemanha, em 1993.

O tão esperado Top 10 foi apresentado no último dia, e devido às ausências até então, ficou fácil para identificar quem seriam os tenistas finalistas. Na véspera, meu voto para os melhores foi o seguinte, de 1 a 10:

Graf, Roger Federer, Martina Navratilova, Pete Sampras, Rod Laver, Bjorn Borg, Margaret Court, Chris Evert, Nadal, Billie Jean King

O resultado apresentou a seguinte ordem final:

Federer, Laver, Graf, Navratilova, Sampras, Nadal, Borg, Court, Evert, King

Até que ficaram bem parecido. 🙂

Minha ordem levou em conta o fato de Nadal, e em menor escala Federer, ainda estarem atuando, e creio que até o final da carreira Nadal ainda suba algumas posições. Escolhi Graf como a melhor de todos os tempos, pois presenciai toda sua carreira e vi a forma como a alemã dominou o circuito, desbancando monstros sagrados como Navratilova e Evert, bem como suas rivais contemporâneas e ainda bateu diversas tenistas que surgiram quando Steffi já era uma veterana, prestes a se aposentar. Mas reconheço que tanto Federer como o fenomenal Laver poderiam ser os líderes deste ranking.

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Gigantes do Tênis em NY

McEnroe e Lendl ao final da partida - Nick Laham/Getty Images

Hoje foi uma excelente oportunidade para matar a saudade de quatro dos maiores jogadores de tênis de todos os tempos. O BNP Paribas Showdown, realizado no Madison Square Garden em New York, nos proporcionou uma chance de rever o confronto entre os rivais dos anos 80, John McEnroe e Ivan Lendl, e dos anos 90, Pete Sampras e Andre Agassi.

Os vovôs disputraam a preliminar, em um set profissional, que vinha sendo vencido por McEnroe com certa facilidade, até que uma contusão no tornozelo esquerdo obrigou Big Mac a abandonar a partida. McEnroe lesionou-se durante o aquecimento com Sampras na tarde desta segunda, e mesmo assim tentou jogar até o final, mas sucumbiu às dores após quase uma hora de jogo. Apesar de ser o mais idoso dos quatro, McEnroe apresenta a melhor forma física e vinha dominando o “gorducho” Lendl (na carreira o tcheco levou a melhor por 21 a 15), que se mantinha no jogo com bons saques. Mesmo com o abandono, McEnroe alegrou os fãs com seus lindos voleios, e até aluns xiliques artificiais, para não perder o hábito.

O jogo de fundo foi uma melhor de três sets, mas Sampras esteve bem acima e bateu Agassi com certa tranquilidade, por 6-3 e 7-5, e beneficiou-se principalmente pelo seu saque espetacular, chegando a 12 aces. Como de costume, Sampras levou a melhor jogando em grandes palcos, já que na carreira liderou os confrontos contra o rival por 20 a 14, mas com ampla vantagem em Grand Slams, e especialmente em finais, com 4 vitórias e apenas uma derrota.

Eu adoraria assistir a estes jogos em condições normais, mas meu interesse foi ainda maior pois, na semana passada, li a biografia de Agassi, Open. Achei o livro excelente e devorei em quatro dias, pois era difícil largá-lo à noite. Como o nome diz, Agassi se abre completamente, tocando em diversos assuntos delicados e muitos deles negativos, como o consumo de drogas que o levou ao fundo do poço e o uso de peruca, quando sua famosa juba começou a rarear e cair, no início dos anos 90. Agassi revela seu ódio pelo esporte, que lhe foi forçado goela abaixo por seu pai, que ele descreve de forma bastante dura durante todo o livo. Seu relacionamento conturbado com Brooke Shields e a luta para conquistar sua paixão, a alemã Steffi Graf (que ele chama de Stefanie), revelam o lado humano e vulnerável do astro, culminando com sua devoção para os filhos Jaden e Jaz.

Recomendo o livro mesmo para quem não é fã de tênis, pois é uma leitura agradável e reveladora, que nos mostra que nem tudo são flores para as celebridades e pessoas de sucesso. Li a versão original, e para os que prefiram em português, tomara que a tradução tenha sido bem feita aí no Brasil, pois não tem coisa pior que livro mal traduzido, né ?

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