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Análise do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018

O italiano Fabio Cannavaro, capitão do tetra da Azzurra em 2006, durante o sorteio – AFP

A FIFA, em meio à terrível crise moral que assola a entidade há décadas, culminando com os processos encabeçados pelo FBI e que levaram à anunciada renúncia do presidente Joseph Blatter dias após sua reeleição em maio, realizou o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 neste último sábado, 25 de julho de 2015, na cidade de São Petersburgo, na Rússia. Diversos dirigentes alegaram compromissos para não comparecer ao evento, notadamente o Sr. Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, que desde a prisão do companheiro José Maria Marin, mantém-se discretamente calado aqui no Brasil, e dificilmente terá a coragem de participar dos diversos compromissos da CBF, pois está com muito medo de ser preso e extraditado para os EUA.

Conforme fiz em 2011, analisarei cada uma das seis regiões e darei meus palpites sobre as seleções que estarão disputando a 21a Copa do Mundo no verão russo em 2018. Acertei 21 das 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo do Brasil, e fiquei decepcionado com o resultado, especialmente pelo fato de que 24 seleções se repetiram em relação a 2010. Na verdade existem 11 seleções que estiveram presentes em todas as Copas desde a expansão para 32 equipes em 1998. Outras 6 estiveram em 4 destas 5 Copas e mais 11 em 3 delas. Assim chegamos a 32 seleções que estiveram em 3 ou mais das últimas 5 Copas, o que torna relativamente fácil uma previsão dos prováveis classificados.

As únicas eliminatórias que trazem emoção no sorteio são as européias, pois devido a um critério que na minha opinião é estúpido e injusto, utiliza-se uma data de corte para separar os potes das seleções, e tal procedimento permite que Itália e França fiquem no pote 2, enquanto País de Gales, que por uma imensa sorte atingiu na data de corte seu melhor ranking da história, fique no pote 1. Desta forma, italianos e franceses acabaram caindo nos grupos de Holanda e Espanha respectivamente, situação que pode impedir uma destas quatro grandes seleções de participar da Copa em 2018. Vale lembrar que a França foi, sem dúvida, uma das 4 melhores equipes do mundial do Brasil em 2014, e só não chegou mais longe por falta de sorte na tabela, tendo que enfrentar a campeã Alemanha antes dos demais adversários, nas quartas-de-final, num jogo onde pressionou os alemães durante todo o segundo tempo. Já discuti o Ranking da FIFA anteriormente, acho uma ferramenta razoável com problemas pontuais, mas que reflete o sobe e desce das seleções, mas discordo demais com a utilização e uma data de corte para um sorteio tão importante, pois se a data fosse um mês antes, os potes da Europa teriam uma configuração completamente diferente. Defendo uma média dos últimos rankings, mesmo que com maior peso para os meses mais recentes, como forma de dividir os potes.

As eliminatórias africanas ainda terão o importante sorteio após os confrontos da segunda rodada da região, que serão disputados em Novembro deste ano, portanto fica impossível prever os candidatos. Mesmo assim, existem algumas forças que destacam-se no continente e escolherei as 5 que considero favoritas à classificação, com destaque para a Argélia, um time que me agradou demais na Copa de 2014, e que levou a campeã Alemanha para a prorrogação nas oitavas-de-final, o mesmo time que goleou um timeco de amarelões e treinado por um jumento por 7×1 dias depois.

As eliminatórias das Américas do Sul e do Norte/Central, da Ásia e da Oceania mantiveram os mesmos formatos dos últimos anos, e nestes casos o sorteio não faz praticamente nenhuma diferença, pois fica fácil para os times mais fortes chegar à classificação pois enfrentam um monte de porcarias.

Aqui vão meus candidatos ao torneio de 2018:

Europa – Rússia (país-sede), França, Portugal, Alemanha, Sérvia, Dinamarca, Inglaterra, Espanha, Bélgica, Croácia, Holanda, Suíça, Áustria e Itália.

América do Sul – Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai

América do Norte e Central – EUA, México, Costa Rica e Panamá

África – Argélia, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Egito

Ásia – Austrália, Japão, Irã e Coréia do Sul

Infelizmente, como descrevi antes, a única região que pode trazer surpresas é a Europa, pois nas demais são sempre os mesmos suspeitos, e tem lugar para praticamente todo mundo na Copa do Mundo com 32 seleções. Minha lista tem 27 seleções repetidas de 2014, e somente um estreante, o Panamá.

Tabela da Copa 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014

Tabela da Copa do Mundo de 2014 - FIFA.com

Faltando menos de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014, a FIFA anunciou na semana passada o formato da competição, e a tabela completa da Copa no Brasil. A tabela seguiu o memso formato das últimas quatro edições, quando foi aumentada para 32 seleções, e apesar das solicitações para que retornasse ao modelo de sedes fixas para os grupos, especialmente num país das dimensões do Brasil, a FIFA manteve o pinga-pinga entre os jogos, o que obrigará algumas seleções (especialmente o Brasil) a viajarem milhares de quilômetros entre as sedes do Sul e Norte do país.

Como paulistano, fico feliz com o fato da abertura ser em São Paulo, no que será a única partida da seleção na cidade. Tomara que seja contra um adversário bem fraco e que o time jogue bem, caso contrário o risco de vaias, bandeiras atiradas no gramado e baixaria é bem grande, fato que causará grande polêmica durante a competição, certamente com repercussão internacional. Me surpreendeu o fato do Brasil não atuar no Maracanã em nenhuma partida, independente da colocação no já definido Grupo A, até a decisão, que será no mesmo palco da tragédia de 1950. Achei um erro da organização, seja da CBF, COL ou FIFA, pois acho que o Brasil deveria jogar no Rio de Janeiro ao menos uma vez antes da final, que pode muito bem ser disputada por outras seleções.

Minha surpresa ficou para o privilégio recebido por Belo Horizonte e Fortaleza, que provavelmente receberão duas partidas da Seleção Brasileira, e pela quantidade de jogos em Brasília, que ao lado do Rio de Janeiro será a única sede com sete partidas. Aprovei o fato de termos apenas quatro partidas nas desnecessárias Manaus, Cuiabá e Natal, bem como o baixo número de jogos nas sedes do Sul, pois existe grande chance de termos baixas temperaturas durante a disputa da Copa. Para piorar a situação das cidades desprestigiadas, além de poucos jogos eleas ficaram com aqueles de menor importância, pois cada uma delas verá apenas um cabeça-de-chave durante a primeira fase, enquanto as principais sedes terão três partidas de cabeças-de-chave, algo que poderia ter sido evitado com uma equilibrada divisão e duas partidas das principais seleções em cada uma das doze sedes. Para confirmar ainda mais a diferença entre as cidades, a FIFA confirmou as queridinhas como palco da Copa das Confederações de 2013, que servirá de ensaio para o torneio de 2014.

Aproveito para trazer uma ótima novidade que a FIFA apresentou no mês passado, em seu site oficial, que é uma página moderna e repleta de funções interessantes para o meu querido Ranking da FIFA, que agora lista o detalhamento da pontuação dos países e as próximas partidas que serão disputadas, onde o usuário pode estimar a pontuaçõ futura com diversos resultados e prever a evolução do ranking.

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