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Gigantes do Tênis em NY

McEnroe e Lendl ao final da partida - Nick Laham/Getty Images

Hoje foi uma excelente oportunidade para matar a saudade de quatro dos maiores jogadores de tênis de todos os tempos. O BNP Paribas Showdown, realizado no Madison Square Garden em New York, nos proporcionou uma chance de rever o confronto entre os rivais dos anos 80, John McEnroe e Ivan Lendl, e dos anos 90, Pete Sampras e Andre Agassi.

Os vovôs disputraam a preliminar, em um set profissional, que vinha sendo vencido por McEnroe com certa facilidade, até que uma contusão no tornozelo esquerdo obrigou Big Mac a abandonar a partida. McEnroe lesionou-se durante o aquecimento com Sampras na tarde desta segunda, e mesmo assim tentou jogar até o final, mas sucumbiu às dores após quase uma hora de jogo. Apesar de ser o mais idoso dos quatro, McEnroe apresenta a melhor forma física e vinha dominando o “gorducho” Lendl (na carreira o tcheco levou a melhor por 21 a 15), que se mantinha no jogo com bons saques. Mesmo com o abandono, McEnroe alegrou os fãs com seus lindos voleios, e até aluns xiliques artificiais, para não perder o hábito.

O jogo de fundo foi uma melhor de três sets, mas Sampras esteve bem acima e bateu Agassi com certa tranquilidade, por 6-3 e 7-5, e beneficiou-se principalmente pelo seu saque espetacular, chegando a 12 aces. Como de costume, Sampras levou a melhor jogando em grandes palcos, já que na carreira liderou os confrontos contra o rival por 20 a 14, mas com ampla vantagem em Grand Slams, e especialmente em finais, com 4 vitórias e apenas uma derrota.

Eu adoraria assistir a estes jogos em condições normais, mas meu interesse foi ainda maior pois, na semana passada, li a biografia de Agassi, Open. Achei o livro excelente e devorei em quatro dias, pois era difícil largá-lo à noite. Como o nome diz, Agassi se abre completamente, tocando em diversos assuntos delicados e muitos deles negativos, como o consumo de drogas que o levou ao fundo do poço e o uso de peruca, quando sua famosa juba começou a rarear e cair, no início dos anos 90. Agassi revela seu ódio pelo esporte, que lhe foi forçado goela abaixo por seu pai, que ele descreve de forma bastante dura durante todo o livo. Seu relacionamento conturbado com Brooke Shields e a luta para conquistar sua paixão, a alemã Steffi Graf (que ele chama de Stefanie), revelam o lado humano e vulnerável do astro, culminando com sua devoção para os filhos Jaden e Jaz.

Recomendo o livro mesmo para quem não é fã de tênis, pois é uma leitura agradável e reveladora, que nos mostra que nem tudo são flores para as celebridades e pessoas de sucesso. Li a versão original, e para os que prefiram em português, tomara que a tradução tenha sido bem feita aí no Brasil, pois não tem coisa pior que livro mal traduzido, né ?

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